dinâmica das doenças do algodão, incluindo a mancha-alvo e a ramulária, é o principal desafio para o Brasil manter sua posição como maior exportador mundial da pluma. Com uma safra 2025/26 estimada em 3,8 milhões de toneladas, o sucesso do cotonicultor depende de superar o aumento da pressão de patógenos.  

Atualmente, a mancha-alvo e a ramulária são ameaças de grande protagonismo no algodão, com novas espécies desafiando até as variedades resistentes. Esse cenário complexo levou instituições como a Abrapa e a Aprosoja Brasil a mobilizarem técnicos e pesquisadores para conter o avanço dessas doenças. 

Para orientar o manejo nesta safra, este conteúdo detalha a biologia, os fatores risco e os sintomas dessas doenças. Analisaremos como esses patógenos afetam a cultura do algodão e apresentaremos as estratégias de manejo preventivo fundamentais para preservar a qualidade da pluma e a rentabilidade da lavoura. Continue a leitura! 

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A crescente ameaça da mancha-alvo no algodão

mancha-alvo (Corynespora cassiicola) expandiu sua presença no Brasil desde o primeiro relato na soja em 1974. No algodoeiro, a primeira ocorrência ocorreu em 2005, no município de Campo Verde, no Mato Grosso, e avançou para o Mato Grosso do Sul em 2012.  

Para o plantio do algodão em 2026, a vigilância deve ser redobrada, especialmente em sistemas de sucessão soja-algodão, como acontece no Cerrado. 

Fatores que favorecem a doença 

  • Ponte-verde: o fungo possui mais de 400 plantas hospedeiras, incluindo a soja, que mantém o patógeno na área no período de entressafra. 
  • Sobrevivência: alta capacidade de persistência em restos culturais. 
  • Clima: períodos chuvosos com temperaturas entre 22 °C e 30 °C. 

Sintomas e prejuízos 

  • Identificação: começa com pequenas pontuações escuras com halo amarelado e bordas castanhas nas folhas mais velhas do baixeiro do algodão, evoluindo para lesões em formato irregular ou circular, assemelhando-se a um alvo. 
  • Evolução: após o fechamento das entrelinhas, sobe rapidamente para o terço superior, hastes e maçãs. 
  • Impacto: provoca desfolha precoce e reduz a produtividade em até 40% em cultivares suscetíveis. 
  • Qualidade: compromete a resistência e a uniformidade das fibras, reduzindo seu valor de mercado. 
Lesões foliares causadas pela mancha-alvo em algodão.
Lesões foliares causadas pela mancha-alvo em algodão. Fonte: Cultivar

Ramulária: uma velha conhecida que continua desafiadora

Identificada em 1883, a ramulária (Ramularia areola) deixou de ser uma doença de final de ciclo para se tornar um desafio precoce no algodão com a expansão da área cultivada e do monocultivo. 

Recentemente, a complexidade para o manejo da ramulária no algodão aumentou significativamente com a identificação de novas espécies do gênero Ramulariopsis (R. pseudoglicynes e R. gossypii). 

Fatores que favorecem a doença 

  • Umidade e Clima: umidade relativa acima de 85%, alta pluviosidade e temperaturas entre 25 °C e 30 °C
  • Ambiente: o sombreamento pelo fechamento das entrelinhas cria o microclima ideal para o fungo. 

Sintomas e prejuízos 

  • Identificação: manchas verde-azuladas iniciais com esporulação branca pulverulenta (falso míldio) na face inferior das folhas mais velhas.  
  • Evolução: surgem lesões de 3 a 4 mm na face abaxial das folhas, com formato angular devido às nervuras. Em casos graves, a esporulação também é visível na face adaxial, acompanhada por lesões cloróticas que evoluem para necrose 
  • Colapso fisiológico: o patógeno interfere no funcionamento enzimático e altera o mecanismo de abertura e fechamento dos estômatos, prejudicando a fotossíntese e a transpiração. 
  • Impacto: pode causar abortamento de maçãs, redução do tamanho dos capulhos e abertura precoce, prejudicando drasticamente a fibra. Além disso, sob manejo inadequado em cultivares suscetíveis, as perdas chegam a 75%
Sintomas de ramulária na folha de algodão
Sintomas de ramulária na folha de algodão. Fonte: Cultivar.

Visto o protagonismo da mancha-alvo e a persistência da ramulária no algodão, o manejo preventivo torna-se essencial para o sucesso na cultura do algodão. 

