A crescente pressão do complexo Spodoptera se consolidou como um dos maiores desafios da agricultura moderna. O alerta para a safrinha de milho 2026 está mais alto do que nunca, principalmente após a alta incidência de lagartas registrada no ciclo de 2025, que sinalizou o tamanho do problema que o produtor irá enfrentar.
Diante desse cenário, como ser mais eficiente e proteger o potencial do sistema produtivo como um todo? A resposta está em um manejo que foca na quebra do ciclo de vida das lagartas, com um controle estratégico e assertivo aplicado desde o início do desenvolvimento da cultura.
Continue a leitura para entender a dinâmica de Spodopteras no milho e na soja, o potencial de dano dessa praga e como posicionar as melhores estratégias de controle para sua lavoura.
A “ponte verde”: como a intensificação dos sistemas produtivos tem contribuído para manutenção de pragas no campo?
A agricultura tropical brasileira alcançou níveis de intensificação inéditos, chegando a realizar até três safras no mesmo ano.
Contudo, esse cenário de produção contínua em sucessão de cultivos, como soja, milho e algodão, cria o que é conhecido como “ponte verde“: a manutenção ininterrupta de plantas hospedeiras no campo, que servem de alimento e abrigo para pragas durante todo o ano.
As lagartas Spodoptera estão entre as pragas mais beneficiadas por esse sistema. Por serem, em sua maioria, espécies polífagas, elas se alimentam de uma ampla variedade de plantas, incluindo não apenas as culturas comerciais, mas também milho tiguera, plantas daninhas e culturas de cobertura.
Essa habilidade permite que as lagartas prosperem, utilizando a “ponte verde” para garantir sua sobrevivência entre os ciclos.

Um dos riscos mais graves associados a essa dinâmica é que a praga se mantém no campo e ataca a nova lavoura em seu momento de maior vulnerabilidade, causando danos imediatos.
Esse cenário de pressão contínua ficou ainda mais evidente na última safrinha de milho, que acendeu um alerta máximo para as safras subsequentes e reforça a importância de olhar para essa problemática com atenção na safrinha 2026.
Pressão de lagartas do complexo Spodoptera cresce e preocupa produtores
As safras de soja e milho verão 2025/26 herdaram cedo uma preocupação: o que aconteceu na segunda safra de milho de 2025 foi um sinal vermelho para o manejo de pragas, especialmente em relação ao aumento da pressão de lagartas do Complexo Spodoptera.
O alerta da safrinha de milho 2025: alta pressão do alvo Spodoptera
Durante a segunda safra de milho de 2025, produtores de todo o país, especialmente do Mato Grosso, enfrentaram alta pressão do alvo Spodoptera, aumentando o número de intervenções e aplicações para minimizar os danos dessa praga de alto dano econômico.
Segundo a pesquisadora Mariana Ortega, especialista em entomologia pela Fundação Mato Grosso, o cenário foi crítico. “Houve casos de produtores que tiveram que fazer seis ou até sete aplicações em lavouras de milho“, explica Ortega, destacando que o planejamento inicial de muitos agricultores previa, no máximo, uma ou duas pulverizações.

Complexo Spodoptera: conhecendo o inimigo da sua lavoura
As lagartas do complexo Spodoptera são, de forma geral, espécies cosmopolitas e polífagas, se alimentando de mais de 350 espécies de plantas, o que explica sua excelente adaptação ao sistema produtivo brasileiro. Além disso, essa praga apresenta um apetite voraz, que se intensifica com o seu desenvolvimento.
Nos estágios iniciais, as lagartas cortam as plântulas rente ao solo, causando falhas no estande e comprometendo o potencial produtivo desde o início. Na fase reprodutiva, o perigo é ainda maior. As lagartas podem se alimentar das estruturas reprodutivas, causando danos diretos em vagens e grãos.
No milho, os danos são direcionados principalmente ao cartucho e às espigas, o que leva a perdas significativas nas culturas. Na soja, uma única lagarta pode devorar de 3 a 5 flores por dia ou de 2 a 3 vagens por dia quando atinge estágios avançados.
Esse comportamento reforça a necessidade de um controle que atue de forma rápida e eficiente sobre as lagartas, interrompendo o ciclo de alimentação antes que os danos se tornem irreversíveis.

