22/10/2026

Mercado e safra

Exportações de algodão brasileiro devem seguir em patamar elevado, projeta Anea 

Entidade elevou a estimativa de produção para 4,27 milhões de toneladas em 2025/26 e prevê nova safra acima de 4,2 milhões; projeções de embarque foram ajustadas.

Mercado e safra

Exportação de algodão do Brasil deve bater recorde em 2026 com retomada da China 

Anea revisou a projeção para 1,83 milhão de toneladas no primeiro semestre, maior volume já registrado no período, sustentado por safra robusta em Mato Grosso e Bahia e pelo retorno dos compradores chineses. 
Mais vistos
Equipe da Syngenta em stand

Syngenta é a primeira companhia do Brasil a usar camisas com algodão rastreável

Syngenta é pioneira no Brasil ao usar camisas com algodão rastreável, promovendo sustentabilidade e inovação no campo. Inspire-se nessa iniciativa. Tecnologia blockchain garante rastreabilidade e maior valorização da fibra nacional. Durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, grandes acontecimentos marcaram o evento e a história da cotonicultura: tivemos a apresentação da primeira companhia do Brasil […]

06/09/2024 • Experiências

Previsão do El Niño 2026/2027: INMET confirma fenômeno forte e alerta produtores 

A previsão do El Niño 2026/2027 foi oficializada pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), que confirmaram a configuração do fenômeno em junho e projetam intensidade elevada nos próximos meses.  Os modelos climáticos apontam probabilidade acima de 90% de permanência do El Niño até pelo menos o início de 2027, com alta chance de […]

15/07/2026 • Mercado e safra

Biológicos

Mercado brasileiro de biodefensivos cresce 18% e movimenta R$ 4,35 bilhões na safra 2024/25

Resistência de pragas a defensivos químicos e exigência por alimentos com menor resíduo impulsionam expansão do setor; Syngenta amplia portfólio biológico para atender nova demanda
Ler mais

De produtor para produtor

O papel da Agricultura de Precisão no futuro do agro 

O ritmo do agronegócio mudou e quem não acompanhar pode ficar para trás. A agricultura de precisão já é realidade em quase metade das propriedades brasileiras e se consolida como a estratégia mais eficiente para produzir mais, gastar menos e reduzir riscos. Entenda por quê.
Ler mais

Dia a dia do campo

Como manter a produtividade da lavoura com o clima cada vez mais imprevisível 

Estiagens prolongadas, chuvas concentradas e temperaturas atípicas já pressionam as safras brasileiras. Diante das mudanças climáticas, manter a produtividade exige combinar manejo, tecnologia e planejamento de longo prazo.
Ler mais
Ver Também

Vazio sanitário do algodão começa em outubro em Mato Grosso 

Calendário divide o estado em duas regiões e proíbe plantas vivas de algodão entre safras para reduzir a sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro.

El Niño na agricultura pode reduzir produtividade de milho, algodão e arroz em 2027 

Banco Central identifica riscos mais disseminados para três culturas e efeitos regionais distintos sobre a soja; fenômeno também entra nas projeções para os preços dos alimentos.

Algodão brasileiro bate recorde de produção e amplia presença no mercado mundial 

Ganho de produtividade compensou a redução da área na safra 2025/2026, enquanto exportações mantêm o Brasil entre os principais fornecedores globais de pluma.

Queda das commodities pressiona petróleo, grãos e softs após decisão do Banco Central americano

Energia lidera perdas, produtos agrícolas recuam em bloco e ouro avança; movimento reflete reprecificação de juros, dólar e expectativas de oferta e demanda

Como manter a produtividade da lavoura com o clima cada vez mais imprevisível 

Estiagens prolongadas, chuvas concentradas e temperaturas atípicas já pressionam as safras brasileiras. Diante das mudanças climáticas, manter a produtividade exige combinar manejo, tecnologia e planejamento de longo prazo....

O agronegócio brasileiro enfrenta uma equação cada vez mais complexa. Se por um lado o país segue consolidado como um dos maiores produtores de alimentos do mundo, por outro o clima deixou de ser uma variável previsível. Veranicos em plena safra, geadas fora de época, ondas de calor e chuvas volumosas em curto espaço de tempo se tornaram parte da rotina no campo. Por isso, entender como manter a produtividade da lavoura em cenários adversos tem sido uma medida cada vez mais importante para o produtor brasileiro.

