As doenças foliares estão entre as principais ameaças à produtividade da soja, acelerando a desfolha em condições favoráveis. Entenda como elas comprometem o potencial produtivo da lavoura e quais estratégias garantem um manejo mais eficiente.

cultura da soja é uma das mais expressivas no Brasil, já que o nosso país é o maior produtor e exportador do grão.

Durante a safra, a cultura pode sofrer danos durante todo o ciclo, com o aparecimento de doenças capazes de comprometer seriamente a produtividade e, consequentemente, o retorno financeiro dos agricultores. 

Além da conhecida ferrugem-asiática, provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, o produtor também deve permanecer atento às manchas foliares, já que essas doenças são capazes de prejudicar severamente a lavoura.

A seguir, confira quais são as principais doenças foliares da soja, causas, sintomas e técnicas de manejo mais apropriadas. 

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8 doenças foliares da soja 

Para a melhor tomada de decisão em relação às ferramentas de manejo contra fungos na soja, é importante conhecer as principais doenças foliares que incidem nas lavouras, assim como os sintomas que as plantas apresentam. 

1. Mancha-alvo

mancha-alvo na soja é uma doença causada pelo fungo Corynespora cassiicola. Essa enfermidade é facilmente reconhecida pelas lesões circulares que provoca, cuja coloração varia de castanho-clara a escura.  

A doença manifesta-se tipicamente nas folhas inferiores da planta durante o final do ciclo de cultivo. O principal impacto dessa infecção é a queda prematura das folhas (desfolha), o que pode prejudicar o desenvolvimento final da cultura. 

 O desenvolvimento e a dispersão da mancha-alvo são favorecidos por clima quente-úmido, dossel fechado e molhamento foliar prolongado.

Mancha-alvo na soja.

Crédito: Soares et al., 2009.

2. Antracnose

antracnose é uma doença provocada por fungos do gênero Colletotrichum e ataca diretamente os órgãos reprodutivos da planta, causando a queda das flores e das vagens. Como consequência, reduz o rendimento dos grãos e a qualidade das sementes e pode afetar até 30% da produtividade. 

Ela desenvolve-se principalmente em ambientes úmidos e de temperaturas entre moderada e alta. Áreas com alta densidade de plantas costumam concentrar mais umidade, tornando-se ainda mais propícias para o ataque do fungo causador da antracnose. 

Entre os sintomas, podemos citar: 

  • morte das plântulas; 
  • surgimento de manchas de coloração escura nas folhas, hastes e vagens; 
  • deterioração das sementes; 
  • aparência retorcida das vagens infectadas. 

Antracnose

3. Mancha-parda (Septoriose)

Também conhecida como mancha-parda, a septoriose é causada pelo fungo Septoria glycines e tem a ocorrência favorecida em ambientes quentes e úmidos. É facilmente disseminada pelo vento e pode ser conduzida de uma folha para outra por gotas d’água. 

O principal sintoma é o surgimento de pontos pardos nas folhas da cultura, que evoluem e formam manchas com halos amarelados e centro de cor castanha. 

Capaz de infectar a lavoura em qualquer fase de desenvolvimento, a septoriose pode provocar a desfolha e a maturação precoce, comprometendo a qualidade dos grãos e a produtividade. 

Septoriose

4. Oídio

Causado pelo fungo Erysiphe diffusa (sin. Microsphaera diffusa), o oídio é uma doença bastante comum na cultura da soja, favorecido principalmente pela baixa umidade e por temperaturas entre 18 ⁰C e 24 ⁰C. 

Seu principal sintoma é a formação de uma fina cobertura esbranquiçada, constituída de micélio e esporos pulverulentos do fungo, que se desenvolve em toda a parte aérea da planta. Quando esses pontos cobrem as folhas da planta, reduzem a taxa fotossintética. 

Trata-se de uma doença que preocupa os agricultores, pois pode provocar perdas de até 20% de produtividade, além de haver fácil dispersão dos esporos e ocorrer em qualquer estádio de desenvolvimento da lavoura. 

Oídio

5. Cercosporiose

A cercosporiose é uma doença provocada pelo fungo Cercospora kikuchii e afeta a soja principalmente no final do ciclo, sendo mais comum em regiões úmidas e quentes do Cerrado. 

Essa doença pode atacar todas as partes da soja, provocando o surgimento de pontos escuros nas folhas, que coalescem e formam grandes manchas. Como consequência, ocorre a desfolha prematura e o aparecimento de manchas castanho-avermelhadas nas vagens. 

As sementes afetadas pela C. kikuchii apresentam o sintoma conhecido como mancha-púrpura da semente, com a produção de grãos de baixa qualidade. Sem o manejo correto, a cercosporiose pode provocar a redução de 20% da produtividade.

