A agricultura brasileira se destaca mundialmente por sua alta produtividade e pela capacidade de superar desafios safra após safra. Na cultura do milho, a busca por maiores patamares de rendimento impulsiona a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo.  

No entanto, o aumento da intensificação dos sistemas de cultivo também tem elevado a pressão de um dos principais fatores limitantes da produtividade: o ataque de pragas

Nos últimos anos, produtores de milho têm enfrentado uma escalada no aumento da pressão de insetos-praga, com destaque para a cigarrinha-do-milho e o complexo de percevejos.  

Esses adversários causam danos severos que impactam diretamente a rentabilidade da lavoura, seja pela transmissão de doenças que comprometem todo o desenvolvimento da planta ou pelo ataque direto na fase mais vulnerável do cultivo. 

Diante desse cenário, torna-se essencial evoluir nas estratégias de controle com o Manejo Integrado de Pragas (MIP) buscando um sistema mais equilibrado e resiliente.  

A integração de diferentes ferramentas, aliada ao uso de tecnologias sustentáveis, como o controle biológico, surge como a resposta mais inteligente para proteger o potencial produtivo do milho, garantindo uma lavoura mais saudável e preparada para os desafios do campo. 

Confira, neste conteúdo, o panorama das principais pragas do milho, os seus prejuízos nas últimas safras e como os bioinseticidas, inseridos dentro do MIP, são uma importante ferramenta para o manejo de pragas no milho! 

Pressão de pragas do milho preocupam produtores 

O produtor de milho sabe que cada safra carrega seus próprios desafios. No entanto, nos últimos anos, a pressão de pragas tem impactado diretamente o potencial produtivo das lavouras, tirando o sono de muitos agricultores.  

Dois grupos de insetos, em particular, se destacam como grandes inimigos da produtividade: a cigarrinha-do-milho e os percevejos.  

Nas últimas safras, a pressão de pragas do milho tem aumentado significativamente, tornando-se uma das principais causas de perdas de produtividade na cultura. 

A safra 2023/24, em particular, foi marcante. A explosão populacional da cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) prejudicou lavouras em diversas regiões, enquanto a presença de percevejos, de forma mais precoce e intensa, acendeu um alerta para os produtores de milho. 

Os prejuízos causados pela cigarrinha-do-milho são devastadores, não tanto pelos danos diretos, mas pela transmissão dos patógenos que causam os enfezamentos no milho (pálido e vermelho), podendo acarretar perdas superiores a 70% da produção.  

Quanto aos percevejos, a expansão do sistema de cultivo soja-milho também favoreceu o aumento de suas populações. O percevejo-marrom e o percevejo-barriga-verde, que já preocupavam na soja, migram para o milho recém-emergido, causando danos severos na fase inicial da cultura, que podem comprometer até 50% da produtividade do milho

Os inimigos da produtividade: a cigarrinha e os percevejos no milho 

A lavoura de milho é um ecossistema complexo, onde diversas espécies de insetos e pragas interagem com a cultura ao longo de todo o seu ciclo de desenvolvimento, desde a semeadura até a colheita.  

Existem pragas que atacam o sistema radicular e as sementes no solo, outras que se alimentam das folhas e do colmo, e ainda aquelas que danificam diretamente as espigas.  

Dentro do MIP, a correta identificação das espécies e a diferenciação entre pragas-chave (aquelas que causam danos expressivos) e pragas secundárias é um ponto fundamental para o sucesso do controle.  

Com as mudanças no sistema produtivo, certas espécies têm se destacado pelo aumento populacional e pelo alto potencial de dano, exigindo atenção redobrada do produtor.  

Nesse cenário, a cigarrinha-do-milho e o complexo de percevejos se consolidaram como ameaças primárias à rentabilidade da cultura. 

Para proteger a lavoura de forma estratégica, é fundamental conhecer as particularidades de cada uma dessas pragas-chave, desde seu comportamento e ciclo de vida até o tipo de dano que causam em cada fase do cultivo. 

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis): o vetor de doenças que ameaça as lavouras 

Pequena no tamanho, mas gigante no potencial de estrago, a cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) se tornou uma das principais preocupações no campo. O seu dano direto, causado pela sucção de seiva, enfraquece a planta, mas o verdadeiro perigo está na sua capacidade de atuar como vetor de doenças

Cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis) em folha de milho, uma das pragas do milho controladas pelo biológico NETURE®.

Ao se alimentar, a cigarrinha pode transmitir para as plantas de milho os agentes causais dos enfezamentos pálido (espiroplasma) e vermelho (fitoplasma), além da virose-da-risca e outras doenças do milho. 

