O preço do feijão avançou na maior parte das regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), segundo levantamento divulgado na segunda-feira (26). O feijão-preto teve valorização em todas as praças monitoradas, enquanto o carioca apresentou movimentos distintos conforme a qualidade e a região.
Entre os fatores apontados pelos pesquisadores estão a procura do varejo para reposição de estoques e a oferta limitada de lotes de melhor qualidade. As cotações variaram entre as regiões: em alguns mercados, os preços permaneceram estáveis, mesmo quando outras praças registraram altas.
Preço do feijão carioca varia conforme qualidade e região
No feijão-carioca de qualidade superior, Barreiras (BA) teve a maior alta diária entre as praças destacadas: 1,29%, com preço de R$ 314 por saca de 60 quilos. São Paulo (SP) manteve a cotação mais alta dessa categoria, em R$ 353,48 por saca, sem alteração em relação ao dia anterior.
No produto de menor qualidade, a maior valorização foi registrada no leste de Goiás, onde a média chegou a R$ 294,02 por saca, avanço de 2,03%. São Paulo também apresentou o maior preço nessa categoria: R$ 338,88 por saca, estável no comparativo diário.
Destaques das cotações informadas pelo levantamento:
- Carioca superior — Barreiras (BA): alta de 1,29%; R$ 314 por saca.
- Carioca superior — São Paulo (SP): R$ 353,48 por saca, maior cotação da categoria; estabilidade diária.
- Carioca de menor qualidade — leste de Goiás: alta de 2,03%; média de R$ 294,02 por saca.
- Carioca de menor qualidade — São Paulo (SP): R$ 338,88 por saca, maior cotação da categoria; estabilidade diária.
Feijão-preto sobe em todas as praças monitoradas
O feijão-preto teve o maior avanço entre os produtos destacados no levantamento. Em Itapeva (SP), a cotação aumentou 2,43% e alcançou R$ 298,75 por saca, valor que também foi o mais alto entre as praças citadas para o grão.
O Cepea atribui o movimento, entre outros fatores, à demanda de reposição do varejo e à restrição de lotes de melhor qualidade. As condições climáticas também seguem no radar dos agentes, por sua influência no plantio da primeira safra de 2026/27 e no início da colheita em São Paulo.
Monitoramento do Cepea abrange 51 praças em 15 estados
O acompanhamento das cotações das três safras de feijão é realizado pelo Cepea em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e completou dois anos. Nesse período, a pesquisa passou a abranger 51 praças de comercialização em 15 estados e no Distrito Federal.
A área monitorada inclui mercados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Os valores citados neste texto correspondem às praças e categorias descritas no material fornecido; o levantamento completo pode conter outras cotações.
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