Por algum tempo, ela foi tratada no campo como “anomalia da soja”, um nome que traduzia bem a sensação de quem via a lavoura chegar ao enchimento de grãos e, justamente quando o potencial produtivo parecia bem encaminhado, encontrava vagens apodrecidas, grãos enrugados, avariados e perdas difíceis de explicar que se estendiam pós-colheita.
O problema ganhou força especialmente em áreas do Mato Grosso, mas não demorou para deixar de ser uma preocupação localizada. Safra após safra, a podridão de vagens e grãos passou a entrar no radar de outras regiões, como sul do Tocantins, norte goiano, partes do sul do MS e áreas do Pará.
Aqui, na central de conteúdos Mais Agro, registramos que os primeiros sintomas foram observados em áreas específicas do Mato Grosso na safra 2018/19 e que, nas safras seguintes, a ocorrência avançou em área e relevância, exigindo investigação mais profunda. avançou em área e relevância, exigindo investigação mais profunda.
| E esse ponto importa muito, porque, quando um problema novo aparece no campo, o que mais custa ao produtor não é só a perda direta: é o tempo entre o surgimento do sintoma e a construção de uma resposta confiável. Além disso, tão importante quanto aprofundar no entendimento da doença, é trazer soluções que resolvam o problema do agricultor, e a Syngenta, referência global em proteção de cultivos, não mediu esforços para auxiliar o agricultor nesse cenário. |
“Anomalia da soja” e podridão de vagens e grãos: um resumo dessa história
Os relatos mais consistentes começaram a ganhar corpo entre as safras 2019/20 e 2020/21. Em comunicado, a Embrapa relatou que o apodrecimento de vagens e grãos vinha sendo observado especialmente em Mato Grosso desde a safra 2019/2020, causando redução de produtividade de até 20% e descontos por grãos avariados que chegaram a 30%.

Na safra 2021/22, o problema já aparecia com peso econômico ainda mais alarmante. Ainda segundo a Embrapa, os relatos de perdas na região médio-norte de Mato Grosso variaram de 16% a 30%, com potencial de perda estimado em 59 milhões de sacas e prejuízo bilionário considerando os preços da época.
A essa altura, já não fazia sentido tratar o tema apenas como uma curiosidade fitossanitária.
Ao mesmo tempo, o entendimento técnico também amadurecia
O que no início foi observado em campo e ficou amplamente conhecido entre os produtores como “anomalia da soja”, passou a ser investigado com mais profundidade ao longo das safras. Com o avanço das análises, o time de pesquisa da Syngenta constatou que diferentes espécies de fungos foram encontradas nas identificações morfológicas e moleculares relacionadas ao quadro observado nas lavouras.
A partir desse avanço no entendimento técnico, a linguagem de podridão de vagens e grãos passou a ganhar espaço por descrever de forma mais direta o comprometimento das estruturas reprodutivas da planta. Hoje, o problema é associado principalmente a um complexo de fungos dos gêneros Diaporthe, Colletotrichum e Fusarium.
Mesmo assim, “anomalia” segue sendo um termo muito familiar para o agricultor. Por isso, a proposta não é desconsiderar essa nomenclatura, mas ampliar o entendimento: aquilo que muitos produtores conhecem como anomalia da soja pode ser compreendido, do ponto de vista técnico, dentro do contexto da podridão de vagens e grãos.

