A antracnose no feijão pode causar perdas de até 100%; o manejo inovador com Bravonil Top oferece controle amplo, prático e eficaz. Saiba mais.

A cultura do feijão desempenha papel central na segurança alimentar e na economia brasileira, mas sua produtividade é frequentemente limitada pela ocorrência de doenças. Entre elas, a antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum figura entre as mais severas, podendo provocar perdas totais da lavoura quando não manejada adequadamente. 

A elevada agressividade do patógeno, associada à sua rápida disseminação e à transmissão via semente, torna a doença um desafio recorrente, especialmente em regiões com condições climáticas favoráveis. Diante desse cenário, o manejo técnico e preventivo é determinante para a proteção da lavoura e a manutenção da rentabilidade. 

Por isso, saiba como identificar a antracnose, sintomas, condições favoráveis ao desenvolvimento da doença e aplicação de estratégias eficazes de manejo integrado. 

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O que é a antracnose no feijão? 

A antracnose é uma doença fúngica que atinge o feijoeiro causada por Colletotrichum lindemuthianum. O patógeno é capaz de infectar todas as partes aéreas da planta, incluindo folhas, caules, vagens e sementes, o que amplia seu potencial de dano ao longo de todo o ciclo da cultura. 

Amplamente distribuída nas regiões produtoras do Brasil, a doença apresenta maior severidade em ambientes de clima ameno, onde as condições favorecem a sobrevivência e a multiplicação do fungo. Por se tratar de um patógeno necrotrófico, o fungo coloniza os tecidos vegetais causando necrose progressiva, comprometendo funções fisiológicas essenciais da planta. 

A transmissão via semente, aliada à sobrevivência em restos culturais e à dispersão por respingos de chuva, vento e operações agrícolas, faz com que a antracnose seja considerada uma das doenças mais difíceis de erradicar quando instalada na área. 

Condições favoráveis ao desenvolvimento da antracnose no feijoeiro

A ocorrência e a intensidade da antracnose estão diretamente relacionadas à interação entre patógeno, hospedeiro suscetível e ambiente favorável. Do ponto de vista climático, alguns fatores são determinantes para a infecção e evolução da doença: 

  • umidade elevada: períodos prolongados de molhamento foliar, causados por chuvas frequentes, neblina ou orvalho são essenciais para a germinação dos esporos e a penetração do fungo nos tecidos vegetais. Em geral, são necessárias de 8 a 12 horas contínuas de molhamento.
  • temperaturas amenas: a faixa ideal para o desenvolvimento do patógeno situa-se entre 14 e 20°C, condição comum em determinadas épocas do ano e regiões produtoras. 

Além do clima, a presença de inóculo inicial é decisiva. Sementes infectadas representam a principal via de introdução da doença na lavoura, enquanto restos culturais contaminados mantêm o fungo viável no solo entre safras, favorecendo novas infecções. 

Principais sintomas da antracnose no feijoeiro

Os sintomas da antracnose podem se manifestar desde os estádios iniciais da cultura até a fase reprodutiva, variando conforme a cultivar, o ambiente e a intensidade da infecção. 

  • Folhas: surgem lesões escuras, geralmente associadas às nervuras, principalmente na face inferior. Com a evolução da doença, as lesões podem coalescer, causando necrose extensa e queda prematura das folhas.
  • Caules e pecíolos: apresentam lesões alongadas, de coloração marrom-escura a preta, que podem provocar anelamento dos tecidos, interrompendo o fluxo de seiva, ocasionando murcha e quebramento dos ramos.
  • Vagens: concentram os sintomas mais característicos, com lesões deprimidas, bordas escuras e centro mais claro, onde se formam os corpos frutíferos (acérvulos) do fungo. Vagens severamente afetadas comprometem diretamente o enchimento dos grãos.
  • Sementes: podem apresentar manchas escuras e deformações, tornando-se fonte primária de disseminação da doença para a próxima safra. 
Vagens de feijão atacadas por doença na lavoura.

