30/04/2026

Mercado e safra

Consumo de café evolui e impulsiona cafés de qualidade no Brasil

Café brasileiro ganha novos espaços e mais valor no mercado Nos últimos anos, o consumo de café passou por uma transformação profunda no Brasil. O que antes era visto apenas como uma bebida funcional, ligada à energia e ao hábito diário, hoje se consolida como uma experiência completa. Nesse cenário, o avanço dos cafés de […]

Mercado e safra

Safra 26 traz oportunidade para cafés de alta qualidade 

Planejamento, estrutura e manejo no pós-colheita podem evitar perdas e garantir maior valorização no mercado O preparo da fazenda para a colheita do café deve entrar no radar dos produtores nos próximos dias. Isso porque, o período da colheita se aproxima e o preparo da fazenda além de garantir mais eficiência nas operações, também pode […]
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Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem

Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura  O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]

16/02/2025 • Mercado e safra

Grandes desafios aguardam o setor cafeeiro em 2024

Os cafeicultores devem enfrentar alguns desafios em 2024, o primeiro deles é o clima, com o fenômeno El Niño em ação, além do preço.

05/01/2024 • Mercado e safra

Experiências

Cafeterias e selos de qualidade impulsionam aumento no consumo de café 

Transformação do setor evidencia mudança do café brasileiro Cafeterias e selos de qualidade impulsionam o consumo de café, valorizando a produção sustentável e a conexão entre produtores e consumidores. Saiba como essa valorização acontece. Há mais de 300 anos, o cafezinho diário faz parte da rotina do brasileiro. O grão, que tem raízes fortes no […]
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Mercado e safra

Barter, a ferramenta de redução de custos?  

O Barter é uma ferramenta que auxilia o produtor rural na comercialização do café. No entanto existem alguns pontos que podem tornar a ferramenta mais atrativa e assertiva nesse quesito e, é sobre isso que o Head de Barter Syngenta, explica.
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Inovações e tendências

Pós-colheita: importância e necessidade do processo no café 

Processo de pós-colheita do café garante mais valor agregado e uma série de benefícios na xícara. Entenda o valor do trabalho de pós-colheita.
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Preços melhores em 2026?

Setor entra no ano com mais otimismo, mas ainda com desafios estruturais A cafeicultura brasileira entra em 2026 com um sentimento diferente. Embora o ano anterior tenha sido intenso, com oscilações climáticas, barreiras comerciais inesperadas e dificuldades estruturais, o setor encerrou o período com sinais claros de recuperação. De acordo com especialistas, o Brasil atravessou […]

Hora do Drench: tecnologia promove vigor e produtividade do café 

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Nesse início de novembro, as previsões apontam para a regularização das chuvas nas principais regiões produtoras de café. Mais um vez, o fenômeno La Niña está na mira das principais preocupações dos produtores. “As chuvas se tornam mais frequentes, o que favorece o pegamento dos frutos e o desenvolvimento dos chumbinhos”, destaca Ludmila Camparotto, metereologista […]

Safra maior pressiona preços e muda dinâmica do mercado de café em 2026

O mercado de café iniciou 2026 sob um novo ritmo. Depois de dois anos marcados por preços elevados e forte valorização, o setor começa a viver um movimento de correção. A queda mais acentuada observada desde fevereiro sinaliza uma mudança de comportamento que já vinha se desenhando no final de 2025. Segundo análise de Gil […]

Entenda a importância do preparo da fazenda para o pós-colheita do café

O trabalho de pós-colheita se tornou uma realidade na maioria das fazendas brasileiras. No entanto, alguns pontos são importantes para que ele aconteça de forma adequada e precisa nas propriedades. ...

Cafés mais trabalhados começam a ganhar mais espaço e reconhecimento

Uma recente pesquisa realizada pelo Instituto Axxus, que visa avaliar os costumes de consumo do café brasileiro, mostrou que subiu de 81% para 86% o número de consumidores que buscam e acreditam que cafés com selo de pureza e qualidade são melhores.

O dado é resultado de todos os esforços que o setor cafeeiro tem feito nos últimos anos para mostrar cada vez mais qualidade na xícara. Nesse contexto, os processos de pós-colheita foram e continuam sendo extremamente importantes para os produtores brasileiros.

O cuidado com os equipamentos é o que garante aos produtores mais segurança no processo de
pós-colheita 

“O café é um produto precificado pela sua qualidade; quanto mais qualidade, maior e melhor o preço. E é nesses processos que o cafeicultor define boa parte dessa qualidade”, explica o Coordenador Técnico Estadual de Culturas da Emater de Minas Gerais, Sérgio Brás Regina.

