Você sabe o que é o La Niña e como ele pode influenciar o clima nas diferentes regiões do país?  

Neste artigo, vamos explicar de forma didática o que caracteriza esse fenômeno, analisar seus efeitos nas principais regiões produtoras e culturas (soja, milho, trigo, café, cana-de-açúcar, algodão, arroz, feijão) com exemplos históricos, além de apresentar dicas de manejo para enfrentar os desafios em anos de La Niña.  

Confira a seguir como proteger sua safra e manter a produtividade mesmo sob condições climáticas adversas. 

O que é o fenômeno La Niña? 

La Niña é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, em contraste com o El Niño (que aquece essas águas). Esse resfriamento deixa as temperaturas do Pacífico abaixo da média histórica, desencadeando mudanças nos padrões climáticos globais.  

Em termos técnicos, considera-se que um La Niña está estabelecido quando a temperatura média na região central do Pacífico Equatorial fica pelo menos 0,5 °C abaixo do normal por um período prolongado. 

No Brasil, esse fenômeno tende a alterar o regime de chuvas e temperaturas de forma desigual entre as regiões.  

Vale destacar que os eventos podem variar em intensidade (fraco, moderado ou forte) e duração, influenciando o quão acentuadas serão essas anomalias climáticas. 

gráfico com a influência do el nino e la nina em diferentes regiões brasileiras

Impactos regionais do La Niña no clima brasileiro 

Os impactos do La Niña variam conforme a região do Brasil, criando um cenário de contrastes climáticos: 

Região Sul 

Costuma enfrentar estiagens (seca) durante a atuação do La Niña, com chuvas abaixo da média. O clima fica mais seco e também mais frio do que o normal, aumentando o risco de geadas tardias nas áreas agrícolas.  

Por exemplo, durante eventos La Niña fortes, partes do Rio Grande do Sul registraram volumes de chuva até 50% menores que a média no período crítico de plantio. Isso afeta o solo, os reservatórios e o desenvolvimento inicial das culturas.  

Além disso, a maior frequência de frentes frias intensas pode antecipar incursões de ar polar, causando geadas em meses atípicos e prejudicando culturas sensíveis ao frio. 

Região Centro-Oeste e Sudeste 

Tendem a ter um clima bastante instável e irregular quando sob efeito do La Niña. Não necessariamente chove menos no acumulado da temporada, mas as chuvas ficam mal distribuídas: pode ocorrer chuva intensa em curto intervalo seguida de longos veranicos (períodos secos).  

Essa imprevisibilidade dificulta o planejamento do plantio e das operações de campo. Por outro lado, em algumas áreas do Sudeste, principalmente na faixa litorânea, a interação com a temperatura do Atlântico pode trazer alívio: condições neutras ou ligeiramente úmidas podem ocorrer, dependendo do ano.  

De modo geral, porém, o produtor do Centro-Sul precisa estar preparado para possíveis quebras na regularidade das chuvas durante o verão sob efeito do La Niña. 

Região Nordeste e Norte 

Normalmente experimentam aumento na precipitação em anos de La Niña. No Nordeste semiárido, isso significa alívio das secas típicas da região: as chuvas tendem a ser mais abundantes e melhor distribuídas, favorecendo culturas de sequeiro e a recarga de reservatórios.  

Muitas vezes, o La Niña está associado a anos agrícolas positivos no Nordeste, com bons índices pluviométricos que impulsionam a produção local. Entretanto, chuvas acima da média também podem vir em eventos concentrados, podendo causar enchentes pontuais ou dificultar a logística de colheita em alguns casos.  

Na região Norte (Amazônia), o La Niña costuma intensificar o volume de chuvas, aumentando níveis de rios e a umidade relativa, o que pode beneficiar sistemas agroflorestais, mas exige atenção redobrada com doenças fúngicas nas lavouras devido à maior umidade. 