Como identificar a antracnose no campo

A identificação precoce é fundamental para limitar os danos da antracnose. O monitoramento deve ser intensificado em períodos de clima favorável à doença, com atenção especial aos seguintes pontos: 

  • inspeção detalhada das vagens, buscando lesões deprimidas com centro claro e bordas escuras;
  • observação das nervuras das folhas, especialmente na face inferior, onde os sintomas iniciais costumam surgir;
  • avaliação de caules e pecíolos quanto à presença de lesões alongadas e escurecidas;
  • identificação de reboleiras, indicando disseminação localizada a partir de focos iniciais;
  • análise do histórico da área, considerando ocorrências anteriores da doença. 

Em situações de dúvida, a confirmação por meio de análise laboratorial é recomendada para evitar confusão com outras doenças fúngicas do feijoeiro. 

Danos e impactos causados pela antracnose no feijoeiro

Os impactos da antracnose refletem-se diretamente na produtividade e na qualidade do feijão colhido. Entre os principais danos observados estão: 

  • redução da área fotossintética, limitando a produção de fotoassimilados;
  • abortamento de flores e vagens, reduzindo o número de grãos por planta;
  • prejuízo ao enchimento dos grãos, resultando em sementes menores e mais leves;
  • depreciação da qualidade comercial, especialmente quando as sementes apresentam manchas visíveis;
  • quedas expressivas de produtividade, que podem variar de 10 a 100% em situações severas;
  • elevação dos custos de produção, em função da necessidade de medidas adicionais de controle. 

Em lavouras de alto potencial produtivo, infestações não manejadas podem inviabilizar economicamente a safra, tornando a prevenção um fator decisivo. 

Técnicas de controle e manejo da antracnose no feijão

O manejo eficaz da antracnose deve ser baseado em um programa de Manejo Integrado de Doenças (MID), combinando estratégias culturais, genéticas e químicas de forma complementar. 

Em se tratando do controle cultura, é necessário investir em práticas que reduzam o inóculo e dificultem a disseminação do fungo, como: 

  • rotação de culturas com espécies não hospedeiras;
  • manejo adequado de restos culturais;
  • escolha de épocas de plantio menos favoráveis à doença;
  • ajuste de espaçamento e densidade para melhorar a aeração do dossel;
  • adubação equilibrada, principalmente de nitrogênio, evitando excesso de vigor vegetativo. 

O controle genético e químico podem complementar o manejo dessa e de outras doenças do feijão. 

O uso de cultivares resistentes ou tolerantes é uma das ferramentas mais eficientes e econômicas no manejo da antracnose. A escolha deve considerar as raças fisiológicas predominantes na região, uma vez que a resistência pode variar entre cultivares. 

Já com relação ao controle químico, é possível investir em: 

  • tratamento de sementes: essencial para reduzir a transmissão inicial do patógeno;
  • aplicações foliares de fungicidas: indicadas de forma preventiva ou conforme o monitoramento da lavoura, sempre com rotação de mecanismos de ação para minimizar o risco de resistência. 

Leia mais: Biofungicidas para controle da antracnose (Colletotrichum spp.)

Controle eficaz da antracnose no feijão

BRAVONIL® TOP, da Syngenta, possui diversos diferenciais que influenciam o produtor na hora de escolher qual será a ferramenta ideal para combater a antracnose no feijão. Entre eles, o amplo espectro, que permite que o controle das doenças causadas por fungos que afetam o feijão seja eficaz, reduzindo o custo e aumentando a flexibilidade, já que o produto pode ser utilizado em todos os estádios de desenvolvimento da cultura. 

As novas tecnologias contribuem cada vez mais para o desenvolvimento da cultura do feijão no Brasil e um dos sinônimos disso é a ação de BRAVONIL® TOP, que ajuda o produtor a zelar pela sanidade da planta e a qualidade do grão, trazendo proteção para toda a lavoura. 

Composto por princípios ativos que contribuem para a alta efetividade no manejo da antracnose no feijão e o controle de todo o complexo de doenças do feijão, BRAVONIL® TOP age sem causar fitotoxicidade, ou seja, sem prejudicar o desenvolvimento da planta por conta das substâncias presentes no produto. 

O fungicida faz parte do portfólio completo de soluções da Syngenta, que conta com todas as ferramentas necessárias para que o produtor tenha uma safra de sucesso, qualidade e sem riscos. Contribuir para o crescimento da cultura do feijão, tão importante para o agronegócio brasileiro, para nós, é sempre um prazer e principal motivação. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.  

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