Os percevejos sempre estiveram presentes nas lavouras de soja brasileiras. Mas o papel que eles ocupam no calendário de manejo do produtor hoje é muito diferente do que tinha há duas décadas.
O que era uma praga controlada com poucas aplicações de inseticidas convencionais se tornou um dos maiores desafios fitossanitários da sojicultura. Desafio esse que foi impulsionado por mudanças no sistema de produção, na crescente complexidade do controle das populações desses insetos nas lavouras.
Entender como esse manejo evoluiu não é apenas uma questão histórica. É uma forma de compreender por que as soluções de hoje são como são e por que os novos inseticidas com tecnologias inovadoras se tornaram referência no controle de percevejos na soja.
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Os percevejos na soja: uma praga que cresceu com o sistema de produção
O aumento da pressão dos percevejos não é um fato isolado, mas uma consequência direta da intensificação da agricultura no Brasil, como também das mudanças climáticas.
Para entender os desafios atuais, é preciso observar como as mudanças no cenário agrícola criaram o ambiente perfeito para a proliferação dessas pragas.
Como a expansão da soja transformou o perfil da infestação
Nas décadas de 1980 e 1990, a soja brasileira ocupava uma área significativamente menor e os sistemas de produção eram mais diversificados. Os percevejos existiam, mas a pressão era manejável.
O cenário mudou com a expansão acelerada da área cultivada de soja noe com a adoção do sistema soja-milho safrinha . A sucessão contínua de culturas hospedeiras — soja no verão, milho na segunda safra — eliminou o vazio sanitário que antes limitava naturalmente o crescimento das populações de percevejos entre uma safra e outra.
O resultado foi um aumento expressivo e progressivo da pressão de percevejos nas lavouras, especialmente do percevejo-marrom (Euschistus heros), que encontrou condições ideais de sobrevivência ao longo do ano.
A pressão de R3 a R7: por que o período reprodutivo é o mais crítico
Os percevejos causam dano direto nos grãos em formação e o impacto é proporcional ao estádio fenológico em que o ataque ocorre.
Entre R3 e R7, a planta está na fase mais vulnerável: as vagens estão se formando, os grãos estão sendo preenchidos e qualquer dano se traduz em perda direta de produtividade e qualidade.
Além dos danos diretos, os percevejos podem causar retenção foliar — um distúrbio fisiológico que mantém as folhas verdes ao final do ciclo, aumenta a umidade dos grãos na colheita e cria problemas operacionais com a colhedora.
Em campos de produção de sementes, o ataque pode inviabilizar lotes inteiros pelo comprometimento do poder germinativo.
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A resistência dos percevejos: um problema construído ao longo das safras
A perda de eficiência dos tratamentos convencionais é o resultado de um processo acelerado pela pressão de seleção no campo. Enfrentar a resistência exige que o produtor compreenda que o controle de pragas é uma batalha biológica dinâmica, no qual a diversidade de ferramentas é a única forma de manter a tecnologia funcional.
Como a resistência se desenvolve no campo
A resistência de percevejos a inseticidas não surge de uma safra para outra. É um processo gradual, construído pela pressão de seleção exercida ao longo de muitas gerações de insetos.
Quando um inseticida com um mesmo princípio ativo é aplicado repetidamente durante um mesmo ciclo da soja, a tendência é que naturalmente somente os indivíduos resistentes sobrevivam.
Esses indivíduos se reproduzem e, ao longo de várias gerações, a população da área passa a ser composta majoritariamente por indivíduos resistentes.
O papel da rotação de grupos químicos (IRAC) na preservação da eficácia
A principal resposta técnica à resistência é a rotação de mecanismos de ação, sistematizada pelo IRAC — Insecticide Resistance Action Committee. A lógica é simples: ao alternar inseticidas com mecanismos de ação distintos entre aplicações e entre safras, reduz-se a pressão de seleção sobre qualquer mecanismo específico — preservando a eficácia dos produtos disponíveis ao longo do tempo.
Para o manejo de percevejos na soja, isso significaincluir diferentes mecanismos de ação para manter o controle eficaz, mesmo em áreas com histórico de alta pressão de seleção.
