21/09/2026

Mercado e safra

Giro de Safra: como termina a safra 2026 e como começa 2027? 

O Giro de Safra deste mês, destaca a reta final da colheita do café 2026 em todas as regiões produtoras do Brasil, enquanto a safra 2027 já começa a ser construída nas lavouras. No Sul de Minas, Alta Mogiana e Cerrado Mineiro, o fim da colheita teve floradas antecipadas e decisões de manejo que ganharam […]

Mercado e safra

Cafeicultura brasileira vive transformação impulsionada por qualidade, tecnologia, gestão e clima

A cafeicultura brasileira já não é a mesma de dez anos atrás. Se antes o foco estava principalmente no aumento da produtividade, hoje o setor passa por uma transformação impulsionada por tecnologia, sustentabilidade, rastreabilidade, qualidade e novas exigências do mercado consumidor. Do campo à xícara, o café brasileiro vive uma mudança estrutural. O produtor passou […]
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Nuvens formando para chuva e árvores

Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem

Chuvas nas áreas cafeeiras ativam alerta para controle da ferrugem; ações rápidas e integradas previnem danos e mantêm a produtividade. Saiba mais. Dificuldades no manejo trazem expectativa de maior incidência da doença na cultura  O volume de chuvas nas áreas cafeeiras de arábica no Brasil tem mudado o cenário e colaborado para o bom desenvolvimento […]

16/02/2025 • Mercado e safra

Grandes desafios aguardam o setor cafeeiro em 2024

Os cafeicultores devem enfrentar alguns desafios em 2024, o primeiro deles é o clima, com o fenômeno El Niño em ação, além do preço.

05/01/2024 • Mercado e safra

Inovações e tendências

Cupping: como funciona e para que serve?

O processo de cupping revolucionou a cafeicultura brasileira. A técnica elaborada pela SCA - Specialty Coffee Association, ajudou o mercado a entender melhor sobre os cafés especiais e a precifica-los.
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Mercado e safra

Barter, a ferramenta de redução de custos? | Mais Agro

O Barter é uma ferramenta que auxilia o produtor rural na comercialização do café. No entanto existem alguns pontos que podem tornar a ferramenta mais atrativa e assertiva nesse quesito e, é sobre isso que o Head de Barter Syngenta, explica.
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Mercado e safra

Enchimento de grãos e sua importância para produtividade

A fase de enchimento de grãos nesta safra enfrentou dificuldades. Neste artigo destacamos a importância desta fase e como se desenrolou nessa temporada.
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Previsão do El Niño 2026/2027: INMET confirma fenômeno forte e alerta produtores 

A previsão do El Niño 2026/2027 foi oficializada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que confirmaram a configuração do fenômeno em junho e projetam intensidade elevada nos próximos meses.  Os modelos climáticos apontam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com alta chance de […]

Agronegócio registra recorde de exportações em junho e no semestre 

Setor faturou US$ 16,6 bilhões no mês passado, alta de 14% ante junho de 2025, com soja em grãos liderando o desempenho. Primeiro semestre também bate marca histórica, com US$ 87,1 bilhões

Preço do café arábica sobe 4,38% após chuvas atrasarem colheita em junho 

Cotação Cepea/Esalq atingiu R$ 1.474,18 a saca de 60 quilos nesta terça-feira (16/6), impulsionada por precipitações que afetam o ritmo da safra 2026/27 e podem comprometer a qualidade dos grãos. 

O papel da Agricultura de Precisão no futuro do agro 

O ritmo do agronegócio mudou e quem não acompanhar pode ficar para trás. A agricultura de precisão já é realidade em quase metade das propriedades brasileiras e se consolida como a estratégia mais eficiente para produzir mais, gastar menos e reduzir riscos. Entenda por quê.

Mercado e safra

26/06/2024

Safra brasileira de café começa com baixo rendimento

A colheita de café no Brasil segue avançando e apesar das boas perspectivas de preços, existe uma insegurança entre os produtores quanto ao rendimento e peneira baixa, principalmente nas áreas de arábica. ...

Brasil se reafirma como importante fornecedor de café robusta

Uma das grandes surpresas desta safra tem sido o protagonismo do café robusta no mercado global. O setor fechou o mês de maio em Nova York com contratos ativos a 221,25 centavos de dólar por libra peso, representando um incremento de 645 pontos ou 3% ao longo do mês. Em Londres, os preços também avançaram 2,5%, resultando em 99 dólares por tonelada.

No Brasil, o indicador CPI para o café arábica cresceu 3,1%, alcançando pouco mais de R$1.286,00 por saca. Já o café robusta fechou com o indicador avançando 1,3%, para quase R$1.150,00 por saca. 

