Mês de Setembro deve marcar a virada climática na cafeicultura brasileira
Apesar dos primeiros sinais, a florada principal ainda não aconteceu. O mês de setembro deve estabelecer a mudança mais significativa, especialmente nas regiões cafeeiras de Minas Gerais e São Paulo. O mês começa em transição, mas, a partir da segunda semana, as chuvas tendem a avançar gradualmente sobre o interior do Brasil, consolidando as condições para uma floração mais ampla e vigorosa.
Segundo a agrometeorologista da Rural Clima, Bruna Peron, as temperaturas continuam em elevação, mas sem sinais de extremos no curto prazo.
“O cenário é diferente do observado em 2024, quando o Sul de Minas viveu uma estiagem prolongada. Neste ano, o período seco foi mais curto e menos severo. A tendência é de que, a partir de setembro, as primeiras chuvas já se consolidem e deem suporte à florada”, destacou Peron.
O clima é considerado o “gatilho natural da florada do café”. Nesse período do ano, ele influencia diretamente na abertura das flores e no pegamento da florada. Chuvas seguidas por dias mais quentes recompõem a umidade do solo e estimulam a fisiologia do cafeeiro. Como resultado, criam-se as condições para o início de um novo ciclo, que pode definir o potencial produtivo da safra seguinte.
Primeiras floradas em Minas Gerais

Apesar dos primeiros sinais, a florada principal ainda não aconteceu. Em Minas Gerais, técnicos em campo já identificaram pequenas aberturas de flores. Segundo o pesquisador André Moraes, da Fundação Procafé, esse comportamento é comum em anos sem déficit hídrico prolongado.
“Portanto, a florada antecipada não compromete a produtividade. Além disso, como a produção de 2025 foi menor em várias regiões, as plantas, consequentemente, estão mais energizadas e, do mesmo modo, apresentam boas reservas de carboidratos, o que, assim, favorece aberturas em momentos distintos”, explicou Moraes.
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Floradas escalonadas no Espírito Santo
No Espírito Santo, entretanto, a realidade é diferente. Isso porque, devido ao cultivo em clones, o café conilon, por conseguinte, apresenta floradas escalonadas, as quais, portanto, ocorrem em ondas sucessivas ao longo de vários meses, desde agosto até setembro/outubro. Esse comportamento, além disso, é típico da espécie e, assim, exige, consequentemente, atenção redobrada dos cafeicultores no manejo do café durante todo o período.

Manejo essencial para florada do café
Cuidados essenciais durante a pré-florada
O manejo preventivo é peça-chave nesta fase. A mancha-de-phoma (Phoma spp.) é uma das principais ameaças, especialmente em condições de alta umidade. O controle químico reduz o inóculo inicial e protege a planta no estágio mais delicado.
Cuidados essenciais durante a pós-florada
Após a florada, o momento mais crítico é garantir o pegamento efetivo dos grãos. Conforme destaca Felipe Borges, do desenvolvimento técnico de mercado. “Essas pulverizações são essenciais, pois garantem um maior pegamento e a proteção dos chumbinhos. Com maior pegamento, há um aumento da produtividade.”
Além disso, aplicações via drench no início do ciclo pós-florada (em torno de outubro) ajudam no controle de pragas e doenças do café, como ferrugem, bicho-mineiro, cigarras e cochonilhas, reforçando a robustez da lavoura.
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Miravis® DUO: proteção para florada
A aplicação de Miravis® DUO continua sendo uma recomendação importante na pré-florada e pós-florada. O produto protege os botões florais e garante um pegamento uniforme. Com dois modos de ação complementares, reduz a incidência de infecções iniciais e oferece mais segurança ao cafeicultor.

No Espírito Santo, por sua vez, em culturas escalonadas de conilon, o produto, além disso, também é fundamental no combate à antracnose e, consequentemente, no controle de bactérias que, por sua vez, são precursoras da Mancha Aureolada e que, portanto, podem, assim, comprometer seriamente a produção de café.
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