Por ser cultivado em uma variedade de ambientes e ser uma cultura mais suscetível ao ataque de diversas pragas e doenças, o tomate é considerado uma cultura de alto risco. Assim, demanda certas exigências em insumos e serviços que aumentam o investimento necessário para sua produção.

A ocorrência de doenças é um dos principais fatores que limitam a rentabilidade das lavouras de tomate. Dentre os principais patógenos que afetam a cultura, destacam-se os causadores das manchas foliares e da requeima, que atacam a parte aérea das plantas, comprometendo a fotossíntese e, consequentemente, a produtividade.

Para controlar essas doenças de maneira eficiente, devem ser adotadas boas práticas de manejo, incluindo ferramentas de alta performance e com amplo espectro de controle.

A seguir, confira quais são as principais doenças do tomateiro, os sintomas e as técnicas de controle. 

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6 Principais doenças do tomate

Para definir o manejo ideal no controle de doenças do tomate, é importante saber identificar cada uma delas.

As manchas foliares prejudicam a produção do tomateiro, pois reduzem a área de fotossíntese ativa da folha. Ou seja, nas partes onde há manchas, não acontece produção de energia, acarretando a diminuição da produtividade e da qualidade dos frutos.  

As principais manchas foliares do tomate são a pinta-preta (mancha de alternária) e a Septoriose (mancha-de-septória). 

Conheça as características dessas e de outras doenças comuns no tomateiro:

1. Pinta-preta (Alternaria solani) 

pinta-preta, também conhecida como mancha-de-alternária, geralmente ocorre em regiões de temperatura e umidade elevadas. Esses fatores favorecem a sua incidência, por isso, o problema é mais severo em épocas quentes e chuvosas.  

Alternaria solani é considerada um grave problema para o tomateiro, podendo causar perdas de aproximadamente 80% da produção. 

A pinta-preta pode atacar a planta em qualquer estádio, provocando a diminuição da área foliar, comprometendo seu vigor e depreciando os frutos. 

Sintomas da pinta-preta no tomateiro 

Os primeiros sintomas da pinta-preta nas folhas do tomateiro caracterizam-se pelo surgimento de lesões necróticas marrom-escuras, com anéis concêntricos e bordas bem definidas, podendo ou não apresentar halo clorótico. 

Sintoma de pinta-preta em folha de tomateiro.

Em caules e pecíolos, as manchas podem aparecer já nas plantas adultas, e têm como características a coloração marrom-escuro, formas alongadas, afundadas, com ou sem halos concêntricos. Em plantas jovens podem formar cancros no colo das plântulas, que ocasionam o tombamento e a morte das mesmas. 

Os sintomas nos frutos de tomate manifestam-se primariamente como manchas necróticas com as seguintes características: 

  • Localização: aparecem na região entre o cálice e o fruto. 
  • Coloração: geralmente são de tom escuro. 
  • Textura: firme (não moles) 
  • Forma: são deprimidas (afundadas) na superfície do fruto. 
  • Padrão: frequentemente exibem anéis concêntricos distintos. 

Sobrevivência e dispersão da pinta-preta 

O fungo Alternaria solani pode sobreviver entre uma safra e outra, em restos culturais e em plantas voluntárias remanescentes.  

Além disso, o fungo da pinta-preta pode permanecer viável no solo na forma de micélio, esporos ou clamidósporos. Os conídios são resistentes à baixa umidade, sobrevivendo por até dois anos nessas condições.  

Isso faz com que a disseminação do fungo via equipamentos agrícolas, materiais de armazenagem e tutoramento, como caixas de colheita, estacas e até mesmo sementes, seja comum e outra fonte de preocupação para o produtor. 

Sua dispersão ocorre pela ação de água, vento, trabalhadores, equipamentos, insetos e também pelo contato entre plantas sadias e infectadas.

2. Septoriose (Septoria lycopersici)

Também chamada de mancha-de-septória, a Septoriose ocorre em todas as regiões de cultivo do tomate e apresenta grande importância econômica, tanto por estar amplamente distribuída, como também pelo seu alto potencial destrutivo, podendo acabar com toda a plantação. 

Sintomas da Septoriose no tomateiro 

Os sintomas iniciais da Septoria lycopersici podem ser observados pelo surgimento de manchas circulares e elípticas nas folhas mais velhas. Elas apresentam as bordas escuras e o centro cor de palha, área onde podem ser visualizadas pontuações pretas, que são as frutificações do patógeno. Geralmente, há um halo amarelado estreito em volta das lesões. 

