Cigarrinha-das-pastagens é o nome dado a um complexo de espécies de insetos sugadores da família Cercopidae que atacam gramíneas forrageiras. As ninfas, protegidas por espuma, se alimentam na base das plantas e em raízes superficiais, enquanto os adultos se alimentam principalmente nas folhas. O resultado pode incluir amarelecimento, necrose e queima do pasto, além de redução do crescimento e perda de qualidade da forragem.
O problema costuma se intensificar durante o período chuvoso, quando ovos em quiescência durante a seca, no solo ou junto aos restos vegetais, dão origem a novas populações.
A tomada de decisão deve ocorrer antes de a pastagem apresentar aspecto queimado. O monitoramento desde as primeiras chuvas permite reconhecer ninfas, acompanhar a emergência dos adultos e escolher a combinação de manejo cultural, resistência de plantas, controle biológico e químico.
Ficha rápida
| Característica | Resumo técnico |
| Espécies | Entre as principais estão Deois flavopicta, Notozulia entreriana e espécies do gênero Mahanarva, como M. spectabilis. Zulia entreriana é denominação antiga ainda encontrada em materiais técnicos. |
| Família | Cercopidae, ordem Hemiptera. |
| Ciclo | Ovo, cinco estádios ninfais e adulto. Parte dos ovos permanece em quiescência durante a seca e eclode com o retorno da umidade. |
| Danos | Sucção de seiva do xilema e ação de secreções salivares, que resultam em amarelecimento e queima do pasto, menor produção de matéria seca e perda de valor nutritivo. |
| Soluções | Monitoramento, manejo do pastejo, forrageiras resistentes e controle biológico e químico com produtos registrados, no momento adequado. |
Principais pontos
- A espuma branca na base da touceira é o sinal mais fácil de localizar durante a fase de ninfa.
- Nas espécies típicas, como Deois flavopicta e Notozulia entreriana, os adultos são a principal causa da queima. Espécies do gênero Mahanarva podem apresentar comportamento e potencial de dano diferentes.
- A população costuma aumentar após o início das chuvas, quando a umidade favorece a eclosão dos ovos e o desenvolvimento das ninfas.
- O dano reduz a quantidade e a qualidade do capim, com reflexo na capacidade de suporte, no consumo e no desempenho animal.A resistência de uma forrageira não vale automaticamente para todas as espécies de cigarrinha. A cultivar Marandu, de Urochloa brizantha (sin. Brachiaria brizantha), por exemplo, apresenta resistência às espécies típicas, mas pode ser atacada por espécies do gênero Mahanarva.
- Produtos químicos e biológicos devem estar registrados para pastagens e para a espécie-alvo, e o uso deve seguir a bula, o intervalo de segurança para o retorno dos animais ao pastejo e a receita agronômica.
O que é a cigarrinha-das-pastagens e quais espécies ocorrem no Brasil
Um complexo de pragas das gramíneas forrageiras
As cigarrinhas são consideradas um dos principais problemas entomológicos das pastagens tropicais porque afetam diretamente a planta que sustenta a produção de carne e leite. Trata-se de um sistema complexo, que envolve diferentes espécies de insetos e de forrageiras, a idade do pasto, as práticas de manejo e as condições ambientais.
A distribuição muda entre regiões. Deois flavopicta e Notozulia entreriana predominam em partes do Brasil Central, enquanto outras espécies do gênnero, como Deois chach e Deois incompleta têm importância regional.
Cigarrinhas do gênero Mahanarva, tradicionalmente associadas a gramíneas de maior porte, como cana-de-açúcar e capim-elefante, também causam preocupação em pastagens formadas com cultivares de U. brizantha.
