O período de vazio sanitário da soja em São Paulo terá início na próxima segunda-feira, 1º de junho, de acordo com informações divulgadas pelo Programa Estadual de Vigilância Fitossanitária, da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Governo do Estado. 

Tal estratégia é considerada muito importante para prevenir e combater a propagação da ferrugem asiática, uma das doenças mais críticas que impactam a cultura em todo o território nacional. 

Neste estágio inicial, a restrição será destinada aos municípios da fase 1 do estado, que podem ser conferidos na imagem abaixo. 

As outras duas áreas do cronograma oficial iniciarão seus respectivos períodos de vazio sanitário nos dias 12 e 15 de junho. Com essa divisão, é possível que haja um controle mais assertivo conforme o calendário agrícola de cada região do estado. 

O que é vazio sanitário da soja 

O vazio sanitário é um período obrigatório em que é proibido manter plantas vivas de soja na propriedade rural, seja em lavouras comerciais, experimentos, viveiros ou qualquer outra forma de cultivo. A medida é regulamentada pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária e integra uma estratégia nacional coordenada para reduzir a pressão do inóculo da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) no intervalo entre safras. 

O fungo causador da doença sobrevive em plantas hospedeiras vivas. Sem tecido vegetal disponível, o ciclo de infecção é interrompido, o que resulta em menor carga de esporos no início da próxima safra e, consequentemente, na redução de perdas de produtividade e do custo com fungicidas ao longo do ano agrícola. 

Em São Paulo, o período se estende por cerca de 90 dias, com datas de início escalonadas conforme a fase de cada região, justamente para respeitar as diferenças no calendário de colheita entre os municípios. 

Principais responsabilidades do produtor rural neste momento 

O cumprimento do vazio sanitário é uma obrigação legal, mas também um compromisso coletivo: a eficácia da medida depende da adesão simultânea de todos os produtores de uma mesma região. Confira os pontos de atenção mais importantes neste período: 

  • Eliminar plantas voluntárias e tigueras: qualquer rebrote de soja após a colheita deve ser destruído antes do início do vazio, por meio de herbicidas, incorporação ao solo ou roçagem seguida de destruição. 
  • Não realizar plantios experimentais ou de fundação: a restrição vale para todas as finalidades de cultivo, incluindo sementes genéticas, básicas e campos de observação. 
  • Respeitar a data de início correspondente à sua fase: verifique em qual fase do cronograma estadual o seu município se enquadra e anote a data de início vigente para sua região. 
  • Manter registros e documentação em dia: guarde comprovantes de aplicação de herbicidas e de destruição de restos culturais. Em caso de fiscalização, esses documentos demonstram a conformidade da propriedade. 
  • Comunicar irregularidades: se identificar plantios fora do período permitido em propriedades vizinhas, acione a Defesa Agropecuária estadual. A fiscalização coletiva é parte essencial do programa. 

Produtores que descumprirem as normas estão sujeitos a sanções previstas na legislação fitossanitária estadual, além de contribuírem para o aumento do risco de epidemias que prejudicam toda a cadeia produtiva da soja no estado. 

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