Planejamento, estrutura e manejo no pós-colheita podem evitar perdas e garantir maior valorização no mercado

O preparo da fazenda para a colheita do café deve entrar no radar dos produtores nos próximos dias. Isso porque, o período da colheita se aproxima e o preparo da fazenda além de garantir mais eficiência nas operações, também pode influenciar diretamente na qualidade final dos grãos e, consequentemente, no valor do produto no mercado.

Especialmente a safra 2026, chega ao mercado com uma série de oportunidades para o cafeicultor. O cenário atual das lavouras,  reforça a necessidade de atenção redobrada, em decorrência dos impactos das ocorrências climáticas nos últimos meses e alerta para as boas oportunidades a partir de um bom trabalho de pós-colheita

Safra 2026 deve ter frutos mais pesados

O pesquisador Alisson Fagundes, da Fundação Procafé, pontua sobre o desenvolvimento desta safra, cujo dois pontos relevantes foram observados: tamanho e peso dos grãos. Embora os dois estejam ligados ao clima, eles não são definidos exatamente no mesmo período.

“O fruto tem duas formas de bom rendimento: tamanho e peso. E as duas coisas nem sempre caminham juntas”, explica Alisson Fagundes.

Segundo ele, o tamanho do café é mais influenciado pelas condições climáticas logo após a florada, especialmente entre outubro e janeiro. Já o peso depende mais do comportamento de janeiro, fevereiro e março.

A expectativa, de acordo com o pesquisador, é que este seja um ano de peneira baixa em comparação com as últimas safras. Por outro lado, a avaliação da Fundação Procafé indica que o enchimento dos frutos evoluiu de forma mais favorável. Assim, a tendência é de uma safra com frutos médios e com peso considerado bom.

Esse cenário exige ainda mais atenção do produtor. Afinal, quando a lavoura chega à colheita com potencial produtivo melhor ajustado, os resultados tendem a ser melhores. 

Como a pós-colheita pode impactar a qualidade da safra 26?

A qualidade do café não depende apenas da lavoura. O manejo feito depois da colheita também pesa no resultado final. Portanto, o produtor que deseja entregar um café mais valorizado precisa olhar com atenção para todas as etapas posteriores à retirada dos frutos da planta.

Entre os principais pontos, a secagem merece destaque. Isso porque ela ajuda a preservar as características conquistadas anteriormente e reduz os riscos de fermentações indesejadas e defeitos.

Dependendo da proposta da fazenda, o café pode seguir diferentes processos, como natural, cereja descascado ou fermentado. No entanto, qualquer que seja o método escolhido, a estrutura precisa estar em boas condições de uso.

Quando esse preparo falha, o prejuízo pode aparecer em diferentes níveis: perda de qualidade, desuniformidade do produto, aumento de defeitos e menor valorização comercial. Assim, o planejamento antecipado deixa de ser um detalhe e passa a ser uma necessidade estratégica.

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Nucoffee Artisans: estratégia de maior valorização

E uma das soluções estratégicas, é o Nucoffee Artisans, que traz  tecnologias únicas que têm levado ao produtor mecanismos que fomentam cada vez mais um processo de pós-colheita mais produtivo e com mais qualidade

As leveduras Artisans, se tornaram referência para mais de quatro mil produtores nas fazendas brasileiras. O caminho que visa mais rentabilidade, diferente do processo convencional, promove a fermentação induzida.

Nesse processo, parte da mucilagem é retirada, e o restante é fermentado pelos microrganismos, de forma semelhante a um processo na via úmida.

As leveduras utilizadas foram desenvolvidas em parceria com a UFLA – Universidade Federal de Lavras, e utiliza microorganismos selecionados do próprio café para a fermentação. A técnica transforma a química dos grãos de café e permite novos aromas e sabores.

Ou seja, esse processo resulta em um café que, na xícara, realça ainda mais o sabor e proporciona uma experiência sensorial mais harmônica.

Outros benefícios: 

-Cafés produzidos pela técnica de fermentação induzida Artisans alcançam altas pontuações e, portanto, possuem sabor e qualidade diferenciados;

-Permite maior consistência entre as safras produzidas;

-Conexão com torrefadores internacionais;

-Tecnologia aliada à rastreabilidade de todas as etapas de produção e beneficiamento;

-Além de ter a possibilidade de melhoria da qualidade do café, auxiliando o produtor a aumentar a sua rentabilidade.

E apoiar-se em tecnologias e tendências nesse meio é uma das melhores estratégias para o produtor que deseja aproveitar ao máximo as melhores oportunidades do mercado.

Por que o preparo da fazenda para a colheita do café é tão importante?

O preparo da fazenda para a colheita do café é importante porque a colheita e o pós-colheita formam uma etapa decisiva dentro da produção. Em outras palavras, não basta retirar o café da planta no momento certo. É fundamental que toda a estrutura da propriedade esteja pronta para receber esse volume com rapidez, organização e critério técnico.

Na prática, isso envolve revisar máquinas, equipamentos e implementos, além de fazer a limpeza e a manutenção de terreiros, secadores, lavadores, tulhas e demais estruturas utilizadas no processamento.

Da mesma forma, a equipe que participa das operações precisa estar alinhada. A colheita exige ritmo, atenção e padronização. Por isso, quando há planejamento, o produtor reduz improvisos, evita paralisações e melhora o controle sobre cada lote.

Como preparar a fazenda para a colheita do café?

Na prática, o preparo da fazenda para a colheita do café deve incluir alguns pontos essenciais:

  • revisão de máquinas, implementos e equipamentos
  • limpeza e manutenção de terreiros, secadores e tulhas
  • organização da equipe de trabalho
  • definição dos fluxos de colheita e pós-colheita
  • conferência da estrutura de secagem e armazenamento
  • planejamento para evitar atrasos e gargalos durante a safra

Além disso, cada propriedade precisa adaptar esse planejamento à sua realidade, ao volume estimado de produção e ao perfil de café que pretende entregar ao mercado.

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Produzir mais com equilíbrio continua sendo a chave

Em meio às discussões sobre safra, mercado e custos, há um princípio que segue central para a sustentabilidade da atividade cafeeira: fazer o necessário, no momento certo, com foco em produtividade e equilíbrio técnico.

“É só o produtor fazer a coisa certa no momento certo. Isso é infalível. Esse raciocínio, no entanto, não significa cortar investimentos essenciais, pelo contrário, o ponto central é  priorizar aquilo que realmente entrega resultado para a lavoura “, afirma.

Preparação antecipada reduz perdas e protege o valor do café

Em um ano em que a safra tende a apresentar frutos com bom peso, a atenção aos detalhes dentro da fazenda pode fazer diferença no resultado final. Por isso, o preparo da fazenda para a colheita do café deve ser tratado como uma etapa estratégica da produção.

“Quando há planejamento, o produtor reduz riscos, melhora a eficiência e protege a qualidade construída ao longo de todo o ciclo. Sem essa organização, perdas operacionais e de qualidade podem comprometer diretamente a rentabilidade da safra”, destaca Alisson. 

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