Em encontro do GTEC – Grupo Técnico em Café na Mogiana Paulista, especialistas, produtores e Syngenta discutem como novas tecnologias ajudam a construir uma cafeicultura mais produtiva, rentável e sustentável.

A inovação na cafeicultura deixou de ser apenas uma oportunidade de modernização para se tornar parte da estratégia de quem busca produtividade, rentabilidade e sustentabilidade no campo. Em um cenário marcado por desafios climáticos, oscilações no preço do café e mudanças nos custos de produção, tomar decisões mais assertivas ganhou ainda mais importância dentro da porteira.

Essa discussão esteve no centro de um encontro regional do GTEC – Grupo Técnico em Cafeicultura, realizado na Fazenda Pilintra, entre os municípios de Cristais Paulista e Pedregulho, no estado de São Paulo. O evento reuniu aproximadamente 80 a 100 profissionais ligados ao Cerrado, à Baixa Mogiana e à Mogiana, promovendo a troca de experiências sobre tecnologias, manejo e os caminhos para a evolução da cafeicultura.

Para a Syngenta, parceira do encontro, aproximar indústria, pesquisa, consultores e cafeicultores permite transformar inovação em soluções aplicáveis à realidade das lavouras.

Inovação na cafeicultura começa pela necessidade do campo

Paulo Azevedo, Gerente de Marketing de Café e Líder da Cultura de Café da Syngenta, destaca que o atual ciclo da cafeicultura exige atenção a diferentes variáveis ao mesmo tempo.

Segundo ele, além das adversidades climáticas, o produtor precisa lidar com oscilações no valor da commodity e nos custos dos insumos. Nesse contexto, aproximar quem desenvolve tecnologias de quem conhece diariamente as necessidades das lavouras ajuda a tornar as decisões mais assertivas.

“A conexão entre Syngenta e café é muito forte. Um time que conhece e se conecta com os principais consultores e consultorias de café do Brasil faz com que nossas inovações estejam cada vez mais ligadas às necessidades que o campo mostrou e vem solicitando”, afirma Paulo.

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Essa construção conjunta também aparece no portfólio da companhia. Entre as tecnologias citadas durante o encontro estão Joiner®, Miravis® Duo e Vaniva®, além de soluções já consolidadas na cafeicultura.

Para Paulo, entretanto, disponibilizar novas ferramentas é apenas uma parte do processo. É preciso gerar conhecimento para que as tecnologias cheguem corretamente ao campo.

“Muito mais do que introduzir novas ferramentas, conseguimos fazer com que o produtor tenha potencial de escolha e faça sempre o melhor uso das tecnologias que são demandadas por ele.”

Tecnologia precisa fazer sentido dentro da lavoura

A visão ganha força quando a discussão chega à assistência técnica. Engenheiro-agrônomo, produtor de café e membro consultor do GTEC, Eder Carvalho Sandy acompanha a Fazenda Pilintra há mais de uma década.

Para ele, a construção de uma cafeicultura moderna depende da integração de diferentes frentes. “A cafeicultura, como a maioria das práticas agrícolas atuais e modernas, depende de vários braços.”

Proteção de cultivos, soluções biológicas e bioestimulação fazem parte desse sistema, mas caminham ao lado de fertilizantes, mecanização, irrigação, genética e estrutura de pós-colheita.

Nesse contexto, os encontros técnicos ganham ainda mais relevância, uma vez que permitem compartilhar e avaliar experiências de diferentes regiões produtoras. Dessa forma, o conhecimento adquirido pode ser transformado em estratégias de manejo mais assertivas e, consequentemente, aplicáveis à realidade das propriedades cafeeiras.

Entre os exemplos apresentados, Eder cita tecnologias para desafios importantes da lavoura, como bicho-mineiro, broca-do-café, pragas de solo e doenças.

Porém, para o consultor, existe uma questão ainda maior por trás da adoção dessas ferramentas.

“A inovação parte do princípio de que ela faz parte da sustentabilidade do negócio. Quem não inovou nos últimos dez anos tem dificuldade em conseguir produzir.”

