Clima
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27/02/2026
Chuvas ligam alerta para Ferrugem e Phoma
Carga elevada aumenta a predisposição à doença O volume constante de chuvas nas áreas de café arábica tem acendido um alerta fitossanitário importante nas principais regiões produtoras. Em especial neste verão, a combinação entre alta umidade, cargas pendentes elevadas e dificuldade operacional no campo cria o ambiente ideal para o avanço da ferrugem e da […]...
Carga elevada aumenta a predisposição à doença
O volume constante de chuvas nas áreas de café arábica tem acendido um alerta fitossanitário importante nas principais regiões produtoras. Em especial neste verão, a combinação entre alta umidade, cargas pendentes elevadas e dificuldade operacional no campo cria o ambiente ideal para o avanço da ferrugem e da phoma no café. O cenário atual reúne fatores clássicos de favorecimento dessas doenças.

Umidade e operação limitada: combinação de alto risco
De acordo com o especialista, a ferrugem é uma doença diretamente dependente de água livre para que o esporo germine e infecte a folha.
“A Ferrugem é favorecida pela umidade. Ela precisa de água livre para o esporo germinar e infectar a planta.”, explica Felipe Borges, Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta.
Além disso, o elevado volume de chuvas registrado em janeiro trouxe outro impacto relevante: a dificuldade de entrada nas áreas para aplicação de fungicidas. Como consequência, janelas de manejo podem ter sido perdidas, o que favorece a colonização desses fungos.
Ou seja, enquanto o ambiente se torna altamente propício à infecção, a operação no campo fica comprometida.

Entendendo a ferrugem: o esporo não é o começo, é o fim
Outro ponto técnico importante é compreender o ciclo da doença. “Muitas vezes, o produtor só percebe a ferrugem quando os esporos já estão visíveis na folha. No entanto, nesse estágio, o fungo já colonizou o tecido vegetal”, pontua.
A ferrugem é um fungo biotrófico obrigatório. Isso significa que ela depende de tecido vivo para se desenvolver. Durante esse processo, há intensa retirada de energia da planta, inclusive com alta absorção de potássio, o que pode comprometer o enchimento de grãos. Portanto, mesmo antes da esporulação visível, perdas produtivas podem estar em curso.
Carga elevada aumenta a predisposição à doença
Além do clima, outro fator merece atenção: as lavouras estão carregadas.
Quanto maior a carga pendente, maior tende a ser a pressão de ferrugem. Isso ocorre porque a planta entra em maior esgotamento fisiológico ao longo do ciclo, especialmente a partir de abril e maio, período tradicional de explosão da doença.

“Nesse contexto, se o manejo não estiver ajustado, a reta final da safra pode concentrar alta severidade de ferrugem”, explica Felipe.
Manejo da ferrugem no café: o timing define eficiência
O controle da ferrugem pode ocorrer em três momentos distintos:
- Aplicação preventiva: antes da infecção
- Após infecção, mas antes da esporulação – aplicação curativa
- Depois da formação de esporos -aplicação erradicante
Entretanto, a aplicação preventiva é a mais eficiente. Em seguida, vem a curativa. A erradicante, por sua vez, apresenta menor eficiência.
“Muitos produtores aplicam o fungicida já em fase erradicante, porém posicionam o produto como se fosse preventivo. Esse erro reduz significativamente o controle”, alerta Felipe. Diante do cenário atual, o monitoramento constante torna-se indispensável.

E a phoma? Atenção redobrada em períodos chuvosos
Além da ferrugem, a phoma também ganha relevância em ambientes com alta umidade e variações térmicas.
Portanto, em situações onde ferrugem e phoma coexistem, o manejo deve ser ajustado estrategicamente.
Entre as soluções disponíveis no portfólio Syngenta, destacam-se:
- Priori Xtra
- Alto 400
- Miravis Duo (especialmente para phoma)
- Tilt
“Em áreas com pressão simultânea de ferrugem e phoma, associações como Miravis Duo + Alto 400 podem ser estratégias eficientes, sempre com orientação técnica adequada”, afirma Felipe.
Safra carregada exige manejo reforçado
Mesmo produtores que estavam com o manejo em dia precisam redobrar o monitoramento. Isso porque o padrão histórico de aplicação pode não ser suficiente em um ano com alta carga pendente, elevado volume de chuvas, dificuldade operacional e ambiente favorável à infecção.
“Portanto, ajustes finos de dose, posicionamento e momento de aplicação são decisivos para proteger o potencial produtivo da safra 2026”, diz Felipe.
Monitoramento agora evita perdas na reta final
Embora visualmente muitas lavouras ainda apresentem bom aspecto, a ferrugem pode já estar em fase de colonização silenciosa.

Diante disso, o monitoramento técnico e o posicionamento correto de fungicidas tornam-se determinantes. O cenário climático exige estratégia, e a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente.
Para ampliar ainda mais o seu monitoramento, entre em contato com um atendimento Syngenta da sua região e saiba mais.
A Syngenta apoia o produtor rural em todos os momentos, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis.
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