Nesse cenário, a pergunta que ocupa produtores, agrônomos e cooperativas é direta: como continuar produzindo mais, com qualidade e margem, sem depender exclusivamente da sorte climática? A resposta passa por um conjunto de práticas que combinam ciência do solo, tecnologia e gestão de risco.

O impacto real das mudanças climáticas na lavoura

Dados de instituições como Embrapa, Cepea e agências meteorológicas mostram que a variabilidade climática já reduz o potencial produtivo de culturas como soja, milho, café e trigo em diversas regiões. As perdas costumam se concentrar em janelas críticas do ciclo, especialmente no enchimento de grãos e na florada.

Os principais riscos observados nas últimas safras incluem:

  • Déficit hídrico em fases decisivas do desenvolvimento das plantas.
  • Chuvas concentradas que causam erosão e lixiviação de nutrientes.
  • Ondas de calor que aceleram o ciclo e reduzem a fixação de grãos.
  • Aumento da pressão de pragas e doenças em condições atípicas.

Manejo do solo: a base para produtividade estável

Especialistas são unânimes em apontar o solo como o primeiro ativo a ser protegido. Um solo bem estruturado, com boa cobertura e alto teor de matéria orgânica, funciona como uma esponja: absorve mais água nas chuvas e libera essa reserva nos períodos de estiagem.

Entre as práticas mais recomendadas estão o plantio direto consolidado, a rotação de culturas, o uso intensivo de plantas de cobertura e a correção química baseada em análise detalhada. Propriedades que investem em solo há mais tempo costumam registrar quedas de produtividade menores em safras climaticamente adversas.

Tecnologia e agricultura digital como aliadas

A agricultura 4.0 se consolidou como uma das principais respostas às mudanças climáticas. Sensores, imagens de satélite, estações meteorológicas e plataformas de análise permitem decisões mais rápidas e precisas, o que reduz perdas e otimiza insumos.

Ferramentas com maior adoção no campo brasileiro:

  • Monitoramento por satélite e drones para identificar zonas de estresse.
  • Estações meteorológicas locais integradas a modelos de previsão.
  • Softwares de gestão que cruzam dados de clima, solo e talhão.
  • Sistemas de irrigação com controle inteligente e uso eficiente da água.

Além de proteger a safra, essas tecnologias geram um histórico de dados que passa a ser um ativo valioso na hora de negociar seguros, crédito e contratos com tradings.

Genética, bioinsumos e diversificação produtiva

Cultivares mais tolerantes a seca, calor e novas raças de pragas têm chegado ao mercado em ritmo acelerado. A escolha correta do material genético, adaptada ao microclima da propriedade, é hoje um dos fatores mais determinantes de produtividade.

Em paralelo, os bioinsumos ganharam espaço tanto na nutrição quanto no controle biológico, reduzindo a dependência de produtos importados e melhorando a saúde do solo. Sistemas integrados como ILPF (integração lavoura, pecuária e floresta) também se destacam por diversificar receita, melhorar o microclima da propriedade e distribuir melhor o risco ao longo do ano.

Gestão de risco: o novo papel do produtor

Manter a produtividade em meio às mudanças climáticas não é apenas uma questão agronômica, mas também financeira. O produtor moderno precisa se posicionar como um gestor de risco, o que envolve seguro rural, hedge em bolsa, contratos antecipados e reservas de caixa para safras difíceis.

Recomendações práticas que vêm sendo apontadas por consultorias:

  • Contratar seguro agrícola compatível com o perfil de risco da região.
  • Diversificar culturas e janelas de plantio.
  • Manter reserva financeira para pelo menos uma safra frustrada.
  • Buscar linhas de crédito verdes, com juros diferenciados para práticas sustentáveis.

O que fica para o campo

O recado das últimas safras é claro: o clima mudou e a forma de produzir precisa acompanhar essa transformação. Produtores que investem em solo, tecnologia, genética adaptada e gestão financeira têm demonstrado, safra após safra, maior resiliência e margens mais previsíveis.

Mais do que uma resposta ambiental, adaptar a propriedade às mudanças climáticas se tornou uma decisão de competitividade. O produtor que se antecipa protege sua produtividade hoje e constrói um negócio mais robusto para as próximas décadas.

Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo. 

Produtos

Soluções para o campo

Ler mais