Produtividade e rentabilidade caminham com inovação

As mudanças observadas na cafeicultura brasileira durante os últimos anos ajudam a explicar essa percepção. Novos desafios fitossanitários e climáticos exigem atualização constante dos sistemas produtivos.

Por isso, Eder considera a inovação um processo contínuo. “A inovação está no DNA do agro. Ela parte do pressuposto de que é construção de produtividade e rentabilidade. Então, anda de mãos dadas.”

O que hoje representa uma tecnologia de ponta, afinal, tende a evoluir à medida que surgem novos conhecimentos e necessidades no campo.

“O que era inovação há dez anos não é mais hoje, e o que é hoje não vai ser para frente. Então, temos que estar sempre nos atualizando e constantemente nos modernizando.”

Nesse processo, o GTEC funciona como uma ponte entre pesquisa, empresas, assistência técnica e produtor. Dessa forma, a proposta é avaliar o que diferentes regiões produtoras estão fazendo e, a partir dessas experiências, transformar o conhecimento adquirido em soluções aplicáveis às propriedades. Assim, o grupo contribui para a evolução das práticas de manejo e o fortalecimento da cafeicultura.

Do conhecimento técnico ao resultado do produtor

Na Fazenda Pilintra, essa relação entre assistência, tecnologia e execução pode ser observada na prática. O cafeicultor Martinho Vasconcelos de Oliveira Júnior, que recebeu o grupo na propriedade, conta que sua relação com o café atravessa gerações.

“Eu fui nascido e criado debaixo de um pé de café, e o meu pai também.”

Para ele, produtividade não depende de uma única decisão. O resultado é construído pela soma de diferentes fatores, incluindo assistência agronômica, manejo e escolha adequada das tecnologias utilizadas na lavoura.

“São várias coisas que vão trazer o resultado positivo final. E, dentre elas, uma das mais importantes são os produtos que a gente usa.”

Martinho também chama atenção para um fator decisivo: o timing do manejo.

“Para a gente ter uma boa resposta, tem que usar produtos de primeira linha e usar o produto certo na hora certa. Tudo isso vai fazer com que a gente tenha o resultado que estamos alcançando.”

A fala reforça um dos principais pontos discutidos no encontro: inovação não significa simplesmente colocar uma nova tecnologia dentro da propriedade. O resultado depende de recomendação técnica, conhecimento das condições da lavoura e aplicação adequada.

Um novo ciclo da cafeicultura começa no campo

O encontro acontece justamente em um período de transição importante para o café: enquanto uma safra chega ao fim, as decisões para o próximo ciclo já começam a ganhar espaço nas propriedades.

Por isso, antecipar estratégias e discutir os aprendizados obtidos nas diferentes regiões produtoras pode ajudar o cafeicultor a enfrentar os próximos desafios.

Para Paulo Azevedo, essa integração também faz parte de uma visão mais ampla da Syngenta para a cultura. Além das soluções de proteção de cultivos, a companhia conecta seu portfólio de biológicos e bioestimulantes à plataforma Nucoffee, ampliando a atuação ao longo da cadeia e aproximando produtividade e qualidade.

“Esse evento coroa todo o nosso entusiasmo de recomeçarmos mais uma safra. Estamos em um momento de transição entre o término de uma safra e o início de outra. Nada melhor do que alinhar e conectar conhecimentos e traduzir isso no emprego correto das tecnologias.”

Da pesquisa ao consultor e da assistência técnica à propriedade, a inovação ganha valor quando responde aos desafios reais do cafeicultor.

Mais do que acompanhar a evolução tecnológica, portanto, a cafeicultura brasileira precisa transformar conhecimento em decisões capazes de sustentar produtividade, rentabilidade e qualidade ao longo dos próximos ciclos. É nessa conexão entre indústria, pesquisa, assistência técnica e produtor que novas tecnologias deixam de ser apenas inovação e passam a fazer parte do resultado construído no campo.

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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