Após a florada do cafeeiro, inicia-se um período crítico para o sucesso da safra seguinte. É nesse pós-florada – quando os frutos começam a se formar – que a lavoura de café fica altamente vulnerável a pragas-chave, exigindo atenção redobrada do produtor.  

Nessa fase, ataques de insetos e ácaros podem comprometer o pegamento dos frutos, a formação das sementes (grãos de café) e, consequentemente, a qualidade final da bebida. Três ameaças se destacam pelo potencial de prejuízo: a broca-do-café, o bicho-mineiro e os ácaros.  

A seguir, entenda os danos que cada uma causa e como um manejo eficiente no pós-florada é decisivo para preservar a produtividade. 

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3 pragas para deletar no pós-florada do café  

No período de pós-florada do café, a planta se torna mais vulnerável a pragas que impactam diretamente a sua produtividade e a qualidade final da bebida. Broca-do-cafébicho-mineiro e ácaros são inimigos do cafeicultor nesse estágio e exigem atenção redobrada.  

Infográfico destacando as 3 principais pragas do café na pós-florada: broca-do-café, ácaro da leprose e bicho-mineiro

1. Broca-do-café: dano direto aos frutos gera perdas irreversíveis 

broca-do-café (Hypothenemus hampei) é um pequeno besouro que ataca os frutos do cafeeiro, perfurando os grãos e abrindo galerias em seu interior. Por se desenvolver dentro do fruto, essa praga causa um dano direto e irreversível: os grãos brocados perdem peso e qualidade, tornando-se inviáveis para comercialização.  

Grãos de café vermelho perfurados por broca-do-café, com a presença da broca em cima do grão

A infestação pode ocorrer em qualquer estágio de maturação dos frutos – inclusive ainda verdes – e, se não controlada a tempo, tende a se agravar ao longo da safra. Em condições favoráveis (geralmente períodos de menor chuva e temperatura amena), a broca se prolifera rapidamente.  

No período de pós-florada, a atenção com a broca-do-café deve ser máxima 

Cerca de 2 a 3 meses após a florada (fase em que os grãos “chumbinhos” estão se formando), inicia-se o chamado período de trânsito da broca – quando as fêmeas adultas deixam frutos da safra anterior remanescentes na lavoura e vão infestar os frutos novos.  

Se o controle for tardio, muitos grãos já estarão perfurados e danificados irreversivelmente. Por isso, o monitoramento frequente é essencial logo após a florada. Amostragens periódicas indicam o nível de infestação. Assim, é possível agir no momento certo e evitar perdas mais severas antes que a praga se espalhe por todo o cafezal. 

2. Bicho-mineiro: desfolha severa e enfraquecimento do cafeeiro 

bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é uma micromariposa cuja fase larval provoca estragos nas folhas do cafeeiro. As fêmeas depositam ovos na face inferior das folhas; ao eclodirem, as pequenas lagartas penetram no mesófilo foliar e escavam verdadeiras “minas” entre as camadas da folha.  

Larva da bicho-mineiro em folha de café (lat. Leucoptera caffeina) e danos

Essa alimentação interna destrói os tecidos foliares, formando manchas cloróticas e secas. Em casos de infestações intensas, é comum observar múltiplas minas por folha, levando a uma seca generalizada e queda prematura.  

A consequência direta é a redução da área fotossintética da planta, ou seja, o cafeeiro perde parte de sua “fábrica de energia”. Sem folhas saudáveis, a planta fica enfraquecida e tem dificuldade em sustentar o desenvolvimento dos frutos em formação. 

O período de pós-florada é especialmente crítico, pois é quando o cafeeiro emite muitas folhas novas que sustentam o pegamento dos frutos 

Se o bicho-mineiro não for manejado adequadamente nessa fase, a queda de folhas enfraquece o cafeeiro justamente quando ele mais precisa captar energia para encher os grãos

monitoramento é a base para controlar o bicho-mineiro. As populações da praga podem aumentar rapidamente sob condições climáticas favoráveis – tipicamente em meses de clima quente e seco, alternados com períodos de chuva que favorecem brotações novas.  

Recomenda-se inspeções frequentes nas folhas do terço superior das plantas (onde os sintomas aparecem primeiro) e adoção de medidas de controle assim que os primeiros sinais de minas forem detectados em porcentagem significativa de folhas.  

3. Ácaros no café: vigor reduzido e risco de virose da “mancha anular” 

Outra ameaça importante no pós-florada são os ácaros fitófagos. Embora sejam minúsculos (dificilmente visíveis a olho nu), esses ácaros colonizam folhas, ramos e frutos, sugando a seiva celular.  

