O cenário agrícola recente tem demonstrado que a pressão fitossanitária está cada vez mais intensa e imprevisível, com patógenos que antes estavam restritos a certas regiões se expandindo e causando perdas significativas de produtividade.  

Diante dessa realidade, a chave para um manejo eficaz das doenças da soja está, cada vez mais, exigindo uma abordagem mais estratégica, que começa muito antes do que se costumava praticar.  

A ciência por trás dessa estratégia é que a base para uma lavoura sadia é a proteção da soja, ainda nos estágios iniciais do desenvolvimento. Esse é o ponto de partida para a construção de uma planta mais forte e resiliente, capaz de expressar seu máximo potencial genético. 

Entenda, nesse conteúdo, porque a proteção da soja, em especial das folhas do baixeiro, é importante e como a aplicação antecipada pode contribuir para o manejo do complexo de doenças da soja. 

O baixeiro da soja: por que a base da sua lavoura é uma das partes mais vulneráveis? 

Apesar de a atenção do produtor estar naturalmente voltada ao dossel médio e superior da soja, uma das bases para uma lavoura saudável e produtiva reside mais abaixo. É no terço inferior da soja, conhecido como baixeiro, que quase metade da produtividade da soja é definida. 

Campo de soja com plantas jovens crescendo em fileiras sob um céu limpo. Um espaço de palhada seca, possivelmente da área destinada ao transito de máquinas, separa duas áreas da plantação.

Além disso, também é no baixeiro da soja que as principais doenças da cultura encontram as condições ideais para se instalar e iniciar o ciclo de infecção que, se não for controlado a tempo, pode comprometer o potencial produtivo da cultura. 

O principal desafio no manejo de doenças no baixeiro surge com o desenvolvimento da própria lavoura. À medida que as plantas crescem e as entrelinhas se fecham, a parte inferior da soja se transforma em um microclima completamente diferente do restante do campo.  

Esse ambiente se torna mais úmido, com pouca incidência de luz solar e circulação de ar reduzida. Essa combinação de fatores é extremamente favorável à proliferação de patógenos quejá estão presentes na semente, e na área alojados em restos culturais de safras anteriores ou em plantas daninhas presentes no campo. 

Essa proximidade com a principal fonte de inóculo faz das folhas do baixeiro o ponto de partida para o complexo de doenças. Assim, as infecções iniciais se estabelecem nessas folhas inferiores, muitas vezes de forma silenciosa, antes de se espalharem pela lavoura. 

Quando o problema se torna aparente, já pode ser tarde demais para um controle eficaz, e as perdas de produtividade são inevitáveis. 

É por isso que entender a dinâmica do baixeiro é uma estratégica essencial para garantir a sanidade da lavoura do início ao fim do ciclo. 

Leia também: Manchas foliares: uma ameaça à produtividade da soja 

O ponto de partida das principais doenças da soja: as folhas do baixeiro 

Para que uma doença se manifeste, três fatores precisam interagir: patógeno, hospedeiro suscetível e ambiente favorável.  

Infográfico destacado interação entre patógeno/praga, hospedeiro e ambiente.
O manejo das doenças requer a compreensão dos componentes e suas interações. Fonte: Embrapa 

O baixeiro da soja, especialmente após o fechamento das entrelinhas, cria o ambiente ideal que completa essa tríade, funcionando como uma verdadeira incubadora para os principais fungos que ameaçam a cultura. 

Sem a incidência direta do sol e com a circulação de ar restrita, a água da chuva ou do orvalho permanece sobre as folhas do baixeiro por muito mais tempo, criando a condição ideal para patógenos, em especial daqueles de origem fúngica. 

Doenças, como cercosporiose e antracnose, por exemplo, são fortemente favorecidas por condições de alta umidade.  

Outro fator a ser considerado é a proximidade das folhas do baixeiro com a fonte de patógenos. Fungos necrotróficos, como os que causam manchas foliares, sobrevivem nos restos culturais e nas daninhas presentes nas entrelinhas.  

Assim, as folhas do baixeiro são as primeiras a serem atingidas pelos respingos de chuva que carregam esses esporos do solo, da palhada ou de outras plantas infectadas, iniciando o ciclo da doença. 