Essas doenças comprometem o sistema vascular da planta, reduzindo a absorção de nutrientes e causando sintomas severos, como: 

  • avermelhamento e/ou clorose das folhas; 
  • encurtamento dos entrenós, resultando em plantas de menor porte; 
  • perfilhamento excessivo e proliferação de espigas pequenas e improdutivas. 

Os danos são ainda maiores quando a infecção ocorre nos estágios iniciais de desenvolvimento do milho, podendo levar a perdas drásticas de produtividade

Plantas de milho exibindo sintomas do enfezamento, uma doença transmitida pela cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis).

O percevejo-barriga-verde e o percevejo-marrom: a ameaça que ataca desde o início da lavoura 

Enquanto a cigarrinha se destaca pela transmissão de doenças, o complexo de percevejos, em especial o percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus) e o percevejo-marrom (Euschistus heros), ataca a lavoura de forma direta e agressiva, principalmente na fase inicial da cultura. 

Percevejo-barriga-verde (Dichelops melacanthus), uma das pragas do milho controladas pelo biológico NETURE®.

Ao se alimentarem das plantas, os percevejos injetam toxinas que afetam o ponto de crescimento da planta. Esse ataque resulta em sintomas clássicos e bastante prejudiciais: 

  • folhas retorcidas e deformadas, com perfurações simétricas que aparecem quando elas se desenrolam. 
  • perfilhamento anormal da planta, que passa a gerar touceiras improdutivas. 
  • redução do estande, pois, em ataques severos, as plântulas podem morrer, sintoma conhecido como “coração morto”. 

É importante ressaltar que, quando esses sintomas se tornam visíveis, o dano principal já ocorreu e não pode ser revertido. 

Manejo Integrado de Pragas (MIP): aliando tecnologia e sustentabilidade no campo 

Diante do complexo cenário de pragas na lavoura de milho, a resposta do produtor moderno precisa ser estratégica e resiliente. É nesse contexto que se consolida o Manejo Integrado de Pragas (MIP) no milho, uma abordagem que se baseia na seleção e no uso inteligente de um conjunto de ações de controle.  

O objetivo do MIP não é a simples erradicação das pragas, mas sim mantê-las em níveis populacionais que não causem dano econômico, um conceito que reconhece a capacidade da própria lavoura de suportar certa presença de insetos sem comprometer a produtividade final. 

Uma das bases fundamentais do MIP é o monitoramento constante da lavoura. Essa vigilância sistemática permite identificar a dinâmica das populações de pragas e de seus inimigos naturais, possibilitando uma tomada de decisão muito mais precisa e assertiva. 

O controle biológico como um dos pilares do MIP 

Dentro do MIP, o controle biológico é um dos pilares mais importantes. Ele consiste no uso de agentes biológicos ou de seus subprodutos para manejar as pragas do milho, potencializando os mecanismos de defesa que a própria natureza oferece.  

O controle biológico atua de forma mais direcionada, trazendo benefícios claros para o manejo de pragas no milho: 

  • Preservação da entomofauna benéfica: ao ser seletivo, o controle biológico preserva os predadores e parasitoides (inimigos naturais) que já estão presentes na lavoura, os quais são responsáveis por manter diversas pragas em equilíbrio natural. 
  • Manejo da resistência: a utilização de múltiplos modos de ação, característicos de muitos agentes biológicos e que são complementares a outros métodos de controle, dificulta o desenvolvimento de resistência por parte das pragas. 
  • Sustentabilidade e segurança: os agentes biológicos oferecem maior segurança para o aplicador, para o meio ambiente e para a biodiversidade do sistema produtivo. 

A evolução dos bioinseticidas: a força dos microrganismos no controle de pragas do milho 

A ciência por trás do controle biológico evoluiu rapidamente nos últimos anos, resultando em bioinseticidas de alta performance, que unem eficiência e sustentabilidade.  

O potencial desses produtos é imenso, pois eles atuam de maneiras distintas e complementares dentro do MIP. 

As bactérias entomopatogênicas, por exemplo, podem produzir cristais proteicos e outras substâncias com potentes propriedades inseticidas.  

Essa nova geração de produtos biológicos representa um salto tecnológico, oferecendo ao produtor ferramentas poderosas e compatíveis com as boas práticas agrícolas.  

Produtos como o bioinseticida NETURE materializam essa evolução. NETURE™ implementa ação precisa dos agentes biológicos para o manejo da lavoura, oferecendo um controle robusto sobre pragas-chave do milho, de forma prática e alinhada às exigências de um campo cada vez mais tecnológico e sustentável. 

