A rotina do produtor de cana começa na estrada, muito antes de o sol tocar a lavoura. Para Onésio Neto, Engenheiro-agrônomo, Mestre em Produção Vegetal e DTM da Syngenta, cada quilômetro rodado é parte de uma missão: estar ao lado do produtor.
No destino, o canavial o aguarda, guardando os segredos de uma das culturas mais importantes para o Brasil.
Para mostrar como essa jornada se desenrola na prática, o Mais Agro te convida a pegar a estrada com Onésio. Acompanhe os bastidores de um dia na rotina desse especialista e descubra como o olhar técnico, a análise criteriosa e a parceria com o agricultor se transformam em soluções que fortalecem a lavoura!
Diagnóstico em campo: os desafios do canavial
Ao chegar no canavial, Onésio começa sua rotina fazendo o diagnóstico da plantação. O trabalho não é apenas caminhar, mas investigar, unindo o conhecimento técnico a uma sensibilidade aguçada para entender os sinais que o canavial transmite.
Para ele, esse é o momento de traduzir a teoria em prática, a base de tudo. E ele sabe que cada canavial tem sua própria história e desafios e um potencial único a ser destravado.
A matocompetição: uma disputa que custa caro
Observando o canavial, o olhar treinado do especialista da Syngenta logo identifica um dos maiores desafios do produtor: as daninhas. Ele sabe que a disputa entre a cana e as plantas daninhas por água, luz e nutrientes começa cedo e que seus impactos são severos.
Por isso, seu diagnóstico em campo é direto:
“O principal desafio aqui, onde nós viemos avaliar, é a presença de plantas daninhas, sejam folhas largas ou folhas estreitas.”
Essa distinção, como explica o especialista, é crucial. É a diversidade de espécies invasoras que torna o manejo mais complexo e exige uma estratégia precisa para cada situação.
Enquanto caminha, Onésio vai identificando as principais daninhas da cana.
Ele aponta para as trepadeiras, como a corda-de-viola, as merremias e a mucuna, explicando como elas se enrolam na cana, sufocam a planta e complicam drasticamente a colheita mecanizada, o que eleva os custos operacionais.
Logo adiante, seu foco se volta para ao capim-colonião e a braquiária, duas daninhas agressivas. A competição que elas geram por recursos é feroz e, como ele sabe, uma alta infestação pode levar a perdas de produtividade expressivas.
A atenção do DTM da Syngenta então se volta para as daninhas de folha larga, como a mamona, que representa um duplo prejuízo: além da forte competição, a toxicidade de suas sementes pode comprometer a qualidade da matéria-prima para a indústria.

A perda invisível: como as daninhas afetam o ATR e a rentabilidade da cana?
Mas o que essa competição da cana com as daninhas significa para a rentabilidade do produtor? Onésio explica que ela além de aumentar os custos de produção e reduzir o peso dos colmos, pode afetar diretamente a qualidade da cana.
Os números por trás dessa disputa são alarmantes. Estudos demonstram a gravidade do problema: a convivência diária com a corda-de-viola (I. hederifolia), por exemplo, pode levar a uma perda de 13,123 kg de ATR (Açúcar Total Recuperável) por hectare.
Pense no ATR como o “teor de qualidade” da cana-de-açúcar. Em vez de se basear apenas no peso total da cana colhida, o ATR mede o que realmente importa: a quantidade de açúcar que a usina consegue efetivamente extrair e transformar em produtos finais, como açúcar e etanol.
A palavra-chave aqui é “recuperável”, pois indica o potencial real de rendimento daquela matéria-prima. Por essa razão, o ATR funciona como a principal “moeda” de negociação do setor sucroenergético.
Para o agricultor, um ATR baixo significa uma cana de menor qualidade. Para a usina, representa menos eficiência, pois conseguirá produzir menos com uma mesma quantidade de cana.
As ameaças silenciosas sob o solo: o avanço do Sphenophorus levis
Além das daninhas, Onésio explica que, sob a terra, se esconde um desafio ainda mais complexo: a praga Sphenophorus levis.
Consolidado como uma das pragas de solo mais prejudiciais à cultura, seu ataque silencioso dificulta a percepção do problema até que os danos se tornem severos. Por isso, ele alerta:
“Essa é uma praga de solo que acomete o sistema radicular e demanda muito a nossa atenção.”
Quando atacam, as larvas do Sphenophorus se alimentam vorazmente do interior do rizoma e da base dos colmos, abrindo galerias que destroem os tecidos vitais da planta.
Essa ação interrompe o fluxo de água e nutrientes, provocando o amarelecimento das folhas, a seca e a morte de perfilhos.
Estudos apontam que o ataque dessa praga pode levar à morte de 50% a 60% dos perfilhos. Em termos de produtividade, o prejuízo pode chegar de 20 a 30 toneladas por hectare anualmente.