A importância do manejo preventivo das doenças do algodão

manejo preventivo de doenças no algodão é fundamental para garantir a sustentabilidade e a produtividade agrícola. Essa estratégia minimiza o impacto das doenças antes que atinjam níveis prejudiciais, reduzindo perdas econômicas e a necessidade de intervenções corretivas mais onerosas. 

manejo preventivo da mancha-alvo e ramulária no algodoeiro visa antecipar a ocorrência das mesmas, impedindo a entrada e disseminação do patógeno na área ou diminuindo a pressão do inóculo, tendo como foco a proteção inicial da planta. 

Conheça algumas medidas preventivas eficazes: 

  • Uso de cultivares resistentes
  • Uso de sementes certificadas: sementes livres de patógenos reduzem o risco de introdução de doenças na lavoura. 
  • Rotação de culturas: rotacionar o algodão com outras culturas não hospedeiras contribui para diminuir o inóculo. 
  • Controle de restos culturais e de plantas daninhas: eliminar os restos da safra anterior e controlar as plantas daninhas evita a formação de inóculo para a próxima safra. 
  • Uso de fungicidas: o uso de fungicidas que possuem ação preventiva e um longo residual é uma ferramenta indispensável no manejo integrado. 

Nesse contexto, surge o MIRAVIS® Duo, o fungicida da Syngenta que simplifica o manejo para o produtor e apresenta uma ação poderosa contra as doenças mais desafiadoras. Saiba como essa tecnologia pode revolucionar o manejo de doenças no algodão. 

MIRAVIS® Duo: simples para o produtor. Poderoso contra as doenças

MIRAVIS® Duo é um fungicida que combina ingredientes ativos que permitem que o produto atue antes dos patógenos causarem danos significativos, além de controlar as infecções no estágio inicial. Essa abordagem integrada possibilita uma proteção mais ampla e prolongada, reduzindo as perdas na lavoura e ajudando o produtor a manter a qualidade da fibra. 

Banner do fungicida para algodão MIRAVIS Dua, indicado para o controle da mancha-alvo e da ramulária no algodão. A imagem destaca uma lavoura de algodão, com uma iluminação em formato de X na lavoura representando a proteção de MIRAVIS Duo. EM destaque estão as assinaturas dos produto "Simples para o produtor, poderoso contra as doenças" e "MIRAVIS Duo. Simplesmente poderoso.", além dos benefícios de MIRAVIS Duo: Inovação, multicrop, incomparável e amplo espectro

O diferencial de MIRAVIS® Duo está em sua composição inédita, que combina duas moléculas de ação sinérgica: 

  • ADEPIDYN® Technology: composto pela molécula fungicida pidiflumetofem, pertencente ao novo grupo químico pirazol carboxamida, que inibe a enzima succinato desidrogenase. Essa ação preventiva interrompe a produção de energia dos fungos, eliminando sua capacidade de causar danos às plantas. 
  • Difenoconazol: atua na inibição da biossíntese de ergosterol, essencial para a estrutura celular dos patógenos. 

Com amplo espectro de ação, MIRAVIS® Duo entrega resultados superiores contra doenças como mancha-alvo (Corynespora cassiicola), que tem sido o grande desafio da safra, ramulária (Ramularia areola), antracnose (Colletotrichum gossypii), mancha-de-cercóspora (Cercospora gossypina), mancha-de-alternária (Alternaria alternata) e mancha-de-mirotécio (Myrothecium roridum). 

Outros destaques de MIRAVIS® Duo são seu longo residual e sua rápida absorção, que asseguram uma proteção prolongada para a cultura do algodão. Confira os principais benefícios oferecidos por MIRAVIS® Duo

  • Inovação: primeira solução com tecnologia ADEPIDYN®, introduzindo um novo patamar no manejo fitossanitário. 
  • Multicultivo: excelente performance nas principais culturas, oferecendo versatilidade e resultados consistentes. 
  • Incomparável: alta atividade intrínseca de controle, com eficácia superior no controle de mancha-alvo. 
  • Amplo espectro de ação: controle eficiente de mais de 40 doenças, incluindo mancha-alvo e ramulária no algodão. 

Esses atributos fazem MIRAVIS® Duo poderoso no controle e simples no manejo e abre uma nova dimensão no controle de doenças do algodão e de outras culturas. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

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