milho
Como os produtores estão lidando com a bipolaris no milho?
Dentre as doenças do milho, as manchas foliares seguem como desafio principal, com a bipolaris liderando a lista. Como os produtores estão lidando com esse cenário? Confira os resultados!
Expodireto: Tecnologia e Inovação Impulsionam o Agronegócio Brasileiro
Na Expodireto em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, líderes do agronegócio nacional discutiram tendências e desafios do setor. Com presença marcante de Nei César Mânica, presidente da Cotrijal, André Savino, presidente da Syngenta Brasil, e Enio Schroeder, vice-presidente da Cotrijal, o evento ressaltou o papel crucial da inovação e tecnologia no progresso do agronegócio […]
El Niño na safra 2026/27 pode ampliar oferta global de soja, mas ameaça produtividade do milho
O retorno do El Niño na safra 2026/27 já começa a moldar as perspectivas para a agricultura mundial. Apesar das preocupações com eventos extremos, o fenômeno climático pode favorecer a oferta global de soja, com as perdas esperadas em regiões como Ásia e África sendo compensadas por ganhos de produtividade em grandes produtores como Brasil, Estados Unidos e Argentina, […]
Preços do milho seguem em queda com aproximação da safra cheia
Indicador do Cepea recuou para R$ 64,21 a saca de 60 quilos em Campinas (SP) na sexta-feira (12/6), acumulando perda de 1,08% em junho. Compradores cautelosos e vendedores mais flexíveis refletem a expectativa de oferta ampliada no mercado interno e mundial.
Exportação de milho do Brasil começa junho com volume diário 70,6% maior que em 2025
Embarques médios saltaram para 31,5 mil toneladas por dia útil nos quatro primeiros dias do mês, segundo a Secex, e sustentaram alta na receita diária mesmo com queda no preço da tonelada
Geada no Paraná em maio causa perdas no feijão e milho, e junho traz novo risco para o trigo
Simepar já projeta novas massas de ar polar com risco de geadas pontuais que podem comprometer trigo, cevada e milho safrinha em enchimento de grãos.
Previsão do El Niño 2026/2027: INMET confirma fenômeno forte e alerta produtores
A previsão do El Niño 2026/2027 foi oficializada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que confirmaram a configuração do fenômeno em junho e projetam intensidade elevada nos próximos meses. Os modelos climáticos apontam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com alta chance de […]

08/04/2026
Soja e milho devem enfrentar margens mais apertadas na safra 2025/26
Safra recorde de soja, milho mais exposto ao risco climático e um ambiente de mercado pressionado devem desafiar a rentabilidade do produtor brasileiro na temporada 2025/26. ...
Apesar do bom desempenho produtivo da soja e milho em várias regiões, a combinação entre oferta elevada, câmbio menos favorável e custos ainda sensíveis exige uma gestão mais estratégica dentro e fora da porteira.
A leitura é reforçada pelos dados mais recentes de acompanhamento de safra, que mostram um Brasil produtivo, porém com diferenças importantes entre regiões e culturas.
Safra de soja confirma recorde, mas com variações regionais relevantes
A produção brasileira de soja deve atingir cerca de 184,7 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde, impulsionado principalmente pela expansão de área (que chegou a aproximadamente 49,1 milhões de hectares) e por boas condições climáticas na maior parte do ciclo.
No entanto, o desempenho não é homogêneo. Vamos entender melhor no panorama abaixo, por localização geográfica:
- Centro-Oeste (MT, GO, MS): mantém alto nível produtivo, com destaque para Mato Grosso, que segue próximo de recordes, mesmo com impactos pontuais de excesso de chuva e pressão de pragas.
- Sudeste (MG, SP): apresenta produtividades elevadas, com Minas Gerais atingindo novos recordes, favorecido por bom regime hídrico ao longo do ciclo.
- MATOPIBA (MA, PI, TO, BA): segue como vetor de crescimento, com destaque para Bahia, Maranhão e Piauí, que registram produtividades recordes, apesar de episódios de veranico.
- Sul (RS, SC, PR): concentra maior variabilidade. O Rio Grande do Sul ainda sofre com estiagem e produtividade abaixo do potencial, enquanto Paraná mantém bons níveis, mas com perdas pontuais por calor e irregularidade de chuvas.
Além disso, a colheita avança em linha com a média histórica, mas ainda abaixo do ritmo da safra passada, reflexo do excesso de chuvas em momentos críticos.
Milho safrinha: bom início, mas com risco crescente no Centro do país
Para o milho segunda safra, a estimativa é de 114,5 milhões de toneladas, com queda frente à safra anterior, refletindo uma combinação de produtividade menor e maior exposição ao risco climático.
O cenário também varia por região:
- Mato Grosso e Paraná: plantio avançado e dentro de uma janela mais favorável, sustentando melhores expectativas produtivas.
- Goiás e Minas Gerais: maior atraso relativo no plantio e maior dependência das chuvas de abril e maio, elevando o risco produtivo.
- Mato Grosso do Sul: situação intermediária, com boa implantação, mas atento ao risco climático e, mais adiante, a possíveis geadas.
- MATOPIBA: apresenta reduções mais expressivas de produtividade em alguns estados, com maior sensibilidade à irregularidade das chuvas.
Um ponto crítico é o calendário: uma parcela maior das lavouras foi implantada fora da janela ideal, o que aumenta a dependência de chuvas tardias. Caso o clima fique mais seco a partir da segunda quinzena de abril, o impacto sobre o potencial produtivo pode ser significativo, principalmente no Centro-Oeste.
Clima irregular e pressão fitossanitária entram na conta
O padrão climático da safra foi marcado por chuvas volumosas, porém mal distribuídas, com impactos distintos:
- Excesso de umidade no Centro-Norte dificultou colheita e manejo.
- Restrição hídrica no Sul, especialmente no RS.
- Boa umidade favorecendo o estabelecimento do milho safrinha.
Ao mesmo tempo, cresce a pressão de pragas, como cigarrinha, lagartas e mosca-branca no milho, elevando a necessidade de intervenções e custos operacionais.
Gestão e eficiência definem o resultado no campo
Diante desse cenário, o produtor precisa ganhar precisão nas decisões. Estratégias como hedge, comercialização antecipada e acompanhamento constante do mercado passam a ser ainda mais relevantes.
Dentro da porteira, a eficiência produtiva ganha protagonismo, com foco em manejo fitossanitário mais assertivo, redução de perdas operacionais e melhor alocação de insumos.
Um ciclo de oportunidades — para quem for mais estratégico
A safra 2025/26 não é negativa do ponto de vista produtivo. Pelo contrário, consolida a força do Brasil como potência agrícola. Mas deixa claro um novo momento do agro: margens mais apertadas e maior dependência de gestão.
Com um cenário regional bastante heterogêneo e riscos climáticos ainda no radar, a diferença entre lucro e prejuízo estará cada vez mais na capacidade de leitura de cenário e na qualidade das decisões ao longo do ciclo.
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