O que torna a podridão de vagens e grãos tão crítica para a soja?
O ponto mais perigoso dessa doença é que ela se instala na lavoura no início do ciclo, mas se manifesta na soja quando a lavoura já carrega boa parte do investimento e da expectativa de retorno.
A progressão da doença segue um padrão característico: as vagens apresentam manchas de aspecto encharcado ou coloração escurecida, sem que haja uma abertura visível no início da infecção.
Ao abrir a vagem, observa-se o apodrecimento dos grãos e a murcha, muitas vezes acompanhada pelo amarelecimento das folhas antes do fim da maturação fisiológica. Em alguns casos, ocorre necrose e alongamento excessivo das hastes, levando ao tombamento da planta e interrompendo o fluxo de nutrientes.
Na prática, não é uma doença que “tira folha” ou “segura desenvolvimento”, ela mexe diretamente com o que o produtor vai colher, entregar e vender.
| Os protocolos testados e validados pelo time Syngenta reforçam a importância de construir a proteção de forma preventiva, com atenção às aplicações realizadas antes do pré-fechamento da cultura. Essa fase é estratégica porque contribui para reduzir a pressão inicial de inóculo e proteger a lavoura desde cedo, o quem juntamente com as aplicações de pré-fechamento, possibilitam construir a sanidade antes que o fechamento do dossel dificulte o acesso ao baixeiro, região naturalmente mais úmida, menos exposta aos defensivos e mais favorável ao desenvolvimento de doenças. |
Em outras palavras, quando o produtor erra o timing ou entra com uma ferramenta aquém do desafio, o problema não fica parado, ele ganha ambiente, ganha continuidade e pode transformar uma falha de manejo no campo em dor de cabeça no armazém, com grãos mais comprometidos, maior risco de deterioração após a colheita e impacto direto na qualidade da soja entregue.
Solatenol: o elo entre descoberta, prova e resposta de manejo
| Em um tema cercado por incerteza no início, poucos pontos ficaram tão consistentes quanto este: solatenol passou a ocupar um lugar central na resposta técnica à podridão de vagens e grãos. O solatenol, ingrediente ativo benzovindiflupir, pertence ao grupo das carboxamidas/SDHI e atua na inibição da respiração mitocondrial dos fungos. Nos protocolos avaliados pelo time de R&D da Syngenta, o ativo demonstrou a maior eficácia sobre os principais patógenos associados à podridão de vagens e grãos, contribuindo para a redução da pressão da doença, menor comprometimento das estruturas reprodutivas e maior preservação da qualidade dos grãos colhidos. |
Diante da excelência do Solatenol contra a podridão de vagens e grãos comprovada em estudos, conseguimos junto ao MAPA, registro das primeiras soluções para essa problemática nas lavouras de soja, e, com isso, fomos os primeiros do setor a seguir com recomendações direcionadas ao manejo da podridão de vagens e grãos (anomalia da soja) com suporte de bula.
Essa molécula saiu dos dados de investigação, atravessou o laboratório, conversou com os resultados de campo e sustentou a evolução das recomendações.
Do laboratório para a lavoura: onde entram ALADE® e MITRION® no manejo de podridão de vagens e grãos da soja
Se o solatenol é o elo técnico, ALADE® e MITRION® são a tradução prática dessa construção para o manejo da soja, pois apresentam o Solatenol em uma formulação altamente tecnológica, além de outros benefícios para a construção da sanidade da lavoura.
ALADE®: consistência, seletividade e flexibilidade para construir sanidade desde cedo

ALADE® é o fungicida ideal para quem busca proteção consistente contra as principais doenças da soja. Os benefícios validados são claros:
- Consistência: amplo espectro de controle de doenças, incluindo podridão de vagens e grãos.
- Seletividade: alta eficácia, protegendo o potencial produtivo da lavoura.
- Flexibilidade: uso em diferentes estágios da soja.
ALADE® une três ativos sinérgicos de alta eficácia: solatenol, difenoconazol e ciproconazol, combinação que promove controle preventivo e de início de infecção, para as principais doenças que devem ser controladas nas aplicações antecipadas, como podridão de vagens e grãos, antracnose, cercospora, septoria e oídio.
ALADE® deve ser posicionado nas aplicações antecipadas a partir de 30 DAE, principalmente no caso da podridão de vagens e grãos.
Além da aplicação antecipada, o produto é flexível para aplicação no reprodutivo até 70 DAE, o que amplia a capacidade de construir sanidade ao longo do ciclo.
MITRION®: potência máxima onde o desafio aperta

MITRION® é um fungicida de alta performance, formulado com os dois ativos mais eficazes do mercado. Os benefícios de MITRION® são:
- Controle superior de manchas e ferrugem.
- Potência máxima contra a podridão de vagens e grãos.
- Conveniência na aplicação: tecnologia Empowered Control® que eleva o controle.
A tecnologia Empowered Control® foi desenvolvida para maximizar o espalhamento, a translocação e a retenção dos ativos na planta, proporcionando uma ação imediata. Com isso, MITRION® dispensa o uso de adjuvantes como óleos minerais.
MITRION® é recomendado para o período reprodutivo, antes de 70 DAE, com até duas aplicações por ciclo, respeitando intervalo mínimo de 14 dias.
Validação em campo: a experiência de quem já testou ALADE® e MITRION® no manejo de podridão de vagens e grãos da soja
Quando a podridão de vagens e grãos começou a aparecer nas lavouras, muitas dúvidas surgiram. Hoje, com mais pesquisa e experiências acumuladas no campo, produtores e especialistas já conseguem compartilhar aprendizados importantes sobre o manejo do problema.
Em diferentes regiões, agricultores, consultores e especialistas relatam como a antecipação do manejo e o uso de tecnologias baseadas em solatenol, presentes em ALADE® e MITRION®, têm contribuído para proteger o potencial produtivo da soja.
Nos vídeos a seguir, quem vive a realidade da lavoura conta como tem enfrentado a podridão de vagens e grãos e quais estratégias têm feito diferença no manejo da doença:
Confira também os 4 eisódios da nossa série “Podridão de Vagens e Grãos: ótica do produtor”
Quando o desafio evolui no campo, o manejo também precisa evoluir. E a Syngenta segue ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.


Deixe um comentário