O rendimento desta safra tem chamado atenção e preocupado muitos produtores 

Os indicadores Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da Esalq/USP apontaram ainda mais incrementos do arábica, que fechou com o indicador a R$1.302,29, um aumento de 5,8% nos últimos sete dias do mês.

“Os preços estão em patamares historicamente elevados e para o café robusta estamos próximos das máximas históricas”, ressalta o Gerente de Inteligência de Mercado de Café da StoneX, Fernando Maximiliano.

Vários fatores explicam o cenário. Um deles é o adiantamento da colheita em algumas regiões: em Rondônia, já chegou a 60%, e no Espírito Santo, a 50%. Nas regiões de arábica, cerca de 30% já foram colhidos. O choque de oferta do café robusta na Ásia foi o principal fator por trás desse cenário.

Na Indonésia, por exemplo, a produção desta safra caiu 35% em comparação com a última. O Vietnã também registrou uma queda drástica e similar, com muitos players do mercado acreditando que a produção no país tenha sido ainda menor.

Fernando ressalta que o contexto coloca o café brasileiro em destaque no mercado, e o desenvolvimento da safra tem confirmado isso. Afinal, os principais países produtores de robusta enfrentam dificuldades, enquanto a safra brasileira se desenvolve sem problemas graves.

“O Brasil se tornou um grande player da variedade robusta. A gente sempre exportou muito bem café arábica, mas o robusta nem tanto. E quando a gente olha os dados de exportação do café, o aumento nas exportações de robusta foi expressivo por conta desse cenário. Então, basicamente, o Brasil é hoje a origem para o café robusta mais competitivo do mundo”, explica Fernando.

A maturação desuniforme dos grãos também têm sido ponto de preocupação

A expectativa para o mês de junho deve ser impactada pelos números recentes divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), que ajustou a expectativa da safra 2023/24 do Vietnã para 29 milhões de sacas, uma queda de apenas 0,3%.

Na semana passada, o Ministério da Agricultura do Vietnã divulgou uma projeção de queda de 20% para a temporada. Esses números não representam um consenso de mercado, e muitos players apostam em uma produção ainda menor. Fernando destaca a posição confortável para a oferta de arábica neste momento.

“Quando analisamos esses dois mercados de forma individual, vemos que existe um cenário mais confortável para o café arábica, ou seja, uma oferta mais folgada. Enquanto isso, o balanço para o café robusta deve seguir com um déficit na próxima temporada. Esse é um dos fatores que têm dado suporte aos preços no mercado internacional e, consequentemente, no mercado doméstico brasileiro”.

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Rendimento baixo gera preocupação

De um modo geral, a maioria dos players no mercado apresentam boa expectativa com a safra brasileira de café neste ciclo. O USDA divulgou a estimativa de uma safra de 69,9 milhões de toneladas. A StoneX fez em fevereiro deste ano a previsão de uma safra de 67 milhões de sacas. 

Apesar da boa probabilidade, muitos produtores brasileiros têm relatado problemas no rendimento, principalmente nas áreas de arábica. A questão está diretamente associada aos impactos do fenômeno El Niño, com a ausência de chuvas no final do ano passado e início deste ano, somadas as altas temperaturas.

As lavouras brasileiras sentiram muito as altas temperaturas e a ausência de chuvas nesta safra 

Dados recentes do Cepea reforçam essa problemática. De acordo com os pesquisadores, como a colheita de arábica ainda está em fase inicial, é cedo para uma avaliação precisa sobre a estimativa de quebra em decorrência da qualidade da safra. No entanto, o clima seco tem ajudado na maturação e no andamento das atividades.

Em relação ao café robusta, os pesquisadores também pontuam um rendimento abaixo do esperado devido a questões climáticas durante o desenvolvimento da safra.

A perspectiva é que, com o avanço da safra, o mercado tenha uma pressão maior nos preços. “Deveremos ter um novo balanço sobre a oferta global de cafés, esperamos dados mais folgados. Isso pode trazer um movimento de baixa nas cotações, mas por outro lado, estamos iniciando o inverno brasileiro e qualquer onda de frio pode provocar um incremento nos preços, tendo em vista a memória da geada de 2021, e claro que isso tende a trazer volatilidade”, ressalta Fernando.

No Sul de Minas muitos produtores adiantaram o início de colheita nesta safra 

O clima no Vietnã deve continuar sendo observado pelo mercado. O retorno do fenômeno La Niña também segue como ponto de observação importante, já que em sua última ocorrência em 2020/21, ele impactou negativamente as lavouras brasileiras com o atraso das chuvas, atingindo a florada e prejudicando a produtividade. Há previsão da ocorrência da La Niña esse ano, com intensidade entre fraca e moderada.

Além de todas as preocupações acima, o produtor este ano também enfrenta dificuldades para contratar mão de obra para colheita, situação que pode afetar um pouco o ritmo nas regiões produtoras de arábica. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

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