Sintoma da Septoriose no tomateiro.

As manchas frequentemente coalescem e provocam: 

  • crestamento foliar; 
  • queima intensa das folhas do baixeiro; 
  • desfolha das plantas 

Em ataques severos podem ocorrer também lesões em hastes, pedúnculo e cálice, com manchas que costumam ser menores e mais escuras. Dificilmente os frutos são afetados pela doença. 

Em condições climáticas muito favoráveis e cultivar suscetível, as lesões podem ultrapassar 5 mm de diâmetro, sendo mais facilmente confundidas com lesões da pinta-preta.

3. Requeima

Causada pelo oomiceto Phytophthora infestans, a requeima é uma das doenças mais agressivas ao tomateiro, podendo dizimar culturas inteiras em poucos dias quando as condições ambientais são muito favoráveis ao desenvolvimento do patógeno, com temperaturas amenas e alta umidade relativa do ar. 

Sintomas de requeima no tomateiro

Podendo ocorrer em qualquer fase do desenvolvimento do tomateiro, a requeima afeta agressivamente todos os órgãos da parte aérea da planta, mas os primeiros sintomas geralmente ocorrem na metade superior, em folhas e brotos mais jovens. 

Nas folhas, inicialmente, surgem manchas escuras e encharcadas que aumentam de tamanho rapidamente e atingem grande parte do limbo foliar, evoluindo para um aspecto de queima geral da planta, motivo pelo qual a doença recebeu o nome de requeima. Na face inferior da lesão, surge uma camada pulverulenta esbranquiçada, que é a esporulação do fungo. 

Sintoma de requeima em tomate.

Manchas escuras também podem ocorrer de forma semelhante no caule, pecíolos e no ráquis do tomateiro. Nesses casos, geralmente elas são superficiais, quebradiças e podem causar a morte da porção acima da lesão. 

Nos frutos, as lesões são manchas escuras com aspecto oleoso e consistência firme, causando uma “podridão dura“, mas sem provocar sua queda. Os frutos infectados podem se tornar amolecidos no decorrer do tempo, por conta da contaminação por microorganismos oportunistas.  

Em condições favoráveis, o patógeno produz grande número de esporos móveis conhecidos como zoósporos, responsáveis pelas infecções e epidemias. No período em que a temperatura e a umidade são desfavoráveis ao seu desenvolvimento, o fungo produz estruturas de resistência conhecidas como oósporos, que o ajudam a sobreviver até que as condições sejam novamente favoráveis. Os oósporos podem inclusive permanecer viáveis no solo de três a quatro anos.

4. Oídio

Oídio (Oidium sp), é uma das doenças fúngicas mais comuns e prejudiciais que atinge o tomateiro. Essa infecção se manifesta principalmente na face superior das folhas mais velhas e do baixeiro da planta, progredindo para a parte superior da planta com o avanço da doença. 

Facilmente reconhecido, o oídio se apresenta como um revestimento de coloração esbranquiçada ou cinzenta, que mais parece um “pó ou farinha branca” espalhada sobre a superfície das folhas. 

Para germinar e disseminar de forma agressiva, o fungo do oídio exige condições específicas, como umidade baixa e temperaturas elevadas, de até 35ºC.

Sintomas do oídio no tomateiro 

Identificar os sintomas precocemente é crucial para o controle do oídio. 

  • Manchas iniciais: nas folhas, surgem primeiro pequenas manchas amareladas. 
  • Dano foliar: essas manchas crescem rapidamente, sendo que, no centro dessas manchas, começa um processo de necrosamento foliar.  
  • Formação da camada: as folhas infectadas começam a murchar e, se as condições de temperatura e umidade forem adequadas, começa a ser formada a cada esbranquiçada típica da doença na face superior das folhas. 
  • Atingimento de tecidos: a manifestação é geralmente mais severa nas folhas mais velhas. As folhas afetadas podem cair, mas muitas vezes permanecem presas à planta, secas e penduradas. 

5. Mancha-bacteriana

A mancha-bacteriana é uma doença séria e disseminada na cultura do tomateiro, causada pela bactéria do gênero Xanthomonas spp. Ela tem a capacidade de afetar praticamente todas as partes aéreas da planta, incluindo folhas, caules, ramos e frutos.  

