A agricultura atual exige eficiência, equilíbrio e sustentabilidade. Para atender às crescentes demandas por produtividade e preservação ambiental, o manejo de pragas nas lavouras de milho e soja tem evoluído.
Longe de substituir os defensivos químicos — que seguem sendo ferramentas indispensáveis no campo — o setor tem buscado estratégias integradas que juntem forças em vez de colocá-las em oposição.
Nos últimos anos, aumentou a conscientização sobre a importância de diversificar as táticas de controle, reduzindo o risco de seleção de resistência e favorecendo a longevidade das tecnologias. Nesse cenário, o manejo integrado de pragas (MIP) — que combina métodos químicos, biológicos, culturais e comportamentais — ganha ainda mais relevância, promovendo sistemas produtivos mais robustos, resilientes e rentáveis.
Neste artigo, você vai entender por que a integração entre soluções biológicas e químicas já é algo primordial no campo, quais os desafios e cuidados para aplicá-la corretamente, e como bioinseticidas de amplo espectro e múltiplos modos de ação podem potencializar os resultados do seu manejo, com destaque para soluções que aliam praticidade, compatibilidade e alta eficiência.
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Desafios na integração de químicos e biológicos
Integrar soluções biológicas e químicas no manejo de pragas exige mais do que somar produtos — exige estratégia. Embora o objetivo seja potencializar os resultados e ampliar a sustentabilidade, essa combinação requer planejamento técnico e conhecimento agronômico para ser aplicada de forma eficiente e segura.
Veja alguns dos principais pontos de atenção para uma integração bem-sucedida:
- Momento de aplicação: biológicos geralmente apresentam melhor desempenho quando aplicados de forma preventiva ou nos estágios iniciais da infestação. Já os químicos oferecem ação mais imediata quando a população da praga atinge o nível de controle. Sincronizar essas abordagens é essencial para garantir que uma tecnologia complemente a outra, aproveitando seus diferentes tempos e mecanismos de ação.
- Compatibilidade de produtos: nem todo agente biológico tolera mistura com determinados ingredientes químicos. Por isso, é fundamental verificar a compatibilidade entre os produtos — tanto fisicamente na calda quanto em relação à seletividade biológica. Produtos modernos, com formulações mais estáveis e versáteis, têm facilitado essa integração no dia a dia do produtor.
- Sinergia na estratégia: definir a ordem e o momento ideais das aplicações pode influenciar diretamente a performance do manejo. Em muitas situações, aplicar o biológico após o químico ajuda a prolongar o efeito residual, mantendo o controle ao longo do tempo.
Diversos estudos e casos reais de campo demonstram que a associação entre defensivos biológicos e químicos pode resultar em um controle mais duradouro e eficiente do que o uso isolado de uma única estratégia.
Superar esses desafios passa por capacitação, monitoramento e parceria técnica. O manejo integrado de pragas exige olhar sistêmico, respeito às recomendações oficiais e uso correto das ferramentas disponíveis, sempre seguindo as orientações dos fabricantes e consultores para extrair o melhor de cada solução.
Benefícios da integração de químicos e biológicos para o sistema agrícola
Apesar das exigências técnicas, a integração entre controle biológico e químico oferece uma série de vantagens agronômicas, fortalecendo os programas de manejo integrado de pragas (MIP) nas lavouras de milho e soja:
- Amplitude de controle: a combinação de métodos amplia o espectro de ação sobre diferentes pragas e estágios do ciclo. Enquanto os defensivos químicos atuam com rapidez e amplo alcance, os agentes biológicos – como fungos, bactérias e vírus – complementam esse controle, muitas vezes agindo sobre populações residuais ou pontos específicos da infestação.
- Menor risco de resistência: a alternância e a associação de produtos com diferentes modos de ação, como químicos e biológicos, reduz a pressão de seleção sobre as pragas. Isso contribui para preservar a eficácia das tecnologias por mais tempo. O IRAC recomenda essa diversificação como uma das principais estratégias para o manejo da resistência.
- Mais sustentabilidade ambiental: a integração possibilita racionalizar o uso de químicos, sem abrir mão da eficiência. Isso significa menor impacto sobre organismos não-alvo, como polinizadores, inimigos naturais e fauna do solo, e menos resíduos no ambiente. O controle biológico, quando bem posicionado, contribui para um sistema mais seletivo e ecológico, funcionando em sinergia com as soluções químicas modernas.
- Maior resiliência do agroecossistema: sistemas de cultivo que combinam diferentes métodos de controle são naturalmente mais equilibrados e capazes de se recuperar após infestações. Ao preservar os inimigos naturais – graças à seletividade dos biológicos e ao uso mais estratégico dos químicos – é possível evitar desequilíbrios e surtos secundários, mantendo a lavoura em estabilidade fitossanitária.