Efeitos do La Niña nas principais culturas agrícolas 

Cada cultura responde de forma diferente às condições impostas pelo La Niña. A seguir, listamos os principais impactos nas lavouras brasileiras, sejam eles negativos ou até positivos, com exemplos históricos e dados relevantes: 

Soja 

Grupo de soja isolado no fundo branco - traçado de recorte incluído

2021/22, houve perdas expressivas na soja: no Rio Grande do Sul e no Paraná, até 50% do potencial produtivo foi comprometido pela falta de chuvas regulares.  

Essa quebra de safra reduziu milhões de toneladas da produção esperada e elevou os preços no mercado. Por outro lado, nas regiões Centro-Oeste e MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), o La Niña pode não ser tão prejudicial; se a chuva vier no momento certo, essas áreas conseguem compensar parcialmente as quebras do Sul. 

Isso ocorreu na safra 2022/23 que, mesmo ainda sob La Niña, resultou em produção recorde de soja no Brasil, graças ao clima favorável no Centro-Norte do país.  

Ou seja, o impacto na soja varia regionalmente: chuva irregular no Sul derruba a média nacional, mas chuva acima da média no Cerrado pode impulsioná-la

Milho 

Sementes de milho caindo isoladas no fundo branco com traçado de recorte, coleção de grãos de milho amarelo cru

O milho de segunda safra (safrinha), plantado após a soja, sofre grande influência do clima de outono. Em anos de La Niña, o risco de estiagem durante o fim do verão e o início do outono é maior, encurtando a janela ideal para o desenvolvimento do milho safrinha. 

Na safra 2020/21, por exemplo, a falta de chuva entre abril e junho combinada com geadas fora de época resultou numa redução de quase 21% na produção nacional do milho safrinha. A colheita ficou em 59,5 milhões de toneladas ante 75 milhões esperadas inicialmente. 

Estados como Paraná foram muito afetados: projetavam colher 14,6 milhões de t, mas colheram apenas 5,9 milhões devido à seca e às geadas de junho/julho. Assim, o La Niña impõe dupla ameaça ao milho: déficit hídrico na fase crítica de enchimento de grãos e frio intenso no fim do ciclo, ambos capazes de causar quebras severas. 

Plantios mais tardios ficam especialmente vulneráveis. Já o milho de primeira safra (verão) no Sul também pode sentir a estiagem de plantio, mas parte do déficit hídrico costuma ser compensada nas áreas irrigadas ou pela umidade residual do solo. 

Trigo  

grãos e espigas de trigo isolados sobre fundo branco. Vista superior

Como cultura de inverno predominante no Sul, o trigo depende da chuva entre o outono e início do inverno para uma boa produtividade. O La Niña geralmente traz invernos secos para o Sul, o que pode limitar o desenvolvimento do trigo em fases importantes (perfilhamento, enchimento de grãos).  

Historicamente, safras de trigo em anos de La Niña tendem a apresentar produtividades menores no Rio Grande do Sul e no Paraná, pela combinação de menos chuva e mais frio. Em contrapartida, a menor umidade reduz a incidência de doenças fúngicas nas lavouras. Um efeito colateral positivo é a menor pressão de ferrugem e outras doenças, desde que a seca não seja extrema a ponto de inviabilizar a cultura. 

Outro ponto de atenção é que a geada tardia pode ocorrer com maior frequência em primaveras sob La Niña. Se uma massa de ar frio atingir lavouras de trigo próximo à colheita, pode causar perdas de qualidade (grãos “chochos” ou ardidos).  

Em suma, o produtor de trigo em anos de La Niña deve estar preparado para uma possível irrigação suplementar (se possível) e escalonamento de plantio, reduzindo o risco de perda total caso a chuva falhe em um período crítico. 

Café 

coleção de vários grãos de café sobre fundo branco

A cafeicultura brasileira já enfrentou duros golpes climáticos em recentes eventos de La Niña. A falta de chuvas regulares no Sudeste e no Centro-Oeste entre 2020 e 2022, período de um longo La Niña, reduziu significativamente as chuvas nas regiões cafeeiras, afetando a florada e o pegamento dos frutos.  