A doença se manifesta através de lesões necróticas (tecido morto) que variam conforme a parte da planta. 

A proliferação da bactéria Xanthomonas spp. é rápida, favorecida por fatores ambientais e falhas no manejo, sendo a principal via de transmissão o uso de sementes infectadas e, principalmente, mudas contaminadas. 

O desenvolvimento da mancha-bacteriana é acelerado por condições climáticas específicas, sendo uma doença do tomateiro comum no período do verão, período em que prevalecem condições de altas temperaturas e umidade elevada. 

Práticas, como o armazenamento e manejo inadequados de sementes e mudas, também contribuem de forma crucial para a disseminação da mancha-bacteriana na cultura do tomate. 

Sintomas da mancha-bacteriana no tomateiro

  • Nas folhas: inicialmente, surgem manchas grandes de formato irregular e cor verde-escura. Com a evolução, as manchas coalescem e adquirem um aspecto encharcado, levando à necrose e, eventualmente, à morte do tecido foliar, provocando a desfolha precoce da planta. 
  • No caule e ramos: também podem surgir manchas escuras, mas que tendem a ser menores.  
  • Frutos: as manchas são inicialmente esbranquiçadas e se assemelham a verrugas, adquirindo um centro escurecido com o tempo. 

6. Murcha-de-fusarium

A murcha-de-fusarium é uma doença fúngica devastadora, causada pelo patógeno Fusarium spp., que ataca o tomateiro e causa o rápido declínio da planta. O agente causal dessa doença infecta inicialmente as raízes do tomate, enfraquecendo a planta e progredindo para a deterioração dos tecidos. 

 Os propágulos do fungo causador da murcha-de-fusarium são introduzidos na lavoura por meio de sementes, mudas e máquinas agrícolas contaminadas e o risco de infecção aumenta drasticamente em ambientes com alta umidade no solo. 

O excesso de umidade, seja por irrigação ou chuva, não só aumenta o risco, mas também acelera a rápida disseminação do fungo.  

Além disso, áreas com histórico de nematoides, solos ácidos e mais pobres em nutrientes-chave, como cálcio, nitrogênio e fósforo, favorecem a propagação da doença. 

Sintomas de murcha-de-fusarium no tomateiro

Os primeiros sinais visíveis incluem o amarelecimento das folhas mais velhas, que murcham nas horas mais quentes do dia. Com a progressão da doença, as folhas passam a apresentar necrose marginal ou total do limbo, frequentemente acompanhadas pela queda prematura dos frutos. 

  • Dano nos frutos: apresentam um crescimento atrofiado, amadurecendo ainda pequenos e caindo prematuramente. 
  • Dano estrutural: quando cortado longitudinalmente, é possível observar uma coloração marrom característica nos tecidos do xilema do caule. Já as raízes crescem de forma reduzida ou atrofiada, apodrecendo com o tempo. 
  • Sinais de agravamento: intensa desfolha seguida da morte prematura das plantas pelo comprometimento total do sistema vascular. 

Manejo de doenças do tomateiro

Para que o controle de pinta-preta, septoriose e outras doenças do tomate seja efetivo, a adoção de práticas integradas é fundamental. 

A combinação de diferentes estratégias possibilita alcançar resultados superiores quando são analisados todos os fatores que envolvem o desenvolvimento das infecções, como patógeno, ambiente e hospedeiro.  

Entre as boas práticas, podemos destacar:  

  1. Rotação de culturas; 
  1. Plantio com materiais certificados; 
  1. Controle de plantas daninhas e plantas voluntárias; 
  1. Preparo do solo; 
  1. Adubação equilibrada; 
  1. Uso de variedades resistentes/tolerantes. 

Além disso, o controle químico é uma das ferramentas mais eficientes no controle de doenças do tomate, principalmente com o uso de tecnologias que utilizam um programa estruturado de manejo, incluindo: 

  1. Uso de fungicidas eficientes e de amplo espectro. 
  1. Rotação de diferentes modos de ação, incluindo soluções multissítio. 
  1. Conciliação das ações sistêmica, translaminar e de contato. 
  1. Escolha de ativos que ofereçam efeito preventivo e curativo. 
  1. Soluções seletivas, que podem ser utilizadas em diferentes fases do ciclo da cultura. 

Sabendo da importância do manejo de doenças na cultura do tomate, a Syngenta inovou e trouxe ao mercado Bravonil® Top, multissítio com excelentes resultados na lavoura. 

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