A safra 2025/26 começou com plantio acelerado em grande parte das regiões produtoras e expectativa de nova safra cheia. Mas, junto com o avanço da semeadura, outro fator também já se mostra presente nas primeiras áreas emergidas: os percevejos, principais pragas sugadoras da soja e responsáveis por perdas expressivas quando o manejo não é preciso.
Embora o período crítico do ataque seja por volta de R3 a R6, levantamentos técnicos e alertas regionais indicam que o produtor já entrou na nova safra com pressão latente de percevejos, por conta do clima favorável à multiplicação da praga e de um histórico recente que reforça a necessidade de vigilância absoluta.
Neste artigo, você confere o panorama atualizado da safra 2025/26, o que aprendemos nas últimas duas safras e como preparar a lavoura para que ela entre protegida no reprodutivo, especialmente com ferramentas de choque e residual que não deixem o produtor à mercê da sorte.
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Percevejos na safra de soja 2025/26: pressão latente desde o início
A safra 2025/26 de soja começou com forte ritmo de plantio em boa parte do Cerrado e do Sul, em um cenário de clima sob influência de La Niña fraco, com tendência de chuvas irregulares e janelas de calor em várias regiões.
Esse tipo de condição costuma favorecer pragas “de sistema”, como os percevejos, que atravessam a entressafra em milho, algodão e plantas daninhas e encontram alimento quase o ano todo.
Nos primeiros levantamentos de campo, o quadro era de alerta ligado:
- Mato Grosso (Lucas do Rio Verde e região) – monitoramentos da Fundação Rio Verde mostram a presença de percevejo-marrom (Euschistus heros) e percevejo-barriga-verde (Diceraeus/Dichelops spp.) já nas fases iniciais da cultura, com recomendação de monitoramento intenso e manejo antecipado das pragas iniciais.
- Mato Grosso do Sul – Concentração de chuva no início da safra atrasou o plantio. O plantio escalonado nessas regiões criam um cenário de “ponte-verde” (com soja em diferentes estágios de desenvolvimento) aumentando o potencial de crescimento populacional de pragas em geral, mas principalmente de percevejos.
- Cerrado quente e seco no plantio – reportagens técnicas destacam que, em cenários de implantação sob calor e umidade irregular, percevejos, como o barriga-verde, ganham relevância, atacando raízes e plantas recém-emergidas e comprometendo o estande antes mesmo do fechamento das entrelinhas.
- Região Sul (RS) – boletins regionais indicam plantio mais lento, mas, ainda assim, o recado é o mesmo: o histórico recente de pressão elevada exige atenção redobrada à medida que as lavouras avançarem para o florescimento e o enchimento de grãos.
Resumo do cenário de percevejos na safra de soja 2025/26 (até novembro):
- percevejos já presentes desde o vegetativo em áreas de soja, soja–milho e soja–algodão;
- clima com janelas de calor e períodos mais secos, favorecendo multiplicação das populações;
- consenso técnico de que o manejo precisa começar cedo.
Na prática, a safra atual entra em fase reprodutiva com um “estoque” de percevejos no sistema de produção.
Isso aumenta a chance das infestações atingirem rapidamente o nível de ação assim que a lavoura entra em R3–R4, principalmente em talhões com histórico de pressão alta.
A antecipação da ocorrência de percevejos no início do florescimento da soja pode aumentar o abortamento de flores e diminuindo o potencial produtivo da cultura mesmo em condições de “safra-cheia”.
O que as safras de soja 2023/24 e 2024/25 ensinaram sobre os percevejos (e por que a 2025/26 é de risco)?
A leitura de risco dos percevejos na soja vem, principalmente, do que foi observado nas duas últimas safras.
1. Percevejos chegando mais cedo e em maior número
Na safra 2023/24, pesquisadores destacaram que as instabilidades climáticas – calor mais intenso e períodos secos alternados com chuvas irregulares – anteciparam a presença e favoreceram o aumento das populações de percevejos, exigindo maior atenção no monitoramento e, muitas vezes, aplicações mais próximas do florescimento.
Foram relatados nas últimas safras:
- populações mais altas em áreas de soja;
- percevejos presentes por mais tempo na lavoura, encurtando a “janela de segurança” entre o início da detecção e o nível de controle;
- maior dificuldade de controle em áreas com uso repetitivo dos mesmos modos de ação.
2. Peso econômico nas safras recentes
Algumas referências ajudam a tangibilizar o tamanho do problema:
- matérias técnicas e reportagens para a safra 2024/25 estimam que infestações severas, sem controle adequado, podem gerar perdas de até 50% da produção de soja e milho em casos extremos;
- artigos focados em percevejo-marrom, principal espécie em muitas regiões, apontam quedas de produtividade de até 30% em lavouras com alto nível de infestação, além de forte impacto sobre a qualidade de grãos e sementes.