Esse déficit hídrico, combinado a ondas de calor, causou estresse nas plantas e diminuiu a produção em muitas lavouras. Além disso, o La Niña antecedeu a geada histórica de julho de 2021, que atingiu cafezais em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. 

Foi o evento de frio mais severo em décadas, destruindo plantas e reduzindo drasticamente a produção de café arábica em 2022. Estimativas indicam que, em 2022, o Brasil colheu apenas ~39,8 milhões de sacas, quando o potencial era acima de 50 milhões, cerca de 20% abaixo do esperado devido à seca e geadas combinadas do ciclo anterior.  

Os preços internacionais do café dispararam após essa quebra. Portanto, para o café, o La Niña traz dupla preocupação: veranicos e calor excessivo na primavera/verão (que prejudicam floração e enchimento dos grãos) e maior risco de frio intenso no inverno (que pode dizimar parte do parque cafeeiro).  

Por outro lado, um ponto positivo é que temperaturas ligeiramente mais amenas e chuvas regulares (quando ocorrem) podem favorecer o desenvolvimento vegetativo do café, reduzindo o estresse térmico e hídrico, como foi o caso no fim de 2025, em que, apesar do La Niña, chuvas frequentes ajudaram no “pega” da florada em muitas regiões produtoras. 

Cana-de-açúcar 

Cana-de-açúcar sobre fundo branco isolado

A cana, cultivada principalmente no Centro-Sul (São Paulo, Minas, Goiás, Paraná), resiste bem a pequenos déficits hídricos, mas eventos extremos relacionados ao La Niña podem afetá-la. Em 2021, sob efeito do La Niña, a combinação de seca prolongada e geadas intensas causou uma quebra expressiva na safra de cana.  

A expectativa inicial de moagem era de ~580 milhões de toneladas no Centro-Sul, mas, com as adversidades climáticas, a colheita fechou em apenas 524 milhões de t, cerca de 56 milhões a menos que o previsto. Essa redução de matéria-prima levou à produção de 3,7 milhões de toneladas a menos de açúcar que o estimado.  

Como resultado, os preços do açúcar e do etanol subiram: o etanol hidratado atingiu preço recorde em abril de 2022, refletindo a oferta menor.  

geada é especialmente danosa para a cana: queima o colmo e obriga muitos produtores a anteciparem a colheita às pressas, colhendo cana ainda imatura para evitar perdas maiores, o que compromete a produtividade e a qualidade. Já a seca reduz o crescimento da cana e a concentração de sacarose.  

Em contrapartida, um ponto positivo é que anos de La Niña costumam ter inverno mais seco, o que favorece a colheita mecanizada da cana (menos atolamento de máquinas e menor necessidade de interrupção por chuva). O maior desafio é quando ocorrem chuvas fora de época durante a colheita de inverno, algo que pode acontecer se o La Niña enfraquece ou transita para neutro/El Niño, provocando chuvas atípicas em junho-julho. Nesses casos, há perda de açúcar no campo e dificuldades logísticas. 

Algodão 

Grande parte do algodão brasileiro é cultivado no Cerrado (Mato Grosso, Bahia, Goiás), muitas vezes em segunda safra. O regime irregular de chuvas causado pelo La Niña pode afetar o algodoeiro de maneiras diversas.  

Chuva em excesso na época errada é um dos principais riscos: se o fenômeno provocar prolongamento do período chuvoso ou pancadas durante a colheita do algodão (inverno), a qualidade da fibra pode ser prejudicada. Fios de algodão expostos à umidade e chuva contínua acabam manchando ou apodrecendo, o que desvaloriza o produto.  

Esse alerta foi real na safra 2022/23: a persistência de umidade até meados do ano criou problemas pontuais na colheita do algodão em pluma, exigindo cuidados extras dos cotonicultores. O Mais Agro destacou que chuvas distribuídas além do habitual (até agosto) seriam “um problema para culturas perenes, como algodão, café e cana, que são afetadas pelas pancadas de chuva em períodos de colheita”.  