A evolução das formulações: como a tecnologia respondeu ao desafio
Para superar os desafios do manejo de percevejos na soja, a ciência agrícola voltou seus esforços para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.
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Tecnologia de formulação: o avanço que mudou o padrão
A tecnologia de formulação passou por avanços significativos. O desenvolvimento de sistemas de encapsulamento — como a tecnologia ZEON® — permitiu que os princípios ativos fossem liberados de forma gradual e controlada após a aplicação, estendendo o período de proteção muito além do que as formulações convencionais conseguiam.
O mecanismo funciona pela encapsulação do ingrediente ativo em microcápsulas com paredes finas e esponjosas que se fixam à superfície tratada.
Ao longo do tempo, o ativo é liberado de forma controlada O resultado é um residual significativamente superior ao das formulações convencionais, com maior proteção contra a degradação rápida sob calor e luz.
ENGEO PLENO® S: o resultado da evolução tecnológica no controle de percevejos
Unindo décadas de aprendizado sobre o comportamento dos percevejos e as necessidades operacionais do campo, surgiram soluções que redefiniram o padrão de proteção na sojicultura.
Tecnologia ZEON® aplicada ao manejo de percevejos
A tecnologia ZEON® é um sistema exclusivo de formulação desenvolvido pela Syngenta que encapsula os ingredientes ativos em microcápsulas de paredes finas e esponjosas. É ela que diferencia ENGEO PLENO® S das formulações convencionais, alterando a forma como os ativos são protegidos, liberados e entregues ao inseto-alvo no campo.
O mecanismo começa antes mesmo da aplicação: os ingredientes ativos tiametoxam e lambda-cialotrina estão protegidos dentro dessas microcápsulas. Após a pulverização, as cápsulas se rompem e os ativos são liberados de maneira controlada e expostos ao inseto-alvo ao longo do tempo.
A segunda geração da tecnologia ZEON® acrescenta um diferencial adicional: o tamanho menor das microcápsulas amplia a superfície de contato na aplicação, gerando maior aderência tanto nas folhas quanto nas próprias pragas. O resultado prático é que a exposição do percevejo ao inseticida aumenta e se estende por mais tempo.
Outro componente-chave são os fotoestabilizadores presentes na formulação. Em piretroides convencionais, a degradação por luz UV e calor é a principal causa do residual curto.
Em ENGEO PLENO® S, a presença de fotoestabilizadores protege os ativos dessa degradação, possibilitando um maior tempo de ação no campo e reduzindo a necessidade de reaplicações.O resultado é a melhor combinação entre efeito de choque e residual disponível no mercado para o controle de percevejos adultos e ninfas — com eficácia documentada nas principais espécies que afetam a soja brasileira: percevejo-marrom (Euschistus heros), percevejo-verde (Nezara viridula) e percevejo-verde-pequeno (Piezodorus guildinii).
Por que a tecnologia de formulação importa tanto quanto o ingrediente ativo
A evolução no controle de percevejos ensina uma lição importante: o ingrediente ativo sozinho não determina o resultado. A forma como ele é formulado — e como essa formulação interage com o ambiente, com a superfície tratada e com o próprio inseto — define a eficácia real no campo.
Formulações com tecnologia avançadas maximizam a janela de exposição do inseto ao produto e miniminizam as perdas por volatilização, fotodegradação e lavagem pela chuva.
Para o produtor, isso se traduz em menos aplicações, menor custo operacional e maior segurança de resultado ao longo do período crítico de controle.
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Evolução que continua: monitoramento e rotação como pilares do manejo moderno
A história do controle de percevejos na soja é uma história de adaptação. Cada avanço tecnológico foi uma resposta aos desafios que essa praga impunha: populações mais resistentes, períodos de proteção insuficientes, necessidade de maior praticidade operacional.
Mas esses desafios foram superados com o monitoramento sistemático rotação de grupos químicos (IRAC) e a chegada de novas ferramentes de alta performance para o controle do percevejo e de outras pragas da soja, como ENGEO PLENO® S.
Quando ENGEO PLENO® S é usado de forma inteligente: no momento certo (primeiras aplicações), com base em monitoramento real e integrado a um programa de manejo que preserve sua eficácia para as próximas safras, o resultado é um controle eficaz e duradouro dos percevejos da soja,
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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