Mancha de Phoma é doença grave no café; reconhecer e controlar ajuda a preservar o pomar e manter a qualidade da produção. Aprenda as técnicas.
A mancha-de-phoma (Phoma spp.) é uma das doenças mais severas da cultura do café. Seu ataque é particularmente severo em regiões de altitude elevada e é considerada uma grande inimiga do cafeicultor, exigindo manejo preventivo como principal estratégia de controle.
A doença ataca de forma agressiva em dois períodos críticos: na pré e pós florada. Porém, muitas vezes, o produtor só percebe o ataque quando os sintomas já se manifestaram, dificultando o controle.
Por isso, proteger a produtividade dos cafezais e a qualidade do grão contra a mancha-de-phoma, especialmente na crucial fase da floração, deve ser uma prioridade máxima para o produtor.
Neste conteúdo, você vai conhecer em detalhes a mancha-de-phoma, quais são os sintomas característicos, as condições climáticas que favorecem o seu surgimento e o seu impacto na produtividade e na qualidade do café.
Também entenda quais as melhores estratégias para incluir no seu programa de manejo integrado de doenças, para proteger a saúde e o potencial produtivo do seu cafezal.
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A mancha-de-phoma (Phoma spp.) é uma doença fúngica de grande impacto econômico para a cultura do café, considerada uma das mais importantes e severas que atingem os cafezais. Seu potencial de dano é alto, podendo causar perdas de até 50% na produção, afetando a rentabilidade do produtor.
O fungo pode atacar diversas partes do cafeeiro, incluindo folhas, flores, frutos e ramos, produzindo lesões bem características. A penetração do patógeno é facilitada por danos mecânicos no tecido da planta, criando uma porta de entrada para a infecção.
A doença é de fácil identificação em campo, pois se inicia pelos ponteiros da planta, sendo visível nos três primeiros pares de folhas da parte aérea. Os sintomas iniciais caracterizam-se pela formação de manchas irregulares, rugosas e de coloração escura nas folhas, que podem atingir até 2 cm de diâmetro.

Conforme a infecção progride, provoca uma curvatura característica nas bordas das folhas, que podem apresentar rachaduras. O fungo avança para os ramos, causando lesões deprimidas e escuras, um sintoma também conhecido como “seca dos ponteiros”, que pode envolver todo o diâmetro do ramo.
Os danos também se estendem às estruturas reprodutivas do café. Quando o ataque ocorre na fase pré-florada, provoca danos e a queda de botões florais, podendo comprometer totalmente a floração. No período pós-florada, causa a mumificação e a queda dos chumbinhos.
Todos esses danos interferem diretamente no potencial produtivo da safra atual e das seguintes. Assim como as brotações novas podem ser prejudicadas pela mancha-de-phoma, a granação pode ser comprometida, o que reduz a produtividade do café e pode, por fim, interferir na qualidade da bebida.
Características que contribuem para o surgimento da mancha-de-phoma no cafezal
A mancha-de-phoma é uma doença do café mais comum e severa em regiões de altitude elevada, acima de 900 metros, como aquelas encontradas em algumas partes do Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Espírito Santo e oeste da Bahia, onde condições de temperaturas amenas, ventos frios e alta umidade, típicas do inverno e do início da primavera, favorecem seu desenvolvimento.
É o que ocorreu na safra de café de 2025, em Minas Gerais. Segundo Felipe Borges, integrante da equipe de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, os casos de phoma se intensificaram após a queda de temperatura na maioria das regiões produtoras do estado.
Além disso, a umidade elevada, seja proveniente de chuvas frequentes ou de orvalho, é um dos principais catalisadores da doença. Períodos prolongados de molhamento foliar (acima de quatro horas) são suficientes para que os esporos germinem e infectem os tecidos jovens da planta.
Práticas de manejo inadequadas também podem favorecer o surgimento e a propagação da mancha-de-phoma. A presença de restos culturais não eliminados serve como fonte de inóculo, permitindo que o fungo sobreviva entre safras e reinfecte as plantas.
A escolha inadequada da área de plantio e a falta de quebra-ventos também facilitam a disseminação do patógeno e a ocorrência de danos mecânicos nas folhas, que funcionam como portas de entrada para a infecção.
Outro fator relevante é o desequilíbrio nutricional das plantas. A deficiência ou o excesso de certos nutrientes pode aumentar a suscetibilidade do cafeeiro à mancha-de-phoma.

Diante desses fatos, fica claro que esperar pelo aparecimento dos sintomas não é uma opção para o cafeicultor que busca proteger sua produtividade e rentabilidade. O manejo preventivo é essencial para o controle efetivo da mancha-de-phoma.
Ataque primeiro: invista na prevenção da mancha-de-phoma
Como bem diz o ditado popular, prevenir é sempre melhor do que remediar! Normalmente, as condições mais favoráveis para o surgimento da mancha-de-phoma ocorrem na época da florada.
Esse é o período mais importante quando pensamos no controle da mancha-de-phoma, quando são indicadas aplicações na pré e pós-florada. Porém, é preciso destacar a importância da adoção de medidas preventivas visando a redução do inóculo inicial do fungo.
A adoção de estratégias preventivas de manejo é fundamental para criar um ambiente desfavorável ao desenvolvimento da mancha-de-phoma. É o que destaca Rodrigo Ticle Ferreira, engenheiro-agrônomo do município de Araxá (MG), que fala sobre a importância de ações preventivas e do uso de tecnologias para o controle da mancha-de-phoma no café:
Dentre as medidas preventivas, a implantação de quebra-ventos, a eliminação de restos culturais e o manejo nutricional equilibrado estão entre as estratégias recomendadas, desempenhando um papel importante no manejo da mancha-de-phoma no cafezal.
Além disso, a utilização preventiva de fungicidas específicos, integrada a essas práticas de manejo integrado, é essencial para o controle eficaz da doença. A escolha do fungicida deve ser baseada na especificidade das doenças presentes nas áreas de cultivo, levando em consideração seu histórico, as condições climáticas, bem como a evolução e a agressividade das patologias.
Assim, o controle químico preventivo contribui para a redução da pressão do inóculo e fortalece a estratégia de manejo integrado da doença.
Miravis® Duo: inovação e potência no controle da mancha-de-phoma no café

Para enfrentar os desafios das doenças, a Syngenta apresenta MIRAVIS® Duo, um fungicida que oferece controle superior de doenças, com destaque para a mancha-de-phoma no café.
MIRAVIS® Duo combina dois princípios ativos de alto desempenho: difenoconazol (triazol) e a exclusiva tecnologia ADEPIDYN® (pidiflumetofen). Essa formulação avançada confere ação tripla ao produto – preventiva, curativa e antiesporulante.
A tecnologia ADEPIDYN® representa um marco inovador no controle de doenças, inaugurando um novo grupo químico de fungicidas. Essa molécula exclusiva oferece alto desempenho com residual prolongado, assegurando proteção contínua para o cafezal. Sua ação complementar ao difenoconazol potencializa o controle da mancha-de-phoma.
Entre as principais vantagens de MIRAVIS® Duo, destacam-se seu amplo espectro de ação e sua flexibilidade. Tradicionalmente recomendado para as importantes janelas de pré e pós-florada do café, a eficácia de MIRAVIS® Duo se estende por todo o ciclo do cafezal, entregando um poderoso controle da mancha-de-phoma durante o ano todo.
Assim, MIRAVIS® Duo consolida-se como ferramenta essencial no manejo da mancha-de-phoma e de outras doenças do café, protegendo a produtividade e a rentabilidade do cafeicultor brasileiro!
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