Por outro lado, em fase de desenvolvimento, o algodão até se beneficia de um bom regime de chuvas no verão. O La Niña, ao retardar o início das chuvas no Centro-Oeste, pode atrasar um pouco a semeadura, mas se as precipitações ocorrerem de forma regular a partir de dezembro, a safra pode se desenvolver bem.  

Em anos de seca severa, produtores de algodão recorrem mais à irrigação suplementar (quando disponível) e a cultivares mais tolerantes à falta de água. Outro ponto de atenção: clima mais seco durante o ciclo reduz algumas doenças foliares do algodão, porém pode aumentar a pressão de pragas, como pulgões e ácaros (que proliferam em ambientes quentes e secos). Assim, o manejo integrado deve ser ajustado conforme a tendência climática do ano. 

Arroz irrigado 

Detalhe de uma espiga de arroz sobre um fundo branco

Surpreendentemente, o La Niña nem sempre é vilão para a orizicultura do Sul. Como o arroz irrigado depende de lâmina d’água nas lavouras, verões não muito chuvosos podem até facilitar a condução da cultura.  

Estudos históricos no Rio Grande do Sul mostram que 60% dos eventos de La Niña resultaram em rendimentos de arroz dentro ou acima da média. Isso ocorre porque a redução de chuvas na primavera costuma favorecer a semeadura no timing correto (menos dias com solo encharcado) e aumenta a radiação solar nos arrozais, impulsionando a produtividade, desde que haja água suficiente nas barragens para irrigação.  

Um caso ilustrativo foi o da safra 2020/21 no RS: apesar do La Niña, o arroz teve ótimo desempenho produtivo, batendo recordes de produtividade em algumas regiões. Contudo, há um porém: os reservatórios chegaram ao final da safra praticamente secos.  

Muitos açudes ficaram no limite, e arroios, quase parados, devido à chuva escassa de reposição. Ou seja, o arroz se desenvolveu bem, mas consumiu quase toda a água armazenada.  

Se o La Niña se prolongasse ou intensificasse, faltaria água para manter a área irrigada. Portanto, o produtor de arroz em ano de La Niña deve ter atenção redobrada ao nível de barragens e mananciais: planejar a lavoura dentro da capacidade hídrica disponível e adotar medidas de economia de água (irrigação mais cedo, manejo de válvulas, etc.) são práticas recomendadas. 

No Centro-Oeste (arroz de terras altas), o La Niña pode prejudicar, pois a cultura lá é de sequeiro, então estiagens prolongadas derrubam a produtividade. Já no arroz irrigado do Nordeste (por exemplo, Tocantins, Maranhão), o La Niña tende a ser benéfico, garantindo chuvas para encher lagoas e rios, assegurando a irrigação. 

Feijão 

Vista superior de feijões marrons sobre um fundo branco.

O feijão é plantado em praticamente todas as regiões do Brasil em diferentes épocas do ano (primeira, segunda e terceira safra), o que torna seu resultado médio uma soma de situações climáticas distintas. De maneira geral, anos de La Niña não indicam quedas significativas na produtividade do feijão, ao contrário, podem vir acompanhados de ganhos.  

Um estudo feito ao longo de 30 anos em GO e DF revelou que, nos anos de La Niña, houve predominância de anomalias positivas de produtividade do feijão, enquanto, nos anos de El Niño, observou-se mais perdas que o normal. Isso sugere que o feijão se beneficia de condições, como verões menos chuvosos e invernos com umidade suficiente nas regiões analisadas.  

O raciocínio é que chuvas acima da média no Nordeste (favorecendo a safra “das águas” em áreas semiáridas) e veranicos moderados no Centro-Sul (que reduzem doenças em feijões de inverno irrigados) podem elevar a produtividade média nacional do feijão em tempos de La Niña. Contudo, é importante lembrar que o feijoeiro é muito sensível em suas fases críticas: se a estiagem pega bem na floração ou no enchimento de vagens, pode causar perdas severas localmente.  