Essa dinâmica mostra que o patógeno já pode estar presente na área desde o início do ciclo e o crescimento das plantas e fechamento das entrelinhas apenas consolida um microclima favorável para o desenvolvimento das doenças. 

A distribuição das doenças da soja vem se alterando e a pressão se intensificando 

As safras recentes têm sido marcadas por uma nova e preocupante dinâmica fitossanitária na cultura da soja. Cenários climáticos irregulares, como observado na última safra de soja, favoreceram a disseminação de um complexo de doenças fúngicas que antes se concentravam em regiões específicas.  

O exemplo mais expressivo dessa mudança é o avanço da podridão de vagens e grãos, também conhecida como “anomalia da soja”. A doença, que ganhou visibilidade nacional na safra 2021/2022, expandiu-se para além de suas áreas tradicionais no Mato Grosso, sendo detectada no Tocantins, Pará e Mato Grosso do Sul.  

A gravidade do problema é tamanha que o IMEA (Instituto Mato-Grossense De Economia Agropecuária) estimou um prejuízo potencial de R$ 9,67 bilhões em apenas em uma safra, um montante que totaliza uma perda de mais de 50 milhões de sacas de soja

Além da podridão de vagens e grãos, também vem sendo observada uma mudança no perfil das doenças predominantes nas principais regiões produtoras de soja do país. 

Na última safra, com uma pressão reduzida da ferrugem-asiática no sul do país, outras doenças ganharam força. Especialistas relataram que doenças como a antracnose, mais comuns no Cerrado, agora também estão presentes na região sul.  

Essa nova realidade já impacta o manejo: produtores no noroeste gaúcho, por exemplo, já incluíram no Manejo Integrado de Doenças (MID) pulverizações preventivas para se antecipar ao problema. 

Enquanto isso, na região Centro-Oeste, o avanço geral da cercosporiose na região, assim como de outras doenças, reforça a importância de um monitoramento rigoroso e de um controle preventivo. 

Esse cenário evidencia que a distribuição das doenças da soja está mudando, e patógenos, antes regionalizados, agora representam uma ameaça para a soja em escala nacional. 

O momento de ouro: o poder da aplicação antecipada na soja 

Diante de um cenário de alta pressão e avanço de doenças em diferentes regiões do país, o sucesso do manejo fitossanitário não depende apenas da escolha do produto ideal, mas como também do momento de aplicação ideal.  

Aplicações preventivas tem se mostrado uma decisão estratégica dentro de um programa de manejo fitossanitário, direcionando as aplicações aos 30 dias após a emergência. 

É nesse momento que o produtor tem a oportunidade de reforçar a proteção da base da lavoura de forma eficaz, construindo a sanidade de que a planta precisará para se desenvolver com vigor para produzir. 

Por que antecipar a aplicação de fungicidas na soja? 

O principal motivo para antecipar a primeira aplicação de fungicidas é proteger as plantas em um dos momentos em que elas estão mais suscetíveis ao ataque de patógenos. Assim, a soja pode dedicar toda a sua energia para o seu crescimento, que, futuramente, se converterá em mais produtividade para o produtor. 

Essa abordagem preventiva permite manejar essas doenças da soja, em especial as manchas foliares e a podridão de vagens e grãos, quebrando o ciclo das doenças e impedindo que as infecções se estabeleçam na lavoura. 

A aplicação antecipada é um investimento estratégico dentro de um programa de Manejo Integrado de Doenças (MID) na soja, estabelecendo uma base sólida de sanidade que preserva o potencial produtivo. Os principais benefícios da aplicação antecipada são: 

  • Redução da pressão do inóculo inicial dos patógenos; 
  • Fungicidas são mais eficientes em estágios iniciais dos fungos; 
  • Melhor cobertura e deposição do fungicida nas folhas; 
  • Garante as folhas do baixeiro sadias por mais tempo e são essenciais para garantir o potencial produtivo; 
  • Aumento de produtividade 

Porém, para executar essa estratégia de manejo antecipado com máxima eficácia, é fundamental contar com uma ferramenta ideal, de amplo espectro, com a flexibilidade necessária para se adaptar aos novos desafios fitossanitários da soja. 

