Combate rápido às lagartas do milho evita danos severos. Técnicas integradas são essenciais para controle eficaz e proteção da lavoura. Conheça as estratégias.

A escolha de um produto que seja eficaz desde a primeira aplicação é um dos itens mais importantes quando o assunto é prevenção e sanidade da lavoura. O ataque de lagartas do milho pode comprometer até 50% da produção, além de afetar a qualidade dos grãos e a sanidade das plantas. 

Ao longo de todo o ciclo, a cultura do milho pode ser afetada pela incidência de vários insetos, sendo as lagartas uma das mais violentas e que mais geram danos para o produtor. Em especial, quando se trata do milho verão, a maior vilã da lavoura é a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda). 

Os prejuízos para a lavoura de milho não se restringem ao ataque causado por ela. A seguir, saiba mais sobre as principais espécies de lagartas que atacam a cultura do milho e as estratégias integradas para manejar e reduzir riscos. 

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Principais espécies de lagartas do milho 

As lagartas do milho mais relevantes incluem Spodoptera frugiperdaHelicoverpa zeaElasmopalpus lignosellusDiatraea saccharalis e Agrotis ipsilon. Cada espécie tem hábitos, danos e pontos sensíveis distintos, exigindo identificação e manejo específicos. 

Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) 

lagarta-do-cartucho é uma praga agrícola polífaga de alta relevância, conhecida por completar várias gerações dentro de uma mesma safra de milho. Seu ciclo de vida total (ovo à fase adulta) dura aproximadamente 25 dias em condições ideais, podendo se estender por até 60 dias, sendo que a fase larval, a mais destrutiva, pode durar até 30 dias. 

Spodoptera frugiperda é capaz de atacar a planta de milho em todas as suas fases de desenvolvimento, desde a emergência até o período reprodutivo (formação da espiga). 

Lagarta Spodoptera frugiperda.

Principais sintomas e danos da lagarta-do-cartucho 

Os principais sintomas e formas de ataque da Spodoptera frugiperda no milho incluem: 

  • Dano foliar inicial: raspagem do tecido foliar, especialmente nas folhas recém-desenvolvidas.
  • Penetração no cartucho: perfuração e consumo do “cartucho” (o meristema apical, ou broto central da planta), que é a forma mais característica de dano.
  • Ataque ao colmo: em fases mais avançadas da planta, a lagarta pode perfurar e danificar o colmo.
  • Dano às espigas: ataque direto às espigas, o que resulta em falhas no enchimento de grãos ou, em casos mais graves, na queda da espiga. 

Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

A lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea) é uma praga que se estabelece nas fases mais tardias do desenvolvimento do milho. Os ataques concentram-se predominantemente na espiga, danificando os grãos em início de formação. 

O inseto adulto, uma mariposa, possui alta capacidade reprodutiva, podendo depositar centenas de ovos distribuídos tanto nas espigas quanto nos cabelos (estilos-estigmas) do milho.  

Sintomas da infestação da lagarta-da-espiga no milho 

A presença e a atividade da lagarta-da-espiga na lavoura podem ser identificadas pelos seguintes sintomas: 

  • Dano aos cabelos/estilos-estigmas: penetração e consumo inicial nos cabelos do milho.
  • Orifícios na palha: perfurações visíveis na palha que envolvem a espiga, com acúmulo de excrementos (conhecidos como frass) nas áreas de ataque.
  • Dano direto aos grãos: consumo dos grãos em formação dentro da espiga. 

Os danos causados por essa lagarta são significativos, resultando em perdas de enchimento e de viabilidade da espiga. Danos mecânicos ainda favorecem a entrada de patógenos que podem causar podridões secundárias. 

Lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus)

lagarta-elasmo é uma praga com um comportamento predominantemente de solo, o que a torna mais difícil de ser detectada precocemente.  

Elasmopalpus lignosellus prefere se movimentar subterraneamente e é problemática em solos secos ou naqueles onde as plantas estão sob algum tipo de estresse (lavouras localizadas em solos secos ou compactados).  

Lagarta sob tronco de planta

Sintomas da lagarta-elasmo na cultura do milho 

Devido ao seu hábito subterrâneo, os sintomas da lagarta-elasmo costumam ser sutis no início. Porém, conforme os sintomas avançam, as plantas tendem a apresentar aparência “murcha” ou retardo no crescimento, além de: 

  • Falhas no estande: falhas pontuais na população de plantas na lavoura.
  • Danos na base: ataque à base do colmo e às raízes, podendo causar galhas e um amarronzamento no caule. 

Em casos mais avançados, pode ocorrer a morte das plantas jovens do milho. 

Broca-do-colmo (Diatraea saccharalis) 

broca-do-colmo é uma espécie de lepidóptero (mariposa) conhecida por diversos nomes, incluindo broca-do-milho e broca-da-cana, em referência ao seu hábito de perfurar o colmo. 

As larvas dessa praga apresentam um corpo cilíndrico, inicialmente esbranquiçado, mas que tende a escurecer à medida que cresce. Seu ataque, que é essencialmente interno, resulta na redução da sustentação e na quebra das plantas, prejudicando a colheita mecânica.  

Quando a broca ataca o ponto de inserção da espiga, provoca prejuízo direto no enchimento dos grãos, afetando a produtividade.

Sintomas da broca-do-colmo no milho

Os danos causados pela broca são essencialmente internos à estrutura da planta. 

Internamente, a Diatraea saccharalis cria galerias e perfurações no colmo, formando áreas frágeis nos entrenós. Esse dano leva à seca dos ponteiros, também conhecido popularmente como “coração morto”. 