Espécies e diferenças visuais
| Espécie | Características do adulto | Hábito e associação frequente | Agressividade e atenção prática |
| Deois flavopicta | Tégminas escuras com faixas transversais amareladas; o padrão varia entre indivíduos. | Comum em pastagens do Brasil Central, frequentemente associada a Urochloa decumbens. | Espécie típica de grande importância. Adultos provocam amarelecimento e queima; ninfas ficam na base do capim. |
| Notozulia entreriana | Coloração negra brilhante, geralmente com faixa ou manchas creme ou amareladas; apresenta vários padrões alares.; apresenta vários padrões alares. | Ampla ocorrência em gramíneas forrageiras. Citada em materiais antigos como Zulia entreriana. | Espécie típica de grande importância, com danos documentados em U. decumbens. |
| Mahanarva spectabilis | Porte maior que o das espécies típicas; coloração e padrão alar variáveis. | Importante praga do capim-elefante. Outras espécies do gênero foram registradas em cultivares de U. brizantha, como Marandu. | Exige atenção específica: pode causar danos intensos, e a resistência da forrageira às espécies típicas não se estende necessariamente ao gênero Mahanarva. |
A cor ajuda na triagem, mas não deve ser o único critério. O padrão alar varia dentro da mesma espécie, e a identificação segura pode exigir avaliação por um especialista. Essa cautela evita atribuir resistência ou recomendar controle com base em uma espécie incorreta.
Sazonalidade e início das infestações
No Brasil Central, parte dos ovos produzidos no fim da estação chuvosa permanece viável durante a seca em quiescência, mantida pela baixa umidade e pela temperatura mais baixa do solo. Com a volta das chuvas e da umidade, os ovos eclodem e as ninfas dão início à primeira geração da nova estação.
Em geral, a eclosão ocorre a partir de outubro, os primeiros adultos surgem em novembro e cerca de três gerações se sucedem até fevereiro ou março. Essa dinâmica explica por que a vistoria deve começar logo após as primeiras chuvas regulares, antes dos sintomas aparecerem nas forrageiras.
O número e a duração das gerações variam conforme espécie, temperatura, umidade, distribuição das chuvas, cultivar e manejo do pasto. Por isso, calendários fixos não substituem a observação da área.
Como funciona o ciclo de vida da cigarrinha-das-pastagens
Fase de ovo
As fêmeas depositam os ovos próximos à base das gramíneas, no solo ou em resíduos vegetais. Cada fêmea pode colocar cerca de 99 ovos.
Em condições favoráveis, a incubação dura cerca de 22 dias, e o ovo eclode, liberando a ninfa. Na seca, a baixa umidade e a temperatura mais baixa do solo podem interromper ou retardar o desenvolvimento (nos ovos da última geração, a incubação pode chegar a 180 a 200 dias), permitindo que parte dos ovos permaneça na área até a estação chuvosa seguinte.
Fase de ninfa e formação da espuma
A ninfa passa por cinco estádios de desenvolvimento, em um período de cerca de 33 a 48 dias, conforme a espécie, e se alimenta em raízes superficiais ou na base da planta. A excreção, misturada a secreções produzidas pelos túbulos de Malpighi e bolhas de ar, forma a espuma branca característica.

A espuma mantém um microclima úmido, reduz a perda de água e oferece alguma proteção contra inimigos naturais e contra o contato direto de produtos. A espuma não torna a ninfa invulnerável, mas dificulta que a calda atinja o inseto.
Próximo à última ecdise, o líquido diminui, a espuma fica menos úmida e o adulto alado emerge. A exúvia, pele descartada durante a muda, pode permanecer junto à massa de espuma.
Fase adulta
O adulto se desloca pela parte aérea, realiza voos curtos quando o pasto é movimentado, alimenta-se nas folhas, acasala e inicia novas posturas. Nas espécies típicas, os machos vivem cerca de dez dias e as fêmeas, de 11 a 19 dias.
O ciclo completo, de ovo a adulto, leva de 49 a 65 dias. O período é curto, mas suficiente para causar dano e repor a população.
O controle tardio, feito somente quando a pastagem com danos visíveis, pode encontrar poucos adultos da geração que iniciou os sintomas.
Como identificar a cigarrinha-das-pastagens no campo
Sinais precoces na fase de ninfa
A inspeção deve começar na base das touceiras, onde a umidade se mantém por mais tempo. Ao afastar as folhas e a palhada, é possível localizar massas de espuma branca, úmida e aerada.
