O trigo voltou a cair na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (28). Os contratos futuros com vencimento em dezembro recuaram 1,84% e encerraram o pregão a US$ 5,99 por bushel. Segundo análise da T&F Consultoria Agroeconômica, o cereal segue sem atrair investidores, enquanto posições em contratos são liquidadas.
A valorização do dólar em relação ao euro é um dos fatores baixistas citados pela consultoria. Com a moeda norte-americana mais forte, as exportações da União Europeia ganham competitividade frente às dos Estados Unidos, o que aumenta a pressão sobre os preços negociados em Chicago.
Trigo em Chicago sente concorrência europeia e cautela dos investidores
Além do câmbio, a T&F relaciona a queda às iniciativas diplomáticas voltadas a reduzir as tensões na região do Mar Negro. A perspectiva de maior tranquilidade geopolítica pode influenciar as expectativas de oferta e comércio, embora os embarques efetivos sigam limitados pelos ataques entre Rússia e Ucrânia.
Em boletim, a consultoria observou que os embarques de trigo dos dois países permanecem restritos na área dos portos do Mar Negro. Assim, a busca por uma solução diplomática convive com obstáculos operacionais que ainda afetam o fluxo de cargas.
“Naquela área [portos do Mar Negro], os embarques de trigo dos dois países permanecem restritos devido à continuidade dos ataques mútuos”, afirmou a T&F Consultoria Agroeconômica.
Fatores apontados pela consultoria para a pressão sobre o trigo:
- Dólar valorizado frente ao euro: amplia a competitividade das exportações europeias em relação às norte-americanas.
- Liquidação de contratos: reduz o suporte financeiro ao mercado e mantém investidores afastados do cereal.
- Cenário no Mar Negro: iniciativas diplomáticas afetam as expectativas, enquanto ataques ainda restringem embarques.
Soja fecha em baixa após oscilar durante o pregão
A soja também encerrou no campo negativo, depois de passar boa parte da sessão em alta. Os contratos para entrega em janeiro de 2027 caíram 0,40%, para US$ 12,38 por bushel. A perspectiva de baixa em Chicago permanece associada ao avanço da colheita nos Estados Unidos e ao ritmo acelerado de plantio no Brasil, conforme o material fornecido.
Milho interrompe sequência de três quedas
Na contramão do trigo e da soja, o milho ensaiou recuperação após três sessões consecutivas de perdas. Os contratos com vencimento em dezembro subiram 0,67%, fechando a US$ 4,5175 por bushel.
O desempenho dos grãos foi, portanto, misto no pregão: o trigo liderou as baixas, a soja recuou após oscilações e o milho registrou uma alta moderada. Os movimentos citados referem-se aos contratos e vencimentos informados no material.
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