Além disso, a formação dessas galerias no colmo da planta favorece a infecção da planta por microrganismos fitopatogênicos, reduzindo ainda mais a qualidade e o rendimento do milho. 

Já externamente, o principal sinal da presença da broca na lavoura é o tombamentos das plantas, devido à perda de resistência estrutural. 

Lagarta-rosca (Agrotis ipsilon)

lagarta-rosca é uma praga subterrânea, também conhecida pelo termo em inglês cutworm, devido ao seu hábito de cortar o colmo das plantas jovens bem próximo à superfície do solo. Sua atividade é estritamente noturna, o que dificulta sua detecção.  

Esta lagarta da espécie Agrotis ipsilon ataca principalmente o colmo e outras partes de plantas jovens recém-emergidas ou em estágios iniciais de crescimento.  

A lagarta-rosca pode causar perdas no estande logo nos estágios iniciais, comprometendo seriamente o estabelecimento da cultura. 

Lagarta-rosca.

Sintomas da lagarta-rosca no milho

Devido ao seu modo de ataque na base, os sintomas da lagarta-rosca no milho são característicos: 

  • Planta cortada: o sinal mais comum é a planta cortada ou tombada logo acima ou na linha do solo.
  • Perda de estande: ocorrência de falhas pontuais na lavoura, indicando a perda de plantas onde o ataque ocorreu.
  • Dano basal: perfurações no colmo das plantas jovens. 

Como identificar e monitorar as lagartas do milho? 

O monitoramento das lagartas que atacam as lavouras de milho envolve inspeções visuais periódicas em cartuchos, folhas e espigas. É crucial examinar internamente os cartuchos para verificar a presença de desfolha ou galerias e as espigas em busca de orifícios ou grãos raspados.  

Na etapa de coleta e amostragem, recomenda-se utilizar plantas de pontos representativos da lavoura para avaliar a porcentagem de danos e o número médio de lagartas por planta, comparando esses dados com os níveis de ação definidos para cada fase de desenvolvimento da cultura.  

Além disso, um ponto-chave do monitoramento é a identificação de ovos e posturas em folhas, vagens ou no cartucho. 

Métodos de controle indicados para lagartas do milho 

O manejo das lagartas do milho combina técnicas culturais, biológicas e químicas. A união dessas abordagens, conhecida como Manejo Integrado de Pragas (MIP), é fundamental para garantir o controle eficaz e sustentável da infestação, minimizando perdas e o impacto ambiental. 

Controle cultural

As medidas culturais no milho focam na manipulação do ambiente e das práticas agrícolas para tornar o ecossistema menos favorável às lagartas, como a rotação de culturas. 

Essas práticas reduzem a disponibilidade de hospedeiros e fontes de alimento, diminuindo a pressão da praga sobre a lavoura e contribuindo para a maior eficácia das demais ferramentas de controle a serem aplicadas. 

Controle biológico

O controle biológico utiliza organismos vivos ou seus derivados para controlar a população das pragas, focando na sustentabilidade: 

  • Inimigos naturais (parasitoides)
  • Bioinseticidas 

Ao utilizar parasitoides ou bioinseticidas, é possível reduzir as populações de pragas sem causar danos aos inimigos naturais. 

Controle químico

O controle químico é uma ferramenta de manejo que deve ser utilizada de forma estratégica e responsável. 

A aplicação de inseticidas estratégicos deve ser priorizada nessa fase. Priorize produtos seletivos para que atinjam as lagartas de forma eficaz, mas causem o mínimo de impacto sobre os inimigos naturais e outros organismos benéficos. 

O sucesso da estratégia química depende da inteligência na aplicação, o que inclui a rigorosa rotação dos modos de ação para prevenir a redução da sensibilidade das pragas aos inseticidas e o uso de inseticidas seletivos.  

Assim, quando integrado e realizado de forma responsável, o controle químico atua como um recurso essencial para proteger o potencial produtivo da cultura dentro do MIP.  

Neste contexto de busca por soluções de alta seletividade e eficácia, a Syngenta desenvolveu um inseticida específico para o controle de lagartas no milho. 

AMPLIGO®: combate eficaz contra as lagartas do milho 

O monitoramento, feito através do manejo integrado de pragas, colabora para a realização de um controle eficiente da incidência da praga. 

Além disso, a prevenção e o controle de ameaças à lavoura vai desde a escolha do produto até a periodicidade de sua aplicação, fatores que interferem diretamente no custo de produção e na rentabilidade do produtor. 

Com o objetivo de evitar os danos causados pelas lagartas, um inseticida que age de forma dupla só gera resultados positivos para o produtor. Pensando nisso, AMPLIGO®, da Syngenta, é a solução para melhorar a produção da lavoura., da Syngenta, é a solução para melhorar a produção da lavoura. 

Sua ação dupla acontece por ingestão, com rápido efeito inicial, e por contato, aumentando o tempo de ação residual da aplicação e protegendo a planta por um período mais longo de tempo. 

Em comparação a outros produtos disponíveis no mercado, AMPLIGO® lidera o rápido controle do complexo de lagartas desde a primeira aplicação. 

Com dois princípios ativos, o inseticida da Syngenta age desde a eclosão dos ovos e potencializa os ganhos de produtividade do agricultor. 

AMPLIGO® faz parte do portfólio de soluções da Syngenta, que não mede esforços para estar sempre ao lado do produtor, em busca dos melhores resultados para a cultura de milho e o crescimento do segmento no país. 

 A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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