É recomendável registrar os focos em mapa ou aplicativo e observe áreas baixas, pontos com maior acúmulo de material vegetal, bordas próximas a pastagens infestadas e talhões com histórico de ataque. A distribuição costuma ser irregular, portanto uma observação isolada não representa a área inteira.
Adultos e uso da rede entomológica
Com a movimentação de pessoas ou animais no pasto, os adultos podem saltar ou voar por curta distância. A rede entomológica, permite comparar a abundância entre datas e pontos, desde que o tamanho da rede, o número de amostragens, o horário e o operador sejam mantidos.
Queima –das pastagens
O dano foliar começa com pequenas estrias cloróticas longitudinais, paralelas às nervuras da folha. Depois, as áreas amarelas se ampliam, podem adquirir coloração avermelhada ou castanha e evoluem para necrose.
Em ataques severos, a pastagem adquire aspecto queimado, perde área fotossintética e tem a rebrota comprometida.
Em U. decumbens, o dano se expressa por completo cerca de três semanas após o ataque, o que explica por que a queima visível indica uma infestação já avançada.
Seca, deficiência nutricional, geada, fitotoxicidade e doenças também provocam amarelecimento ou secamento. A presença de espuma, ninfas e adultos, somada ao padrão das lesões e ao histórico climático, ajuda no diagnóstico.
Quando houver dúvida, a avaliação de um profissional evita tratar como cigarrinha um problema de outra origem.
Monitoramento por amostragem: procedimento prático
- A fazenda deve ser dividida em talhões homogêneos por cultivar, idade do pasto, manejo e histórico de infestação, percorridos em zigue-zague, com pontos distribuídos entre bordas e interior.
- Faça a contagem de ninfas e adultos.. Como referência, a EPAMIG (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) indica 25 lançamentos aleatórios de um quadrado de 25 cm de lado por área de 1 a 1,5 hectare para ninfas, e 10 pontos com 30 redadas cada para adultos. Em talhões extensos ou heterogêneos, é recomendável ampliar a amostragem com orientação técnica.
- A amostragem deve começar no início das chuvas e ser repetida a cada 15 dias, com intervalos menores quando a praga for detectada ou a área tiver histórico de surtos.
Quais danos a cigarrinha causa às forrageiras e à pecuária
Sucção de seiva e efeito da saliva
Ninfas e adultos alimentam-se principalmente da seiva do xilema. As ninfas retiram água e nutrientes na base da planta e em raízes superficiais. Os adultos inserem os estiletes nas folhas e introduzem secreções salivares durante a alimentação contribuindo para a fitotoxemia e para a perda de função do tecido da planta.
O dano resulta da combinação entre a sucção e a ação das secreções salivares. Os efeitos incluem morte celular, alteração do transporte de água e redução da atividade fotossintética, com intensidade dependente do inseto, da forrageira e do ambiente.
Perda de massa seca e valor nutritivo
Em estudo publicado na PAB (Pesquisa Agropecuária Brasileira), da Embrapa, a infestação experimental de 25 adultos de Notozulia entreriana por metro quadrado, em gaiolas, reduziu em cerca de 30% a produção de matéria seca da rebrota de Urochloa decumbens. Densidades de 50 e 100 adultos por metro quadrado resultaram em reduções de cerca de 50% e 65%, respectivamente.
Nesse estudo, as densidades mais altas também elevaram o teor de fibra e reduziram a proteína bruta e minerais como fósforo, cálcio, magnésio e potássio. Na prática, o pecuarista enfrenta menos capim disponível e uma forragem de menor valor nutritivo.
Impactos sobre a capacidade de suporte
Com menos massa verde e menor consumo, a taxa de lotaçãodiminui. Se a taxa de lotação não for ajustada, o superpastejo pode agravar a perda de vigor e atrasar a recuperação. Os reflexos possíveis são menor ganho de peso dos animais, queda na produção de leite, necessidade de suplementação ou transferência dos animais para outra área.
A lotação suportada, expressa em UA/ha (unidades animais por hectare), depende da oferta de forragem, do peso dos animais, do sistema de pastejo e do período considerado.
