Safra após safra, a pressão de pragas na soja coloca o manejo à prova e exige novas respostas do campo. Diante desse cenário complexo, a longevidade do negócio rural passa a depender de uma equação desafiadora: como proteger a produtividade da soja de forma sustentável e rentável?
A resposta para esse desafio está no manejo integrado moderno, que une a força das ferramentas químicas à inteligência das soluções biológicas para o controle das principais pragas da soja.
Neste conteúdo, entenda o impacto das pragas sugadoras na lavoura e descubra como a união entre químicos e biológicos no MIP (Manejo Integrado de Pragas) abre novos horizontes no campo. Continue a leitura!
O desafio das pragas sugadoras na soja
O complexo de pragas sugadoras representa um dos maiores gargalos produtivos atuais. Insetos como o percevejo-marrom, o percevejo-barriga-verde e a mosca-branca causam danos severos e diretos à lavoura.
Os percevejos picam as vagens e atingem os grãos em formação, comprometendo diretamente o peso e a qualidade do grão. Já a mosca-branca além de sugar a seiva, ela favorece o aparecimento da fumagina e é um importante vetor para inúmeras doenças da soja.
Conheça, a seguir, mais detalhes sobre cada uma dessas pragas e seus prejuízos específicos para a cultura.
Percevejo-marrom (Euschistus heros)
O percevejo-marrom consolidou-se como a principal ameaça à produtividade da soja no Brasil, demonstrando uma capacidade de adaptação e sobrevivência impressionantes.

Seu ciclo biológico é rápido, especialmente em condições de temperaturas ótimas, permitindo a ocorrência de três a quatro gerações completas durante a safra.
No entanto, o perigo real — e muitas vezes subestimado — reside nas ninfas. Estima-se que cerca de 70% dos danos econômicos sejam causados por elas a partir do terceiro ínstar.
Diferente dos adultos, que se expõem no topo do dossel, as ninfas permanecem protegidas no baixeiro da soja, dificultando o alcance das pulverizações.
O ataque se intensifica no período reprodutivo, entre R3 (formação de vagens) e R7, resultando no abortamento de vagens e na formação de grãos chochos e enrugados.
Percevejo-barriga-verde (Diceraeus spp.)
Embora historicamente associado ao milho, o percevejo-barriga-verde (D. melacanthus e D. furcatus) utiliza a soja como um hospedeiro fundamental para sua sobrevivência e multiplicação.
Na oleaginosa, ele se alimenta de vagens e ramos, contribuindo para um complexo de danos que reduz drasticamente a qualidade da semente e o vigor da planta.

Sua presença na lavoura é estratégica para o ciclo da praga. É na soja que ele se fortalece e se reproduz para, posteriormente, atacar com alta pressão as culturas de sucessão, especialmente o milho safrinha.
A mosca-branca (Bemisia tabaci)
A mosca-branca (Bemisia tabaci) deixou de ser uma praga secundária para se tornar um problema central em muitas regiões, impulsionada por janelas de plantio amplas e temperaturas elevadas.
Seu ciclo de vida é explosivo. Em condições de calor (acima de 25°C), ela pode completar o seu ciclo de vida em apenas 20 dias, gerando múltiplas gerações em uma mesma safra.

O dano direto ocorre pela sucção contínua de seiva, o que depaupera a planta e reduz seu vigor vegetativo. No entanto, os danos indiretos costumam ser ainda mais severos.
A substância açucarada excretada pelo inseto, conhecida como honeydew, favorece o crescimento da fumagina. Esse fungo negro cobre as folhas, bloqueando a luz solar e derrubando drasticamente a taxa fotossintética.
Para agravar o cenário, a mosca-branca é vetor do vírus da necrose-da-haste (Cowpea mild mottle virus). Plantas infectadas precocemente podem apresentar nanismo, deformações e perda total de vagens.
Leia também: Como proteger os componentes de produtividade da soja das pragas?
O novo horizonte do Manejo Integrado de Pragas (MIP) da soja
Diante da complexidade dos alvos atuais, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) na soja evolui para um patamar de alta performance. O foco agora é superar os limites de controle, buscando proteger a produtividade da lavoura de forma eficaz e sustentável.
Nesse cenário, a união entre o controle químico e o controle biológico de pragas na soja ganha protagonismo absoluto.
Essa sinergia introduz modos de ação inéditos e complementares, atingindo fases críticas do ciclo das pragas da soja, além de estender o período residual de proteção.
O resultado é uma lavoura completamente protegida, oferecendo uma consistência superior ao manejo convencional. É para liderar essa estratégia de máxima eficiência no controle de pragas da soja que NETURE™ foi desenvolvido.
A inovação biológica: NETURE™

NETURE™ é o biológico da Syngenta Biologicals que materializa esse novo horizonte no controle de pragas da soja.
Sua formulação traz um diferencial tecnológico robusto, composto pela combinação inédita de dois agentes biológicos:
- Pseudomonas chlororaphis: responsável pela produção de metabólitos e proteínas com ação inseticida direta.
- Pseudomonas fluorescens: atua na defesa e proteção da soja, oferecendo múltiplos benefícios fisiológicos para a cultura, incluindo a promoção de crescimento das plantas.
Juntas, elas entregam um amplo espectro de controle contra os alvos mais difíceis, como os percevejos e a mosca-branca.
Leia também: Produtos biológicos no controle de pragas na soja
Como NETURE™ funciona?
A eficiência de NETURE™ reside em seus múltiplos modos de ação, impedindo que a praga crie resistência:
- Contato e ingestão: ao se alimentar ou entrar em contato com a bactéria, o inseto sofre danos irreversíveis no sistema digestivo e nervoso.
- Efeito de repelência: a presença das bactérias estimula a produção de compostos com ação repelente nas plantas, reduzindo novas infestações.
- Estímulo ao crescimento: a P. fluorescens promove maior enraizamento e vigor das plantas, ajudando a lavoura a suportar estresses climáticos.

Praticidade e compatibilidade
Além da eficácia biológica, NETURE™ oferece uma formulação versátil e estável, pensada para a realidade do campo.
Diferente de muitos biológicos, ele não necessita de refrigeração. Além disso, o produto apresenta alta compatibilidade, podendo ser misturado em tanque com os principais defensivos químicos do mercado.
Isso otimiza as operações de pulverização e viabiliza um manejo integrado real e eficiente.
Integração entre químicos e biológicos é o presente e o futuro do manejo integrado de pragas na soja
Adotar o manejo biológico não é apenas uma tendência passageira. É uma estratégia inteligente para preservar as tecnologias disponíveis para o controle de pragas da soja.
NETURE™ atua como um aliado estratégico nesse processo. Ele entrega máximo controle com a máxima praticidade que o dia a dia do campo exige.
Essa é a agricultura do futuro acontecendo agora. É a tecnologia trabalhando a favor de uma produtividade que respeita o meio ambiente e protege a rentabilidade do produtor.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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