Bioinsumos em alta: o mercado brasileiro de soluções biológicas cresceu 15% na safra 2023/24, com taxa média de crescimento anual de 21% nos últimos três anos — ritmo quatro vezes acima da média global. Os dados refletem uma adoção crescente dos bioinsumos como aliados estratégicos ao manejo químico, evidenciando uma transformação positiva no perfil tecnológico das propriedades.
Bioinseticidas microbiológicos: aliados de amplo espectro
Entre as soluções biológicas disponíveis no mercado, os bioinseticidas microbiológicos se destacam como ferramentas versáteis e eficazes no manejo integrado de pragas. Formulados a partir de microrganismos benéficos, como bactérias e fungos, esses produtos oferecem amplo espectro de atuação e apresentam múltiplos modos de ação, o que amplia sua eficácia agronômica.
Uma única cepa microbiana pode produzir diferentes compostos ativos, como toxinas, enzimas e metabólitos secundários, que agem por contato, ingestão e interferência fisiológica, afetando o sistema digestivo, nervoso ou o comportamento da praga. Essa diversidade de mecanismos torna o controle mais robusto e dificulta o desenvolvimento de resistência por parte dos insetos-alvo.
Outro atributo importante é a seletividade: muitos bioinseticidas são direcionados especificamente às pragas-alvo, preservando inimigos naturais, polinizadores e outros organismos benéficos. Por essas características, eles são altamente compatíveis com os defensivos químicos modernos, permitindo que ambos sejam usados de forma complementar e estratégica.
Em um programa de manejo integrado, os bioinseticidas podem atuar em conjunto com produtos químicos para ampliar a abrangência do controle, reduzir o impacto ambiental e fortalecer a resiliência do sistema produtivo.
Cada ferramenta cumpre seu papel dentro de uma estratégia coordenada e é justamente essa integração inteligente que garante melhores resultados a médio e longo prazo.
NETURE™: o biológico que abre novos horizontes no controle de pragas

Aliando eficiência agronômica à praticidade de uso, a Syngenta desenvolveu NETURE™, um bioinseticida microbiológico especialmente formulado para o controle das principais pragas das culturas de milho e soja. A solução traz ao campo os benefícios do controle biológico, com desempenho comprovado e adaptabilidade à rotina do produtor.
Com atuação eficaz sobre cigarrinha-do-milho, percevejos e mosca-branca, NETURE™ combina rápida ação e efeito residual prolongado, contribuindo para um manejo mais completo e duradouro das pragas sugadoras, um dos maiores desafios fitossanitários da atualidade.
Entre seus diferenciais, destacam-se:
- Versatilidade de aplicação: produto compatível com defensivos químicos, possibilitando aplicações em tanque com segurança e eficácia;
- Estabilidade logística: dispensa refrigeração, facilitando o armazenamento e o transporte;
- Multifuncionalidade: atua por contato, ingestão, ação nos sistemas digestivo e nervoso, repelência e indução de crescimento vegetal.
Sua composição exclusiva combina cepas das bactérias Pseudomonas chlororaphis (produtora de metabólitos e proteínas inseticidas) e Pseudomonas fluorescens (atuante com quitinases, sideróforos e promotores de crescimento), entregando um controle de amplo espectro com múltiplos mecanismos de ação. Essa abordagem diversificada amplia a eficiência sobre as pragas e, ao mesmo tempo, favorece o vigor e o desenvolvimento da planta.
A incorporação de NETURE™ aos programas de manejo já em uso nas lavouras mostra como o controle biológico e químico podem caminhar juntos, de forma complementar, estratégica e eficaz.
Produtores que integram NETURE™ às soluções químicas têm obtido melhor controle, maior durabilidade da proteção e redução na necessidade de reaplicações frequentes, especialmente em cenários de alta pressão de pragas.
Confira mais detalhes sobre essa inovação:
A integração entre soluções biológicas e químicas já é uma realidade consolidada nas principais regiões agrícolas do país, e está transformando a forma como as pragas são enfrentadas no campo
Ao unir tecnologia, sustentabilidade e eficiência agronômica, essa estratégia fortalece a rentabilidade do produtor e promove um sistema produtivo mais equilibrado.
O sucesso dessa transição passa por inovação e conhecimento técnico, pilares que norteiam o desenvolvimento de bioinseticidas como NETURE™.
Com versatilidade, segurança e desempenho comprovado, essa solução da Syngenta representa um novo horizonte para o manejo integrado de pragas na soja e no milho, que preserva o que há de melhor nas abordagens tradicionais e incorpora o potencial dos biológicos de forma prática e inteligente.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.
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