Resultados do Manejo Integrado de Pragas conduzidos pela Embrapa Soja no Paraná, safra 2023/24, mostram que:
- o complexo de percevejos foi um dos principais alvos de inseticidas na safra;
- nas unidades com manejo orientado (URTs de MIP), a média foi de cerca de 1,7 aplicação específica para percevejos por safra, enquanto em áreas sem assistência essa demanda foi maior;
- o custo com inseticidas e operações para controle de percevejos pode representar 2–5% da produtividade em sacas/ha, dependendo da região e da intensidade da pressão.
Isso reforça que, mesmo quando não há perdas catastróficas, o percevejo consome uma fatia relevante da margem do produtor.
3. Níveis de ação e período crítico: onde a safra “ganha ou perde”
A experiência recente reafirma algumas referências clássicas de MIP:
- o período mais sensível da soja ao ataque de percevejos é de R4 a R6, quando as vagens estão formadas e os grãos em enchimento;
- recomenda-se iniciar o controle quando o monitoramento indicar;
- cerca de 2 percevejos/m de pano de batida para lavouras de grãos;
- 1 percevejo/m para lavouras de produção de sementes, a partir da formação das vagens.
Nas safras 2023/24 e 2024/25, muitos casos de perda de qualidade de grãos foram associados justamente a entradas tardias, quando o nível de ação já havia sido superado por vários dias.
4. Como isso se conecta à safra de soja 2025/26?
Quando juntamos o histórico recente com o que está sendo visto no campo neste início de 2025/26, o recado para o produtor fica claro:
- a safra atual já começou com percevejos presentes no sistema, em grande parte vindos de culturas anteriores e plantas tigueras;
- clima com janelas de calor e estiagem localizada tende a favorecer explosões populacionais justamente na fase reprodutiva;
- o histórico mostra que vacilar no monitoramento ou atrasar a primeira aplicação leva rapidamente à quebra de rendimento e à perda de qualidade de grãos.
| Safra | Evidência observada | Mensagem para a safra 2025/26 |
| 2023/24 | Populações mais altas e mais cedo; clima instável favorecendo a praga. | A tendência climática atual pode repetir o padrão. |
| 2024/25 | Risco relatado de até 50% de perda em casos extremos; controle difícil. | Manejo reativo não funciona. |
| 2023/24 (MIP PR) | Média de ~1,7 aplicação para percevejos por safra. | Necessidade de monitoramento firme e aplicações no timing. |
| 2025/26 (nov.) | Percevejos já no sistema desde o vegetativo. | Janela perfeita para organizar o manejo e não atrasar. |
ENGEO PLENO® S: a ferramenta estratégica para enfrentar a pressão de percevejos nesta safra
Todo o cenário que vimos — percevejos presentes desde o vegetativo, clima favorecendo multiplicação, histórico recente de perdas expressivas e evolução do complexo de espécies — reforça uma verdade que o produtor já conhece bem: não existe margem para erro no controle de percevejos.
É preciso ter, no programa de manejo, soluções que combinem choque, desalojamento e residual e que sejam capazes de lidar tanto com adultos quanto com ninfas.
Dentro desse contexto, ENGEO PLENO® S se posiciona como uma das principais ferramentas para o produtor proteger o potencial produtivo da lavoura, especialmente em situações de:
- pressão contínua vinda de culturas anteriores (soja–milho–algodão),
- ambientes quentes e secos que aceleram o ciclo dos percevejos,
- áreas com histórico de reinfestação rápida,
- maior presença de ninfas no dossel — responsáveis pela maior parte dos danos.
Por que ENGEO PLENO® S se destaca no controle dos percevejos?
Dupla ação complementar na mesma aplicação
Lambda-cialotrina (piretróide)
- promove choque imediato, eliminando rapidamente percevejos adultos;
- apresenta forte ação desalojante, trazendo a praga para áreas onde o inseticida atua com mais eficiência;
- interrompe a alimentação dos insetos quase instantaneamente — ponto crucial para evitar danos a vagens e grãos.
Tiametoxam (neonicotinoide sistêmico)
- tem alta mobilidade na planta, alcança ninfas em diferentes partes do dossel;
- controla a fase jovem, que responde por mais de 70% das perdas de produtividade;
- oferece proteção prolongada, muito importante em uma safra com tendência a reinfestações escalonadas.
Essa combinação faz de ENGEO PLENO® S um inseticida capaz de atuar de forma ampla e consistente sobre o complexo de percevejos, protegendo a lavoura tanto no curto quanto no médio prazo — algo essencial em safras em que a pressão começa cedo e se estende até o enchimento de grãos.
O que isso significa para o produtor na safra 2025/26?
- mais confiança diante de populações mistas (adultos + ninfas);
- maior estabilidade de controle, mesmo em condições de clima irregular;
- proteção da qualidade dos grãos, reduzindo risco de desclassificação;
- melhor sustentação do potencial produtivo em um cenário de pressão acumulada de safras anteriores.
ENGEO PLENO® S é uma ferramenta decisiva dentro de um programa de manejo de percevejos bem planejado, ajudando o produtor a atravessar o período crítico da cultura com mais eficiência, consistência e tranquilidade.
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