Cercosporiose

6. Mancha olho-de-rã

A mancha olho-de-rã é uma doença fúngica da soja, cujo agente etiológico é o Cercospora sojina 

Os sintomas da mancha olho-de-rã tipicamente começam na superfície superior da folha como pequenos pontos ou manchas com aspecto de tecido encharcado. Essas marcas evoluem rapidamente para lesões circulares ou irregulares, que apresentam uma aparência característica: centro de coloração castanho-clara ou cinza e uma margem de coloração castanho-avermelhada.  

É esse contraste que dá origem ao nome “olho-de-rã”. 

7. Míldio

O míldio é uma doença foliar amplamente disseminada na cultura da soja, causada pelo oomiceto Peronospora manshurica 

Os sintomas iniciais aparecem nas folhas jovens como manchas que variam de verde-claro a amarelo-claro na superfície superior. Com o avanço da doença, as lesões mais antigas mudam de cor, tornando-se marrom-acinzentadas ou marrom-escuras, mantendo bordas verde-amareladas.  

Um sintoma distintivo do míldio é a frutificação do patógeno: em condições de alta umidade, na parte inferior da folha, formam-se tufos com aparência cotonosa, de coloração cinza a púrpura-clara. Isso auxilia a diferenciá-lo de outras enfermidades da soja. 

Essa doença foliar da soja é favorecida por alta umidade e temperaturas que variam entre 15 °C e 22 °C. Sua disseminação no campo é facilitada principalmente pelo vento. 

8. Ferrugemasiática

A ferrugem-asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é uma das doenças mais destrutivas da soja no mundo e foi identificada no Brasil a partir da safra 2000/01.  

A ferrugem-asiática inicia com pontuações cloróticas; na face inferior formam-se uredínias que liberam urediniósporos cor canela. Em condições de molhamento foliar prolongado e 18–26 °C, a doença evolui rapidamente e causa desfolha. 

Também é comum ver pequenos halos amarelados ao redor das manchas. Quando a lesão para de soltar esporos, ela pode ser identificada pelos poros abertos. 

Ferrugem-asiática.

Como proteger a soja das manchas foliares?

O manejo de doenças foliares na cultura da soja é fundamental para proteger a lavoura e auxiliar na manutenção da produtividade. A proteção contra manchas envolve a construção da sanidade da lavoura desde o tratamento de sementes até as últimas aplicações, considerando a necessidade de aplicações antecipadas no período vegetativo. 

Ao realizar a aplicação nas fases ideais, antes que os patógenos causem danos significativos ou se estabeleçam na cultura, é possível evitar a alta pressão de doenças na lavoura e, consequentemente, preservar a saúde e o potencial produtivo da soja. 

ALADE®: conheça a solução da Syngenta 

Para auxiliar o produtor na proteção da lavoura, a Syngenta desenvolveu ALADE®, o único fungicida que conta com três ativos de alta eficácia em sua composição, capazes de maximizar o controle dos fungos causadores da antracnose, septoriose, oídio, cercosporiose, entre outras. Observe: 

  • Solatenol: carboxamida moderna com alta capacidade de aderência e de penetração nas folhas; 
  • Ciproconazol: triazol que apresenta alta mobilidade, extremamente eficiente no controle da ferrugem-asiática; 
  • Difenoconazol: outro ativo do grupo dos triazóis, bastante eficaz no controle de oídio, antracnose e manchas. 

O efeito sinérgico obtido dessa combinação faz com que ALADE® tenha um amplo espectro de ação, agindo de maneira eficaz na proteção contra diversas doenças que atacam a lavoura de soja, contando com uma formulação moderna. 

Infográfico demonstrando o posicionamento de Alade na cultura da soja.

Benefícios do ALADE® para a cultura da soja 

O controle das doenças foliares é essencial para manter a sanidade da lavoura e preservar o potencial produtivo da soja. Nesse sentido, ALADE® se destaca ao oferecer ação preventiva e prolongada na soja. 

Outras vantagens oferecidas pelo fungicida incluem: 

  • Dupla ação sistêmica: os triazóis (ciproconazol e difenoconazol) possuem alta mobilidade e dupla ação sistêmica, garantindo proteção tanto nas folhas já formadas quanto nas novas, o que resulta em controle prolongado das manchas foliares. 
  • Alta aderência e penetração nas folhas: o solatenol proporciona melhor fixação e absorção do produto, favorecendo o controle mesmo em condições desafiadoras e mantendo a sanidade foliar por mais tempo. 
  • Aplicação simplificada com Empowered Control®: a tecnologia exclusiva melhora o espalhamento e a retenção do fungicida nas folhas, dispensando o uso de adjuvantes e potencializando o controle das manchas. 

ALADE® combina Solatenol® (SDHI, ação translaminar e forte residual) com dois triazóis sistêmicos (ciproconazol + difenoconazol), ampliando o espectro e a consistência sobre ferrugem, oídio, antracnose, septoriose e cercosporiose. Atua preventivamente e com atividade pós-infecção inicial (antiesporulante), podendo ser posicionado antes do fechamento do dossel, e no reprodutivo, em associação a multissítios e com rotação de MoA. Conforme bula, não necessita adjuvante. 

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A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas. 

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