Mas o prejuízo não para aí. O DTM da Syngenta explica que o impacto mais drástico é silencioso e de longo prazo: a perda de longevidade do canavial.
Uma plantação severamente atacada muitas vezes não passa do segundo corte, forçando o produtor a arcar com os altos custos de uma reforma precoce.
Da teoria à prática: conectando conhecimento e inovação
Ao finalizar sua avaliação do canavial, Onésio sabe que seu trabalho está só começando. As anotações, as imagens e as análises feitas na plantação são o ponto de partida para a próxima etapa: a construção da estratégia.
Com o diagnóstico em mãos, a conclusão do especialista da Syngenta é clara: diante de um cenário com múltiplas ameaças, visíveis e ocultas, a resposta não pode ser isolada.
É preciso unir conhecimento técnico e inovação em uma visão integrada, e essa abordagem tem um nome: manejo integrado daninhas, pragas e doenças.
Soluções integradas para uma lavoura mais forte
O manejo integrado daninhas, pragas e doenças da cana é a base da estratégia do produtor, pois ele combina diferentes estratégias de controle para um resultado mais eficaz, sustentável e duradouro.
Essa abordagem, explica Onésio, exige o uso de múltiplas ferramentas e estratégias de manejo, a fim de otimizar as operações e proteger o canavial de forma completa.
Essa visão integrada, por natureza, abre as portas para a inovação. O DTM da Syngenta destaca em suas apresentações que olhar para o futuro do manejo de daninhas, pragas e doenças é essencial, buscando tecnologias que aliem eficiência e sustentabilidade.

Além disso, nesse cenário climático instável, a flexibilidade também é um pilar igualmente importante. O especialista explica que a estratégia de manejo precisa ser adaptável, com soluções que funcionem bem em diferentes condições e momentos do ciclo da cultura, seja na época das chuvas ou da seca.
É a combinação de um monitoramento preciso com tecnologias inovadoras e versáteis que prepara o produtor para qualquer cenário.
O manejo integrado de pragas da cana na época das chuvas e na seca
Diante de ameaças silenciosas, como o Sphenophorus, que comprometem a longevidade do canavial, a estratégia de manejo não pode depender da estação.
A flexibilidade mencionada por Onésio exige uma solução que entregue performance constante, tanto no período úmido quanto no seco. É aqui que ENGEO PLENO® S se consolida como a referência, uma solução que acompanha o produtor o ano todo para o manejo de pragas da cana.

Como um inseticida sistêmico e com efeito bioativador, ele é decisivo no controle de Sphenophorus, além de outras pragas-chave da cana, como a cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e a broca-da-cana (Diatraea saccharalis).
Sua formulação exclusiva, que combina tiametoxam e lambda-cialotrina, oferece efeitos de choque, desalojante e um longo residual para um controle multipragas eficaz.
A grande versatilidade de ENGEO PLENO® S permite sua aplicação no plantio, no corte-de-soqueira, via pingente e em vinhaça localizada, adaptando-se às necessidades do canavial em qualquer época.
Essa eficiência em diferentes condições ambientais é resultado da inovadora tecnologia ZEON®. Ela protege os ingredientes ativos em microcápsulas resistentes à fotodegradação — um desafio crucial na época seca — e também contra a chuva, proporcionando maior aderência e prolongando o efeito residual do produto no canavial.

ENGEO PLENO® S é, portanto, o aliado que oferece estabilidade e performance, permitindo ao produtor enfrentar os desafios no manejo de pragas no canavial tanto pela época das chuvas quanto no período da seca.
O compromisso que nos move
A jornada do campo, com seus diagnósticos detalhados e a busca incessante por soluções inovadoras, revela o propósito que move um especialista como Onésio.
Cada desafio identificado na lavoura não é apenas um problema a ser resolvido, mas uma oportunidade de fortalecer a parceria com o produtor e impulsionar seus resultados.
Ao final de um longo dia no canavial, o sentimento que guia cada visita e cada recomendação do DTM da Syngenta é resumido em sua mensagem, que conecta o trabalho de campo à missão da Syngenta:
“Independentemente do cenário e dos desafios, a Syngenta tem as melhores ferramentas para o manejo de cana-de-açúcar. Conte conosco.”
Onésio tem a certeza de que, para cada desafio, existe um caminho construído com base em ciência e inovação ao lado do produtor e da Syngenta para a consolidação de um manejo no agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Porque, no fim das contas, cada novo dia no campo é uma oportunidade de semear inovação e colher um futuro cada vez mais produtivo.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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