A safra 2025/26 de soja, que começou com expectativas de recorde e plantio acelerado, chega a fevereiro com as colheitadeiras entrando em campo em grande parte do Brasil.
Com início da colheita da soja nas principais regiões, confirma-se o que os alertas fitossanitários indicavam desde o início: os percevejos estiveram entre as principais pragas responsáveis pelas perdas de produtividade e da qualidade nesta temporada.
Neste artigo, trazemos uma retrospectiva de como o produtor lidou com a pressão da praga, o que favoreceu sua incidência e quais são os pontos de atenção para o encerramento do ciclo e o início da safrinha. Continue a leitura!
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Retrospectiva 2025/26: pressão de pragas constante do início ao fim
A safra de soja 2025/26, sob influência de um La Niña e janelas de calor intenso mostrou uma dinâmica de percevejos agressiva desde o início da safra.
Nos primeiros levantamentos de campo, o quadro era de alerta ligado:
- Mato Grosso (Lucas do Rio Verde e região) – monitoramentos da Fundação Rio Verde mostraram a presença de percevejo-marrom (Euschistus heros) e percevejo-barriga-verde (Diceraeus/Dichelops spp.) já nas fases iniciais da cultura, com recomendação de monitoramento intenso e manejo antecipado das pragas iniciais.
- Mato Grosso do Sul – Concentração de chuva no início da safra atrasou o plantio. O plantio escalonado nessas regiões cria um cenário de “ponte-verde” (com soja em diferentes estágios de desenvolvimento) aumentando o potencial de crescimento populacional de pragas em geral, mas principalmente de percevejos.
- Cerrado quente e seco no plantio – reportagens técnicas destacaram que, em cenários de implantação sob calor e umidade irregular, percevejos, como o barriga-verde, ganharam relevância, atacando raízes e plantas recém-emergidas e comprometendo o estande antes mesmo do fechamento das entrelinhas.
- Região Sul (RS) – boletins regionais indicaram plantio mais lento, mas, ainda assim, o recado é o mesmo: o histórico recente de pressão elevada exigiu atenção redobrada à medida que as lavouras avançaram para o florescimento e o enchimento de grãos.
Além disso, em regiões onde choveu na pré-colheita, como no Médio-Norte do Mato Grosso, as picadas de percevejos serviram de porta de entrada para fungos, elevando o índice de grãos ardidos e gerando descontos pesados nos armazéns.
O cenário em fevereiro de 2026
A pressão dos percevejos varia conforme o estágio da colheita em cada região:
- Mato Grosso (colheita avançada): com mais de 19% da área já colhida no final de Janeiro, a atenção começa a se voltar para a possibilidade de migração dos percevejos para o milho safrinha.
- Paraná (colheita iniciada): a colheita começou pontual, mas lavouras com controle ineficiente de percevejos apresentaram o fenômeno da “soja louca”, dificultando a operação das máquinas e aumentando a umidade e impureza no grão colhido.
- Rio Grande do Sul (fase crítica): devido ao excesso de chuvas no plantio, o calendário foi prorrogado até meados de fevereiro. Isso coloca as lavouras gaúchas hoje na fase de enchimento de grãos, um dos momentos de maior sensibilidade para a cultura. Com o tempo mais seco recente, a multiplicação de percevejos se intensificou, exigindo monitoramento diário para não perder peso de grão.
O que as safras de soja 2023/24 e 2024/25 ensinaram sobre os percevejos (e por que a 2025/26 é de risco)?
A leitura de risco dos percevejos na soja vem, principalmente, do que foi observado nas duas últimas safras.
1. Percevejos chegando mais cedo e em maior número
Na safra 2023/24, pesquisadores destacaram que as instabilidades climáticas – calor mais intenso e períodos secos alternados com chuvas irregulares – anteciparam a presença e favoreceram o aumento das populações de percevejos, exigindo maior atenção no monitoramento e, muitas vezes, aplicações mais próximas do florescimento.
Foram relatados nas últimas safras:
- populações mais altas em áreas de soja;
- percevejos presentes por mais tempo na lavoura, encurtando a “janela de segurança” entre o início da detecção e o nível de controle;
- maior dificuldade de controle em áreas com uso repetitivo dos mesmos modos de ação.
2. Peso econômico nas safras recentes
Algumas referências ajudaram a tangibilizar o tamanho do problema:
- matérias técnicas e reportagens para a safra 2024/25 estimam que infestações severas, sem controle adequado, podem gerar perdas de até 50% da produção de soja e milho em casos extremos;
- artigos focados em percevejo-marrom, principal espécie em muitas regiões, apontam quedas de produtividade de até 30% em lavouras com alto nível de infestação, além de forte impacto sobre a qualidade de grãos e sementes.
Resultados do Manejo Integrado de Pragas conduzidos pela Embrapa Soja no Paraná, safra 2023/24, mostram que:
- o complexo de percevejos foi um dos principais alvos de inseticidas na safra;
- nas unidades com manejo orientado (URTs de MIP), a média foi de cerca de 1,7 aplicação específica para percevejos por safra, enquanto em áreas sem assistência essa demanda foi maior;
- o custo com inseticidas e operações para controle de percevejos pode representar 2–5% da produtividade em sacas/ha, dependendo da região e da intensidade da pressão.