Na safra da seca (feijão de inverno irrigado no Centro-Sul), um clima seco é desejável para evitar doenças, mas a chegada de frentes frias com geada em áreas, como Paraná ou Minas Gerais, pode dizimar campos não protegidos. De forma prática, agricultores de feijão costumam escalar plantios em diferentes datas e áreas para diluir o risco climático, ainda mais em anos de La Niña, cuja regularidade das chuvas é uma incógnita.  

Também há tendência de redução de algumas doenças como a antracnose em condições mais secas, o que pode ser um alívio, porém pragas, como mosca-branca e vaquinha, podem se intensificar em verões quentes e secos, exigindo monitoramento constante. 

4 dicas de manejo para enfrentar o La Niña 

Se preparar com antecedência é a melhor estratégia para mitigar os efeitos do La Niña. Veja algumas práticas recomendadas que podem ajudar a reduzir riscos e garantir o melhor desempenho possível da lavoura em anos de clima desafiador: 

  1. Informe-se sobre o clima da sua região: acompanhe de perto as previsões meteorológicas sazonais e use ferramentas de apoio à decisão como o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), do governo federal. O Zarc indica as melhores janelas de plantio para cada cultura e município, considerando o histórico climático local.  
  1. Ajuste o planejamento de plantio e cultivares: diante da previsão de um La Niña, seja flexível com o calendário agrícola. Considere antecipar o plantio dentro do possível para aproveitar a umidade disponível no solo no início da temporada ou, em outras situações, escalonar a semeadura em várias datas. Também opte por cultivares mais adaptadas às condições previstas, escolhas varietais e de calendário podem fazer a diferença para garantir produção mesmo num ano difícil. 
  1. Fortaleça o solo e a sanidade das plantas: em períodos de clima irregular, um solo bem manejado pode salvar a produtividade. Plantas bem nutridas e bioestimuladas toleram melhor curtos períodos de estresse hídrico e resistem mais a pragas e doenças. Além disso, redobre os cuidados fitossanitários de acordo com a tendência climática: em clima mais seco, fique atento a pragas que podem se proliferar; já em regiões onde o La Niña traz mais chuva, intensifique o monitoramento de fungos e esteja pronto para proteger a lavoura se condições muito úmidas persistirem. 
  1. Esteja preparado para imprevistos e tenha um Plano B: a palavra-chave em anos de La Niña é adaptação. Mantenha um acompanhamento climático contínuo e esteja pronto para ajustar o manejo em tempo real. Além disso, considere medidas de gestão de risco financeiro: securitização da safra, contratos de seguro agrícola ou travamento de preços podem trazer tranquilidade caso o clima reduza a produção. Ferramentas de mercado, como o Barter, podem ser úteis para garantir renda mesmo em um cenário adverso.  

Lembre-se: cada safra é diferente, e flexibilidade é essencial 

Seguindo essas dicas, o produtor pode não controlar o clima, mas certamente controla o nível de preparo e resposta que dará a ele. Assim, reduz-se o impacto e aproveita-se melhor as janelas favoráveis, mesmo em um ano de La Niña.  

Em resumo: informação, planejamento e tecnologia são os aliados do agricultor contra as surpresas do clima. 

O fenômeno La Niña, apesar de desafiar a agricultura, não significa sentença de perdas inevitáveis. Como vimos, ele afeta as lavouras de forma distinta: algumas culturas sofrem quebras severas, enquanto outras podem ter até ganhos ou ser menos impactadas (arroz irrigado e feijão, em certos contextos). A chave está em entender essas nuances e se antecipar aos eventos climáticos. 

Para responder à pergunta “como o La Niña afeta as lavouras no Brasil?”, podemos afirmar: ele molda o calendário agrícola, atrasando ou adiantando chuvas, e exige adaptação no manejo por parte do produtor. A boa notícia é que, munido de conhecimento e preparo, o agricultor pode mitigar grande parte dos riscos.  

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