A requeima, ou mela, é uma das doenças mais devastadoras para as culturas de batata e tomate em todo o mundo. A rápida disseminação e o alto potencial de destruição exigem um monitoramento constante e a implementação de estratégias de manejo integradas.
Causada pela espécie Phytophthora infestans, a requeima possui alta incidência em praticamente todas as regiões onde as culturas de batata e tomate são cultivadas. Esse patógeno agressivo é responsável por perdas que comprometem toda a produção.
Este guia completo oferece informações detalhadas para auxiliar produtores e técnicos no controle eficaz da requeima. A seguir, confira características, danos, sintomas e técnicas de manejo indicadas para controle da requeima.
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Características da requeima (Phytophthora infestans)
A requeima é causada pelo oomiceto Phytophthora infestans, um patógeno altamente agressivo que ataca principalmente as partes aéreas das plantas de batata e tomate. A identificação correta dos sintomas é fundamental para o diagnóstico precoce e a implementação de medidas de controle adequadas.
Os sintomas da requeima são caracterizados por manchas encharcadas nas folhas, que evoluem rapidamente para lesões necróticas de coloração marrom-escura.
Em condições de alta umidade, um halo esbranquiçado de esporulação pode ser observado na face inferior das folhas, nas bordas das lesões. A presença do halo esbranquiçado é um sinal característico da requeima e indica a alta capacidade de disseminação do patógeno.
Lesões semelhantes podem ocorrer nos caules e pecíolos, causando o anelamento e a morte da porção da planta acima da lesão. Os frutos também podem ser afetados, apresentando manchas marrom-pálidas de consistência firme, que evoluem para o apodrecimento.

A requeima pode causar a perda total da produção em poucos dias, em condições favoráveis à doença.
Ciclo de vida da Phytophthora infestans
O ciclo de vida da Phytophthora infestans é caracterizado pela rápida disseminação dos esporos (zoósporos) pelo vento e pela água da chuva. A umidade elevada, as temperaturas amenas (entre 15°C e 25°C) e a presença de água livre sobre as folhas favorecem a germinação dos esporos e a infecção das plantas.
O patógeno pode sobreviver em tubérculos de batata infectados, em restos culturais de tomate e batata, e em plantas daninhas da família Solanaceae. A eliminação de fontes de inóculo é uma medida importante para reduzir a incidência da requeima.
Principais culturas afetadas pela requeima
As principais culturas afetadas pela requeima são as plantas da família Solanaceae, como a batata (Solanum tuberosum) e o tomate (Solanum lycopersicum).
A espécie pode infectar outros solanáceos como berinjela e petúnia e solanáceas daninhas (ex.: Solanum spp.).
Danos causados pela Phytophthora infestans
A requeima é temida por sua alta capacidade destrutiva nos tomateiros e nas plantações de batata. Em condições favoráveis, as manchas evoluem rapidamente e tornam-se escurecidas, podendo causar necrose dos tecidos e morte dos folíolos.
O aspecto de queimadura causado pela necrose é a razão pela qual a doença é chamada de requeima. Lesões semelhantes podem ocorrer no caule e pecíolos, causando a morte da porção dela que estiver acima da lesão.
Por estarem próximos à superfície do solo, frutos e tubérculos podem apodrecer por conta da doença, apresentando manchas escuras de consistência firme, com odor putrefato característico.
Técnicas de manejo para controle da requeima (Phytophthora infestans)
O controle da requeima deve ser realizado de forma integrada, combinando diferentes estratégias para minimizar os riscos de perdas na produção. A adoção de práticas preventivas e o monitoramento constante da lavoura são fundamentais para o sucesso do manejo.
As principais técnicas de manejo para controle da requeima incluem:
1. Utilização de cultivares resistentes
Optar por cultivares de batata e tomate com maior resistência à requeima é uma estratégia eficaz para reduzir a severidade da doença.
2. Eliminação de fontes de inóculo
Eliminar tubérculos de batata infectados, restos culturais de tomate e batata, e plantas daninhas da família Solanaceae reduz a população do patógeno na área. A limpeza da área de plantio é uma medida importante para prevenir a requeima.
3. Manejo da adubação
Realizar a adubação de forma equilibrada, fornecendo os nutrientes necessários para o desenvolvimento saudável das plantas, aumenta a resistência à doença. A análise do solo é fundamental para determinar as necessidades de adubação da lavoura.
4. Rotação de culturas
Evitar o plantio consecutivo de batata e tomate na mesma área reduz a população do patógeno no solo. A rotação de culturas com espécies não hospedeiras é uma prática sustentável que contribui para a saúde do solo.
5. Manejo da irrigação
Evitar o excesso de umidade nas folhas, utilizando sistemas de irrigação que não molhem a parte aérea das plantas (como o gotejamento) e irrigando preferencialmente nas horas da manhã, para que as folhas sequem rapidamente. O manejo adequado da irrigação é fundamental para reduzir a incidência da requeima.
6. Controle químico
A aplicação de fungicidas registrados para a cultura é uma ferramenta importante para o controle da requeima. A escolha do fungicida, a dose e o momento da aplicação devem ser definidos por um engenheiro agrônomo, levando em consideração a severidade da doença, as condições climáticas e o histórico da área.
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Considerada uma das doenças mais nocivas às culturas de batata e de tomate, a identificação precoce dos sintomas auxilia a adoção de práticas de manejo integradas capazes de controlar a requeima em lavouras brasileiras.
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