Isso reforça que, mesmo quando não há perdas catastróficas, o percevejo consome uma fatia relevante da margem do produtor.
3. Níveis de ação e período crítico: onde a safra “ganha ou perde”
A experiência recente reafirma algumas referências clássicas de MIP:
o período mais sensível da soja ao ataque de percevejos é de R4 a R6, quando as vagens estão formadas e os grãos em enchimento;
- recomenda-se iniciar o controle quando o monitoramento indicar;
- cerca de 2 percevejos/m de pano de batida para lavouras de grãos;
- 1 percevejo/m para lavouras de produção de sementes, a partir da formação das vagens.
Nas safras 2023/24 e 2024/25, muitos casos de perda de qualidade de grãos foram associados justamente a entradas tardias, quando o nível de ação já havia sido superado por vários dias.
4. Como isso se conecta à safra de soja 2025/26?
Quando juntamos o histórico recente com o que está sendo visto no campo, o recado para o produtor fica claro:
- a safra atual já começou com percevejos presentes no sistema, em grande parte vindos de culturas anteriores e plantas tigueras;
- clima com janelas de calor e estiagem localizada favoreceram explosões populacionais justamente na fase reprodutiva;
- o histórico mostra que vacilar no monitoramento ou atrasar a primeira aplicação leva rapidamente à quebra de rendimento e à perda de qualidade de grãos.
| Safra | Evidência observada | Mensagem para a safra 2025/26 |
| 2023/24 | Populações mais altas e mais cedo; clima instável favorecendo a praga. | A tendência climática atual pode repetir o padrão. |
| 2024/25 | Risco relatado de até 50% de perda em casos extremos; controle difícil. | Manejo reativo não funciona. |
| 2023/24 (MIP PR) | Média de ~1,7 aplicação para percevejos por safra. | Necessidade de monitoramento firme e aplicações no timing. |
| 2025/26 | Percevejos já no sistema desde o vegetativo; alta pressão de migração. | Foco na qualidade do grão e na limpeza da área para o plantio do milho safrinha. |
ENGEO PLENO® S: decisivo na proteção da qualidade

Diante de um cenário no qual os percevejos estiveram presente desde o início da safra, a escolha da ferramenta de controle fez toda a diferença.
ENGEO PLENO® S se consolidou nesta safra 2025/26 como a ferramenta estratégica para proteger o potencial produtivo da lavoura, especialmente em situações de:
- pressão contínua vinda de culturas anteriores (soja–milho–algodão),
- ambientes quentes e secos que aceleram o ciclo dos percevejos,
- áreas com histórico de reinfestação rápida,
- maior presença de ninfas no dossel — responsáveis pela maior parte dos danos.
Por que ENGEO PLENO® S se destaca no controle dos percevejos?
Dupla ação complementar na mesma aplicação
Lambda-cialotrina (piretróide)
- promove choque imediato, eliminando rapidamente percevejos adultos;
- apresenta forte ação desalojante, trazendo a praga para áreas onde o inseticida atua com mais eficiência;
- interrompe a alimentação dos insetos quase instantaneamente — ponto crucial para evitar danos a vagens e grãos.
Tiametoxam (neonicotinoide sistêmico)
- tem alta mobilidade na planta, alcança ninfas em diferentes partes do dossel;
- controla a fase jovem, que responde por mais de 70% das perdas de produtividade;
- oferece proteção prolongada, muito importante em uma safra com tendência a reinfestações escalonadas.
Essa combinação faz de ENGEO PLENO® S um inseticida capaz de atuar de forma ampla e consistente sobre o complexo de percevejos, protegendo a lavoura tanto no curto quanto no médio prazo — algo essencial em safras em que a pressão começa cedo e se estende até o enchimento de grãos.
O que isso significa para o produtor na safra 2025/26?
- mais confiança diante de populações mistas (adultos + ninfas);
- maior estabilidade de controle, mesmo em condições de clima irregular;
- proteção da qualidade dos grãos, reduzindo risco de desclassificação;
- melhor sustentação do potencial produtivo em um cenário de pressão acumulada de safras anteriores.
ENGEO PLENO® S é uma ferramenta decisiva dentro de um programa de manejo de percevejos bem planejado, ajudando o produtor a atravessar o período crítico da cultura com mais eficiência, consistência e tranquilidade.
O próximo passo: proteja a safrinha
Para quem já colheu, o jogo não acabou. A população de percevejos que sobrou da soja está faminta e migrando para o milho.
A recomendação técnica para fevereiro é clara:
- Monitoramento na palhada: verifique a presença de percevejos sob os restos culturais antes do plantio do milho.
- Manejo na dessecação: adicione inseticida na operação de dessecação da soja/plantio do milho para controlar a população inicial.
- Atenção ao RS: para quem ainda está com soja enchendo grão, não abandone as aplicações finais. O dano agora é direto no peso da saca.
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