Como fazer o Manejo Integrado de Pragas (MIP) contra a cigarrinha-das-pastagens
Manejo cultural e escolha da forrageira
O manejo do pasto deve evitar dois extremos. O excesso de massa morta e fechamento do dossel mantém umidade junto ao solo e favorece ovos e ninfas. O superpastejo enfraquece a planta e reduz sua capacidade de recuperação. A altura de entrada e saída e a taxa de lotação precisam seguir a cultivar e o sistema de produção.
A escolha da forrageira é uma medida de longo prazo. Segundo a EPAMIG, Urochloa decumbens e U. ruziziensis são altamente suscetíveis às cigarrinhas típicas, enquanto as cultivares Marandu e Xaraés, de U. brizantha, estão entre as forrageiras resistentes. Ainda assim, cultivares de U. brizantha podem sofrer danos causados por espécies de Mahanarva. A decisão também deve considerar solo, drenagem, fertilidade, produtividade e adaptação regional.
Diversificar cultivares e espécies reduz a vulnerabilidade de toda a fazenda. A EPAMIG recomenda que ao menos 30% das pastagens da propriedade sejam formadas por gramíneas resistentes. A integração com análise de solo, adubação de manutenção e consórcio milho-braquiária melhora a resiliência do sistema, mas não dispensa monitoramento.
Controle biológico com Metarhizium anisopliae
O fungo entomopatogênico Metarhizium anisopliae infecta o inseto quando conídios viáveis entram em contato com o corpo, germinam e atravessam o tegumento por ação enzimática e pressão mecânica, até colonizar a hemolinfa. O resultado não é imediato, portanto a aplicação deve ocorrer enquanto a população-alvo ainda está presente e antes de o dano avançar.
Publicações da Embrapa indicam a aplicação com o surgimento das ninfas da segunda e da terceira gerações, período de maior umidade, sempre com base no monitoramento populacional.
O resultado do controle depende do isolado, da qualidade e concentração do produto, do alvo, da cobertura e das condições ambientais. Alta umidade, temperaturas entre 25 °C e 27 °C e baixa radiação ultravioleta favorecem a infecção.
Pastos com 25 cm a 40 cm de altura ajudam a proteger os conídios da radiação solar, e aplicações no fim da tarde ou em dias nublados podem ser adequadas quando previstas na bula.
Não se deve adotar uma dose genérica: é recomendável usar somente produto registrado, confira a viabilidade, siga a dose, o volume de calda, o armazenamento e a compatibilidade informados pelo fabricante.
Resíduos de defensivos no tanque ou misturas incompatíveis podem comprometer os agentes biológicos. O uso de equipamentos exclusivos, caso não existe compatibilidade entre soluções, e a avaliação da qualidade do produto são etapas importantes.
Além disso, a Embrapa recomenda associar M. anisopliae a outras medidas de manejo, com destaque para o uso de forrageiras resistentes.
Controle químico e tomada de decisão
O controle químico pode ser utilizado para reduzir rapidamente a população, especialmente no início da emergência dos adultos, quando eles estão expostos nas folhas.
A literatura técnica indica, como referência para o controle químico, populações médias de 20 a 25 ninfas grandes (próximas ao tamanho adulto) por metro quadrado. O valor não corresponde a um nível de dano econômico, que ainda não foi determinado para as pastagens.
A decisão muda com a espécie de cigarrinha, a cultivar, a quantidade de forragem, o valor do sistema pecuário, a população de adultos, o custo do controle e o histórico do talhão. A série de amostragens, associada à orientação técnica, define o momento da intervenção.