Brevipalpus phoenicis em folha de café, ácaro-da-leprose

Sua incidência costuma aumentar em períodos de estiagem e baixa umidade, condições que favorecem seu ciclo. A infestação por ácaros causa lesões nas plantas: nas folhas, surgem manchas cloróticas (amareladas) que podem coalescer; nos frutos verdes, formam-se manchas marrons deprimidas, muitas vezes cercadas por halos amarelos, conhecidas como sintomas da mancha anular do cafeeiro.  

Ramos atacados também podem secar parcialmente. Com o avanço da infestação, ocorre queda prematura de folhas e frutos, prejudicando diretamente a produtividade. Além do dano direto, o ácaro é vetor do Coffee ringspot virus (CoRSV), o vírus causador da mancha anular, uma virose que compromete a longevidade das plantas e a produção dos cafezais. 

No pós-florada, é fundamental inspecionar a lavoura quanto a sintomas iniciais nas folhas novas e nos frutos em desenvolvimento 

Manchas amarelas circulares nas folhas (lembrando “anéis”) e pontos escuros nos frutos verdes devem acender o alerta para presença de ácaro. 

O manejo integrado de ácaros envolve monitoramento criterioso e ações preventivas. Amostragens devem ser feitas com auxílio de uma lupa nas folhas, procurando colônias de ácaros na face inferior da folha. Em regiões com histórico da praga, aplicações preventivas podem ser consideradas logo após a florada, antes que a população de ácaros exploda com a chegada de períodos secos. 

Inovação no controle de pragas no pós-florada do café: conceito BROCA+ com JOINER® 

Mesmo com um bom manejo integrado, muitas vezes é preciso algo a mais para enfrentar pragas tão destrutivas. É aqui que entram as tecnologias inovadoras em defensivos agrícolas, capazes de elevar o patamar de controle e proteção.  

Um exemplo de inovação voltada especialmente ao cafeicultor é JOINER®, novo inseticida-acaricida da Syngenta que carrega o conceito BROCA+. 

banner joiner: ative o efeito prolongado de joiner e delete as principais pragas do café

Desenvolvido com a exclusiva tecnologia PLINAZOLIN®, JOINER® traz um novo modo de ação inseticida ao mercado (pertencente a um grupo químico inédito – IRAC Grupo 30). Essa inovação se traduz em múltiplos benefícios no campo: 

  • +Inovação: por contar com a tecnologia PLINAZOLIN®, JOINER® atua de forma diferente dos inseticidas convencionais. Seu mecanismo de ação único ajuda a controlar até mesmo populações de pragas resistentes a outros químicos. Essa novidade proporciona ao produtor uma ferramenta fresca, ampliando o leque de opções no manejo e contribuindo para a sustentabilidade do controle de pragas a longo prazo (afinal, rotação de modos de ação é fundamental para evitar resistência). 
  • +Performance: JOINER® foi projetado para entregar um novo patamar de controle da broca-do-café, a praga que mais preocupa após a florada. Em testes e aplicações em campo, o produto demonstrou eficácia superior na eliminação da broca, resultando em lavouras mais limpas e grãos livres de perfurações. Com ação inseticida rápida, ele “deleta” a broca logo nos primeiros instantes após a aplicação, estancando o dano imediatamente. Essa ação de choque é crucial para impedir que as fêmeas da broca continuem furando frutos e pondo ovos.  
  • +Espectro: além de toda a performance em broca, JOINER® também entrega excelência contra bicho-mineiro e ácaros. Ou seja, tem amplo espectro de controle, combatendo as principais pragas do pós-florada de uma só vez. Essa versatilidade otimiza as aplicações: com um único produto, é possível proteger a folhagem contra a desfolha do bicho-mineiro e resguardar plantas e frutos contra a mancha anular dos ácaros. Para o produtor, isso significa mais confiança de que sua lavoura está coberta frente às ameaças simultâneas, e também mais praticidade (menos misturas de tanque e menos aplicações separadas). 

Outro diferencial importante de JOINER® é seu efeito prolongado na lavoura 

Sua formulação foi desenhada para alta aderência às folhas e resistência às intempéries: o produto não é facilmente lavado pela chuva e degrada muito pouco sob raios UV. Isso garante um efeito residual prolongado, mantendo a lavoura protegida por várias semanas após a aplicação.  

Posicionamento técnico de joiner: 300 ml/ha pós florada do café para broca + bicho-mineiro + ácaros

Por fim, a integração de JOINER® em programas de MIP é facilitada pela sua flexibilidade de aplicação. O produto pode ser aplicado tanto via pulverização terrestre quanto aérea, adaptando-se às características de cada propriedade.  

Em resumo, com + performance, + espectro e + inovação, JOINER® revoluciona o manejo de pragas no café pós-florada com um controle sem precedentes.  

O produtor passa a contar com uma solução única que ativa um efeito prolongado e “deleta” as principais pragas do café, redefinindo o padrão de proteção da safra.  

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.  

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