NETURE: máximo controle com a máxima praticidade 

Banner do inseticida biológico NETURE™ que oferece controle máximo de pragas do milho e de outras culturas. Homem de costas em meio a um canavial, olhando para o horizonte sob um céu claro. Acima dele, um arco luminoso transmite sensação de inovação.

A Syngenta Biologicals apresenta uma inovação que redefine o padrão de controle de pragas no milho: NETURE. Desenvolvido para o controle de cigarrinha-do-milho, percevejos, mosca-branca e outros sugadores de difícil manejo, esse bioinseticida microbiológico chega para entregar performance e conveniência operacional ao produtor.  

NETURE se destaca por unir o que há de mais avançado na tecnologia biológica, oferecendo rapidez de ação, amplo espectro e uma formulação que se encaixa perfeitamente na rotina do campo.  

Ele é a prova de que o manejo moderno pode, e deve, ser eficiente, sustentável e prático. 

A dupla força da natureza: como os agentes biológicos de NETURE® agem no controle das pragas do milho? 

O segredo da alta eficácia de NETURE está em sua tecnologia, baseada na ação sinérgica de duas espécies de bactérias presentes em sua formulação: o Pseudomonas chlororaphis e Pseudomonas fluorescens. 

O P. chlororaphis atua como uma verdadeira biofábrica, produzindo um complexo de metabólitos inseticidas, como HCN e terpenos, e proteínas inseticidas (FitD e FitE).  

As proteínas FitD e FitE, quando ingeridas, causam paralisia e interrompem a alimentação dos insetos, levando-os à morte. Além disso, o agente biológico NETURE induz a produção de terpenos voláteis que exercem um forte efeito de repelência, afastando novas pragas da lavoura de forma prolongada.  

Complementando a ação de controle, o P. fluorescens produz quitinases e sideróforos que, além de contribuírem para a ação inseticida, promovem o crescimento e fortalecem as defesas naturais do milho.  

Esse efeito bioativador resulta em um melhor estabelecimento da cultura, maior vigor e maior tolerância a estresses ambientais. 

Versatilidade que facilita o manejo 

Além da performance superior, NETURE foi pensado para simplificar o manejo do produtor. Sua formulação oferece diferenciais únicos que facilitam a inclusão do controle biológico no manejo de pragas do milho: 

  • Amplo espectro de ação: NETURE oferece um controle de uma ampla gama de pragas do milho, incluindo a cigarrinha-do-milho, os percevejos, a mosca-branca, além de outras pragas. 
  • Praticidade no armazenamento: NETURE não necessita de refrigeração para ser armazenado, eliminando uma grande barreira logística e facilitando o dia a dia no manejo fitossanitário do produtor. 
  • Compatibilidade em tanque: a formulação de NETURE é totalmente compatível com a mistura em tanque com defensivos químicos, permitindo que o produtor otimize as suas operações. 
  • Rapidez de ação: NETURE oferece um controle mais rápido e imediato das principais pragas do milho, logo após a aplicação.  

O posicionamento de aplicação de NETURE na cultura do milho é estratégico e focado no estágio vegetativo da planta.  

A aplicação de NETURE deve ser guiada pelos princípios do Manejo Integrado de Pragas (MIP), ou seja, baseada no monitoramento das pragas na lavoura e seguindo as recomendações de aplicação indicadas na bula do produto.

 Infográfico destacando o posicionamento de NETURE® no milho para controle do percevejo-barriga-verde e cigarrinhas.

NETURE: o futuro do manejo de pragas do milho é biológico 

A crescente pressão de pragas, como a cigarrinha-do-milho e os percevejos, demonstra que o manejo na lavoura precisa evoluir constantemente. Nesse cenário, a adoção de um Manejo Integrado de Pragas robusto, que valoriza o equilíbrio do ecossistema, se torna essencial. 

A tecnologia biológica de ponta, como a apresentada em NETURE, materializa essa evolução, abrindo novos horizontes no controle de pragas.  

Ao unir a força de microrganismos selecionados com a precisão científica, é possível proteger o potencial produtivo da lavoura de forma altamente eficiente e em harmonia com o ambiente.  

Mais do que isso, NETURE mostra na prática que a alta performance pode e deve andar junto com a simplicidade no campo, oferecendo um máximo controle com a máxima praticidade.  

O futuro do manejo é, sem dúvida, mais resiliente, tecnológico e biológico, garantindo que o produtor rural continue a superar desafios e a colher grandes resultados. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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