Antes da aplicação, é recomendável confirmar no Agrofit (Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários), do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o registro para pastagens e para a espécie-alvo, além de seguir a bula, a receita agronômica, o intervalo de segurança para o retorno dos animais ao pastejo, as medidas de proteção e o limite de aplicações.
| Momento | Ação recomendável | Objetivo |
| Antes das chuvas | Revisar histórico, mapear cultivares, corrigir manejo do pastejo e planejar áreas prioritárias. | Reduzir condições favoráveis e preparar o monitoramento. |
| Primeiras chuvas | Inspecionar base das touceiras e registrar ninfas vivas por metro quadrado. | Detectar a primeira geração antes da queima. |
| Desenvolvimento das ninfas | Acompanhar a cada 15 dias, ou em intervalos menores em áreas com histórico, o tamanho das ninfas, a distribuição e as condições ambientais. | Avaliar a indicação e o momento do controle biológico. |
| Emergência de adultos | Padronizar redadas e avaliar a tendência da população e a necessidade de controle com produto registrado. | Conter o avanço da infestação e reduzir a ovoposição. |
| Após a intervenção | Repetir amostragem, avaliar mortalidade e preservar inimigos naturais. | Medir o resultado e evitar reaplicações sem critério. |
| Fim da estação chuvosa | Registrar focos e ajustar lotação, altura do pasto, palhada, diversificação e fertilidade. | Reduzir o risco para a próxima estação chuvosa. |
Monitoramento é a base para proteger o pasto
A cigarrinha-das-pastagens deve ser manejada antes de a área apresentar sintomas visíveis nas pastagens. Reconhecer as espécies presentes, inspecionar as touceiras desde as primeiras chuvas e registrar ninfas e adultos permite agir com maior precisão, evitando aplicações tardias ou desnecessárias.
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Perguntas frequentes
1. Qual é o momento mais adequado para aplicar o controle biológico?
O mais recomendável é o surgimento das ninfas da segunda e da terceira gerações, quando a umidade elevada favorece o fungo, sempre com base no monitoramento populacional. Alta umidade temperaturas entre 25 °C e 27 °C e baixa radiação favorecem M. anisopliae. Horário, dose, volume, alvo e repetição devem seguir a bula do produto registrado e a orientação técnica.
2. Qual é a diferença entre o dano da ninfa e o do adulto?
A ninfa alimenta-se na base da planta e em raízes superficiais, retirando seiva do xilema e debilitando o crescimento. O adulto se alimenta nas folhas e introduz secreções salivares que causam fitotoxemia, clorose e necrose. Nas cigarrinhas típicas, o adulto geralmente provoca a queima mais visível.
3. Qual capim é mais resistente à cigarrinha-das-pastagens?
Não existe capim resistente a todas as espécies. As cultivares Marandu e Xaraés, de U. brizantha, e cultivares de Panicum maximum, como Mombaça, Tanzânia e Massai, apresentam maior resistência a D. flavopicta e N. entreriana do que U. decumbens e U. ruziziensis. Ainda assim, cultivares de U. brizantha podem ser atacadas por espécies do gênero Mahanarva. A escolha deve considerar a espécie de cigarrinha predominante na região, o ambiente e o sistema produtivo.
4. A espuma impede a ação dos inseticidas?
A espuma reduz a exposição da ninfa e dificulta o contato de produtos aplicados sobre o alvo. Além disso, a ninfa permanece junto ao solo, protegida pelo dossel e pela palhada. Por isso, controle químico tem como alvo principal os adultos. Além disso a cobertura, produto registrado e momento de aplicação são determinantes para o resultado.
5. Como diferenciar a queima por cigarrinha do efeito da seca?
O ataque de cigarrinha costuma ocorrer em focos, com presença de espuma ninfas ou adultos e estrias cloróticas que evoluem para necrose. A seca tende a acompanhar o padrão de disponibilidade de água e pode ser mais uniforme. O diagnóstico deve combinar inspeção da base, amostragem, clima, solo e nutrição.
6. É possível erradicar a cigarrinha da fazenda?
A erradicação não é um objetivo realista. O MIP busca manter a população abaixo do nível capaz de causar prejuízo econômico para a cultura. Monitoramento, forrageiras resistentes, manejo de pasto, controle biológico e aplicação química criteriosa reduzem danos e preservam o equilíbrio do sistema.
7. Quantas cigarrinhas por metro quadrado justificam o controle?
A referência de 25 ninfas por metro quadrado pode apoiar a avaliação, mas precisa ser combinada com a tendência populacional, os adultos, a suscetibilidade do capim, a oferta de forragem e o custo do controle.


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