Nesse contexto, a Syngenta apresenta ALADE® como a solução ideal para essa aplicação antecipada na soja, oferecendo a tecnologia e a confiança necessárias para blindar a lavoura desde os estágios iniciais 

ALADE®: o fungicida para soja da Syngenta que oferece consistência, flexibilidade e seletividade, para proteger a sua soja em qualquer situação 

Banner do fungicida ALADE®, da Syngenta. Um pulverizador aplica o produto sobre uma vasta lavoura de soja ao pôr do sol. O texto diz: "Antecipe o manejo e controle das doenças da soja com ALADE®".

Para executar a estratégia de manejo antecipado, é preciso uma ferramenta que combine consistência, flexibilidade e seletividade.  

Todas essas características podem ser encontradas em ALADE®, um fungicida da Syngenta que conta uma formulação exclusiva, composta por três ingredientes ativos de alta eficácia que atuam de forma sinérgica para um controle superior do complexo de doenças da soja.  

São eles: 

  • Solatenol: ingrediente do grupo químico das carboxamidas, com alta capacidade de aderência e penetração nas folhas, proporcionando um efeito preventivo duradouro, ideal para o controle de doenças antes da sua infecção. 
  • Ciproconazol: triazol sistêmico que oferece controle eficaz de ferrugem-asiática e outras doenças foliares, sendo altamente seletivo para a soja, proporcionando proteção das folhas e da planta como um todo. 
  • Difenoconazol: outro triazol de amplo espectro, especializado no controle de doenças, além de apresentar excelente mobilidade dentro da planta, proporcionando uma proteção completa contra uma variedade de patógenos. 

Tradicionalmente utilizado em aplicações no pré-fechamento da soja (entre 45 e 60 DAE), ALADE® agora tem sua recomendação de uso ampliada, podendo ser aplicado de forma antecipada aos 30 dias após emergência para o reforço do controle preventivo de doenças da soja. 

Essa flexibilidade permite que o produtor inicie o controle preventivo mais cedo, construindo a sanidade da lavoura com uma proteção mais consistente e duradoura ao longo da safra. 

Benefícios da aplicação antecipada de ALADE® na prática 

Mais do que apenas proteger, ALADE® estabelece uma das bases do manejo fitossanitário da soja para a construção de uma lavoura mais resiliente e produtiva.  

Na prática, esses diferenciais se manifestam em benefícios para o produtor: 

Consistência no controle do complexo de doenças da soja 

A formulação exclusiva de ALADE® oferece um amplo espectro de controle. Isso proporciona uma performance consistente e de alta eficácia contra as principais doenças que ameaçam a cultura, incluindo ferrugem-asiáticadoenças de final de ciclomanchas foliares, oídio e a podridão de vagens e grãos (anomalia da soja). 

Máxima seletividade e segurança para a lavoura 

Um dos principais diferenciais de ALADE® é sua alta seletividade, que permite o uso seguro do produto sem prejudicar o desenvolvimento da soja.  

Essa característica é especialmente importante nas aplicações antecipadas, quando as plantas são mais jovens e o uso de produtos seletivos é crítico para um crescimento saudável e sem estresse fisiológico. 

Flexibilidade no manejo 

A flexibilidade de ALADE® é outro diferencial do produto. Ela se molda ao planejamento de do programa de manejo fitossanitário do produtor, e isso só é possível graças a sua formulação moderna, que entrega um efeito residual prolongado.  

Seus ativos de alta performance, especialmente o solatenol, oferecem excelente aderência e penetração, permanecendo por mais tempo nas folhas para proporcionar uma proteção mais consistente e duradoura. 

Na prática, essa maior janela de proteção oferece ao produtor mais segurança e flexibilidade para as aplicações na lavoura, seja no manejo antecipado seja na aplicação de pré-fechamento da soja. 

Com a lavoura protegida por um período maior, o agricultor ganha mais liberdade para tomar decisões, podendo adaptar o calendário de pulverizações às condições climáticas e à sua logística operacional.  

Assim, ALADE® entrega a consistência, seletividade e flexibilidade necessários para um controle superior do complexo de doenças da soja. Com ALADE®, o agricultor tem em mãos uma poderosa ferramenta para construir resultados duradouros. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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