Métodos de pós-colheita do café

Existem algumas opções: a via úmida para produção do café cereja descascado, o café natural e os fermentados. Todas demandam atenção e um preparo importante antes de chegar com esse café no terreiro ou secador.

“O café cereja descascado é uma bebida mais limpa, que geralmente tem boas pontuações e é muito bem aceita no mercado. Assim como o café natural que se tiver um terroir e uma boa altitude entregará uma bebida de muita qualidade e mais valorizada”, destaca Sérgio.

Outro processo bastante utilizado no Brasil é a fermentação, que pode ocorrer de forma natural ou induzida por inoculantes. “No caso dos fermentados o produtor deve se atentar em ter o controle dessa fermentação para que ela não estrague o café”, afirma Sérgio.

O preparo dos espaços de fermentação são essenciais, garantindo segurança

Qual o preparo para a pós-colheita?

Os meses que antecedem a etapa de colheita nas fazendas incluem além do manejo adequado para cada fase da lavoura, o planejamento. A manutenção de máquinas, equipamentos e implementos é um dos passos mais importantes na estruturação de uma safra.

“O produtor também precisa pensar nas pessoas. É muito valioso o apoio e as mãos que vão te acompanhar ao longo da colheita e é através delas que você pode de fato planejar as operações na área de beneficiamento da fazenda”, explica o cafeicultor Marcos Kim, da Fazenda São Sebastião, região do Sul de Minas, no município de São Tomé das Letras. 

Processos que impactam na qualidade

A fase que é minuciosa e delicada, demanda uma atenção especial. O preparo da fazenda para receber os cafés da lavoura destaca processos como a limpeza e manutenção preventiva dos terreiros e maquinários. “Pelo menos um mês antes os maquinários precisam passar por revisão”, pontua Marcos.

Todos os processos de secagem demandam atenção do cafeicultor e preparo para o período de colheita 

O terreiro suspenso utilizado em muitas propriedades, assim como os secadores ou terreiros de concreto, precisam de manutenção. Para os secadores rotativos, o cuidado com a fornalha também é essencial.

“Independentemente do método que o produtor escolher para secar seu café, é preciso atenção. A secagem representa 50% do sucesso do resultado final do café. Porque é na secagem que você vai manter a qualidade obtida nos processos anteriores”, pontua Marcos.

A cafeicultora Luisa Nogueira destaca o reconhecimento e valorização no mercado dos cafés que passam por processos de pós-colheita. De acordo com ela, a melhoria na qualidade do café é inegável.

“A secagem dos grãos é crucial e deve ser realizada de maneira controlada para evitar fermentações indesejadas e o desenvolvimento de defeitos nos grãos. O produtor não pode ignorar isso, estamos falando de mais valor de mercado e diferenciação no produto final”, explica Luisa.

O mercado e os cafés mais trabalhados

Indiscutivelmente os cafés que são melhor trabalhados e que têm um controle de qualidade alto e eficiente são mais valorizados e trazem reconhecimento ao cafeicultor.

“Ultimamente temos percebido um aumento expressivo no consumo de cafés especiais. Não só no Brasil, mas no mundo. Por isso, acho que esse é o futuro; quanto mais minucioso você for nos processos, melhores serão os resultados. E isso o mercado reconhece. O produtor precisa estar antenado, acompanhando as tendências e sempre se atualizar nos processos e metodologias”, reafirma o produtor Marcos Kim.

Para melhor aproveitamento, é necessário que todo cafeicultor saiba provar seus próprios cafés e entender o potencial da bebida que possui

A importância do preparo da fazenda

“Se esse produtor leva o seu café para a cooperativa ou exportadora, sem saber o potencial de sua bebida, ele é obrigado a aceitar o preço que eles ditam. Justamente por não saber o que tem nas mãos. Então eu acho que esse poder de definir o preço tem que estar nas mãos do produtor. Especializar-se cada vez mais nessas técnicas e se preparar é o caminho”.

Se o processo de pós-colheita for bem feito, pode agregar mais valor à bebida. No entanto, quando mal feito pode perder características importantes da bebida.

“Às vezes o café chega bom da lavoura, mas por um pós-colheita mal feito, ele perde suas qualidades e, consequentemente, seu preço. O produtor deve se atentar muito aos processos. Por isso, reforçamos a importância do planejamento de todas as etapas com muita antecedência”, completa Sérgio Brás Regina.

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A nível nacional, uma pesquisa da Embrapa apontou que 85% dos cafeicultores brasileiros realizam o processo de produção do café natural na pós-colheita, outros 14% o cereja descascado e 1% cereja descascado e fermentado.

A antecipação do processo também permite ao cafeicultor seguir com a safra tendo mais controle sobre a bebida que estará entregando.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo.

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