A colheita do milho safrinha teve início no Mato Grosso com um sinal otimista para os produtores: o ritmo está levemente à frente do registrado no mesmo ponto da temporada passada. Segundo o mais recente boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até 22 de maio os produtores haviam colhido 0,57% da área total estimada para o estado, superando em 0,26 p.p. o desempenho do ciclo 2024/25 na mesma data. 

O percentual ainda é reduzido, como é típico para o período, mas a antecipação gradual das operações em algumas regiões produtoras já chama atenção do setor. 

Médio-Norte puxa o pelotão de frente 

Entre as regiões monitoradas pelo Imea, o Médio-Norte de Mato Grosso se destaca com folga neste arranque de safra: 

  • 1,18% da área regional já colhida até 22 de maio, o maior índice do estado 
  • Alta de 0,83 p.p. em relação à semana anterior, o avanço semanal mais expressivo entre todas as regiões 
  • Condições de lavoura e maturação fisiológica mais precoces em parte dos talhões explicam o desempenho acima da média estadual 

Junho deve marcar a aceleração da colheita 

O Imea projeta que o ritmo de retirada do milho deve ganhar tração significativa ao longo de junho. Os principais fatores que devem impulsionar o avanço são: 

  • Redução das chuvas nas próximas semanas, abrindo janelas operacionais mais amplas 
  • Maturação progressiva de um volume maior de lavouras 
  • Monitoramento da umidade dos grãos e dos aspectos visuais da planta como critérios de entrada nos campos 

Logística e armazenagem entram no radar 

A antecipação da colheita traz impactos que vão além da porteira. Com maior concentração de produção em regiões específicas, o setor já começa a monitorar o aumento no fluxo de carretas nos corredores de exportação durante o pico da safra, a pressão sobre a capacidade de armazenagem nas regiões com maior densidade produtiva e a necessidade de planejamento logístico antecipado para evitar gargalos operacionais. 

Mato Grosso consolida liderança nacional com safra robusta 

As projeções do Imea para a temporada 2025/26 reforçam o protagonismo do estado no cenário agropecuário brasileiro. Segundo o Relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo instituto em maio de 2025, Mato Grosso deverá cultivar cerca de 7,39 milhões de hectares de milho, mantendo a posição de maior produtor nacional do cereal pelo enésimo ciclo consecutivo. A produtividade média estimada está em 118,71 sacas por hectare, indicando melhora no potencial produtivo da safra em relação ao ciclo anterior. 

Os dados integram o Relatório de Oferta e Demanda divulgado pelo Imea em maio de 2025. 

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