Controle de Spodopteras no milho e na soja: 3 motivos para incluir um inseticida de alta performance no início do ciclo
Diante do cenário que se torna mais complexo a cada safra, os benefícios de um manejo integrado bem planejado são indiscutíveis. Uma tática fundamental é a aplicação de um inseticida de alta performance nas primeiras aplicações, protegendo a cultura em seu estágio vegetativo.
Confira as principais vantagens:
- Redução da população inicial de lagartas: a aplicação de um inseticida de alta performance no início do ciclo contribui para uma menor pressão da praga e um estande final mais robusto, que é a base para uma safra mais produtiva.
- Otimização do manejo fitossanitário: posicionar inseticidas de alta performance no início do ciclo do milho favorece um crescimento e um desenvolvimento mais vigoroso da cultura e contribui para a otimização do manejo fitossanitário no campo, já que as pragas são controladas de forma eficaz já nas primeiras aplicações.
- Fortalecimento do Manejo Integrado de Pragas (MIP): a aplicação de inseticidas de alta performance também entra como um pilar fundamental do MIP, adicionando uma camada de proteção estratégica à lavoura. Essa prática, quando realizada de forma integrada, apoia a construção de um agroecossistema mais equilibrado e resiliente.
Como ter mais eficiência nas primeiras aplicações de inseticida no milho safrinha?
Importante: a simples aplicação de um inseticida não garante a eficácia da operação. Para que a estratégia seja bem-sucedida, é necessário se atentar a alguns fatores, como a escolha do produto ideal.
Escolha o inseticida ideal
Alguns fatores a serem considerados:
- Alta eficácia de controle: o inseticida deve ser eficaz contra as principais pragas-alvo.
- Modo de ação: inseticidas com diferentes modos de ação oferecem uma proteção mais abrangente, atingindo os insetos por diferentes vias, contribuindo também para a preservação das tecnologias.
- Velocidade de ação: para pragas que causam danos rápidos, como as Spodopteras, é importante escolher um inseticida com ação de choque.
- Poder residual: um bom período de controle residual protege a cultura por mais tempo, evitando reinfestações.
- Resistência a condições climáticas: inseticidas que aderem bem à planta e resistem a chuvas são preferíveis, pois oferecem proteção contínua.
Características essas que podem ser encontradas no inseticida da Syngenta, CURYOM®.
CURYOM®: o inseticida da Syngenta que elimina no choque, elimina no residual

Para enfrentar o desafio do complexo Spodoptera e de outras pragas do milho, da soja e do algodão, o produtor precisa de uma solução de alta performance para as primeiras aplicações, que tenha um efeito duradouro para proteger o estabelecimento da lavoura.
CURYOM® é o inseticida da Syngenta ideal para essa situação, posicionado para as primeiras aplicações no estágio vegetativo do milho e da soja. Sua formulação promove um controle completo de Spodopteras, além de auxiliar no manejo de outras pragas, como percevejos, ácaros e tripes.

O grande diferencial de CURYOM® está em sua composição, que une dois princípios ativos com modos de ação distintos e complementares que atuam por contato e ingestão. Essa combinação estratégica permite que o produto exerça controle tanto por um efeito de choque imediato quanto por uma ação residual prolongada, protegendo a lavoura por mais tempo e quebrando o ciclo de desenvolvimento das pragas.
O primeiro pilar da ação de CURYOM® é o profenofós, um organofosforado responsável pelo poderoso efeito de choque. Esse ativo age diretamente no sistema nervoso da praga ao inibir a enzima acetilcolinesterase. Com a inibição, a acetilcolina se acumula nas sinapses dos neurônios, causando uma hiperativação do sistema nervoso que leva a uma série de estímulos descontrolados, resultando em paralisia e morte rápida dos insetos.

O segundo pilar é o lufenurom, um ingrediente ativo que pertence ao grupo químico das benzoilureias e atua como um regulador de crescimento. Sua função é inibir a biossíntese de quitina, um componente essencial para a formação do exoesqueleto dos insetos.
Ao interferir nesse processo, o lufenurom impede que as lagartas completem a muda e se desenvolvam para a fase adulta, causando sua morte por não conseguirem se libertar do antigo exoesqueleto ou formar um novo.

A ação do lufenurom vai além, impactando também o ciclo de vida da praga desde seus estágios mais iniciais. Ele é eficaz contra insetos jovens, como as larvas, e possui também efeito ovicida e transovariano, o que significa que ele afeta a viabilidade dos ovos e compromete o potencial reprodutivo da geração seguinte.

A sinergia entre o profenofós e o lufenurom é o que define a alta performance de CURYOM®. Juntos, eles proporcionam uma proteção robusta e duradoura para o milho, a soja, o algodão e outras culturas.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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