US$ 25,8 bilhões em perdas em quatro anos. 22,7% de redução média na produção nacional. 31,8 milhões de toneladas não colhidas por ano. Cerca de 25 sacas a menos por hectare a cada safra.
Esses são os valores estimados dos prejuízos causados pela cigarrinha-do-milho à produção brasileira entre as safras 2020/21 e 2023/24, de acordo com o novo estudo conduzido pela Embrapa, Epagri e CNA, publicado na revista científica Crop Protection.
Mais do que números, o levantamento representa o diagnóstico mais abrangente já realizado sobre o impacto econômico dessa praga na cultura do milho no Brasil. E os números que ele traz merecem ser lidos com atenção por profissionais do agro.
Neste conteúdo, você vai entender todos os detalhes desse novo estudo sobre a cigarrinha-do-milho, os fatores que consolidaram essa praga como a principal ameaça da cultura e quais estratégias de manejo para lidar com esse desafio. Continue a leitura!
Leia mais:
Novos horizontes no controle da cigarrinha-do-milho
Ponte verde do enfezamento: por que plantas voluntárias mantêm a cigarrinha ativa
Inseticida biológico no controle da cigarrinha-do-milho
Novo estudo sobre a cigarrinha-do-milho aponta para um cenário preocupante
O impacto financeiro de US$ 25,8 bilhões apontado pelo novo estudo sobre a cigarrinha-do-milho é expressivo, mas talvez o dado mais revelado seja outro: a redução média de 22,7% na produção nacional de milho no período avaliado, o equivalente a 31,8 milhões de toneladas por ano.
Na prática, isso representa cerca de 530 milhões de sacas de 60 kg perdidas a cada safra. Considerando a área total de milho cultivada no período do estudo (cerca de 21 milhões de hectares em média, segundo dados da Conab), a perda equivale a aproximadamente 25 sacas por hectare. Em quatro anos, o prejuízo acumulado chegou a US$ 25,8 bilhões, com média anual de US$ 6,5 bilhões.

Entre os municípios avaliados, 79,4% relataram impacto relevante da praga sobre a produtividade das lavouras, o que evidencia a abrangência geográfica do desafio.
O que o estudo mediu e como
A pesquisa utilizou dados da Conab com séries históricas de área plantada, produtividade e produção que remontam a 1976. Esse histórico de longo prazo serviu de linha de base para estimar o quanto a cigarrinha passou a impactar a produção nas últimas safras, comparando o desempenho esperado com o desempenho observado.
Para capturar a dimensão regional dos danos, os pesquisadores também incorporaram dados do Projeto Campo Futuro, iniciativa do Sistema CNA/Senar voltada ao monitoramento de custos de produção agropecuária.
Ao todo, foram analisados levantamentos técnicos de 34 municípios representativos das principais regiões produtoras de milho do Brasil, onde produtores rurais e especialistas identificaram e quantificaram, por consenso técnico, as perdas associadas à cigarrinha e ao complexo de enfezamentos transmitidos pelo inseto.
Portanto, o resultado desse novo estudo sobre a cigarrinha-do-milho combina três camadas de robustez:
- ssérie histórica de longo prazo, com dados da Conab desde 1976 como base comparativa;
- levantamento de campo, com consenso técnico em 34 municípios representativos;
- respaldo institucional de três organizações de referência: Embrapa, CNA e Epagri.
Por que a cigarrinha se consolidou como uma grande ameaça nas últimas safras
A expansão da segunda safra de milho no Brasil, com destaque para o Centro-Oeste, transformou o calendário agrícola e, junto com ele, as condições de sobrevivência e dispersão da cigarrinha.

A sobreposição de safras em regiões produtoras permite que a praga mantenha populações ativas por períodos mais longos, reduzindo o vazio sanitário natural entre ciclos. A esse fator somam-se outros que ajudam a explicar a pressão crescente:
- redução da sensibilidade a alguns grupos de inseticidas;
- dificuldade de monitoramento em áreas extensas;
- variação na suscetibilidade dos híbridos disponíveis no mercado;
- janelas de semeadura desencontradas entre propriedades vizinhas.
O resultado é uma pressão fitossanitária que se acumulou ao longo das últimas safras e se traduz diretamente nos números do estudo.
Entre as safras 2020/2021 e 2023/2024, o custo médio de aplicação de inseticidas para controle da cigarrinha cresceu 19%, superando US$ 9 por hectare.
O dado revela que o setor já vem respondendo ao problema com maior investimento em controle químico, mas também indica que a pressão da praga segue elevada o suficiente para exigir atenção crescente.
O papel dos enfezamentos na equação
Essa dimensão de danos está associada à capacidade da cigarrinha de transmitir os agentes causais dos enfezamentos, um complexo de doenças que compromete o desenvolvimento do milho sem possibilidade de controle curativo.
Os enfezamentos do milho são causados por patógenos transmitidos pela cigarrinha: o enfezamento pálido (Spiroplasma kunkelii) e o enfezamento vermelho (Candidatus Phytoplasma asteris). Ambos comprometem o enchimento de grãos e a produção final.

Esse é o cenário que torna o manejo integrado da cigarrinha indispensável.
O que o estudo recomenda como resposta à pressão da cigarrinha
O novo estudo sobre a cigarrinha-do-milho não se limita a mensurar o problema. Ele também aponta os pilares que a literatura científica e a experiência de campo indicam como mais eficazes no controle da cigarrinha e na redução dos danos associados aos enfezamentos:
- Épocas de semeadura sincronizadas entre propriedades vizinhas;
- Uso de híbridos com maior tolerância aos enfezamentos;
- Monitoramento contínuo e coordenado entre produtores;
- Controle químico eficiente, com rotacionamento dos modos de ação, sendo especialmente crítico nos estádios iniciais da cultura, quando os impactos dos enfezamentos são mais severos.
Dentro dessa abordagem integrada, existem quatro características fazem diferença no controle a cigarrinha com inseticidas: a velocidade de ação e modo de ação do produto, a persistência do controle ao longo dos estádios mais vulneráveis da cultura e a sua ação sobre todas as fases das pragas, ovos, ninfas e adultos.
Todas essas características o produto encontra em VERDAVIS®, o inseticida e acaricida da Syngenta com novo modo de ação e grupo químico inédito, que proporciona + mais choque, + mais espectro e + mais dias de controle.
Conhecendo VERDAVIS®: o inseticida da Syngenta para um controle sem precedentes da cigarrinha e outras pragas do milho

Composto pela inovadora molécula PLINAZOLIN® technology e consagrada lambda-cialotrina, VERDAVIS® inaugura o conceito cigarrinha-do-milho +: tem alta performance de controle em todas as fases da cigarrinha e, ao mesmo tempo, proporciona a rápida parada da alimentação, mortalidade e quebra do ciclo das principais pragas do milho, como percevejos e lagartas.
Entre as características que sustentam o looooongo período de controle de VERDAVIS® estão:
- Alta persistência nas folhas, sem causar fitotoxicidade;
- Excelente estabilidade UV;
- Resistência à lavagem pelas chuvas.
Posicionando VERDAVIS® para o controle da cigarrinha-do-milho
Para a cigarrinha-do-milho, o manejo eficiente começa pelo monitoramento constante da área. As aplicações de VERDAVIS® devem ser iniciadas assim que for observado o início da infestação, respeitando o limite de três aplicações, com intervalo de cinco a sete dias entre elas.
Com o controle sem precedentes de VERDAVIS®, a lavoura fica muito mais protegida contra as pragas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.


Deixe um comentário