Nos últimos anos, o produtor brasileiro tem enfrentado um inimigo que ganhou protagonismo no campo: as lagartas do gênero Spodoptera. Na safra de soja 2024/25, essa praga voltou a figurar entre as principais preocupações dos agricultores, especialmente em regiões de cultivo intensivo de soja, milho e algodão.
De acordo com o portal Mais Agro, as Spodopteras foram as pragas de destaque da safra 2024/25, com ocorrência em praticamente todas as regiões produtoras do país. Um levantamento da FMC que cobre mais de 6 milhões de hectares no Brasil também indicou “aumento na pressão de Spodoptera frugiperda em todas as regiões analisadas na safra 2024/25”.
Essa intensificação tem relação direta com o modelo de produção adotado e com o clima favorável. O ambiente contínuo de alimento permite que as lagartas se mantenham ativas de uma safra para outra, mantendo altas populações, enquanto o clima favorece o aumento do número de gerações ao longo do ano.
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Um cenário favorável para a praga: clima e manejo intensivo
As condições climáticas também contribuíram para o aumento das infestações.
Em Estados, como Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, as chuvas ficaram muito acima da média em dezembro de 2024, criando um ambiente ideal para a proliferação de pragas e doenças nas lavouras – cenário que parece se repetir em algumas regiões no início da safra de soja 2025/26.
A umidade e o adensamento das lavouras proporcionam condições ideais para a sobrevivência e a dispersão das Spodopteras, que encontram alimento e abrigo durante todo o ciclo das plantas.

Além disso, a permanência de restos culturais, plantas voluntárias e coberturas vegetais amplia o cinturão de sobrevivência da praga, conectando áreas de soja, milho e algodão. Essa continuidade torna o sistema agrícola mais vulnerável e eleva a pressão sobre as ferramentas de controle.
Comportamento e danos das Spodopteras: pequenas no início, devastadoras no final
As Spodopteras são pragas polífagas e altamente adaptáveis, com ciclo reprodutivo acelerado – em condições favoráveis, completam o desenvolvimento em cerca de 25 dias, podendo gerar várias gerações em uma única safra.
Cada fêmea deposita mais de mil ovos, que eclodem em massa e rapidamente se dispersam pela lavoura. As lagartas dobram de tamanho em poucos dias, e, se o controle não for feito cedo, tornam-se grandes e difíceis de eliminar.
Curiosidade: uma lagarta adulta de Spodoptera pode consumir até 5 folhas ou 3 vagens de soja por dia – o suficiente para causar perdas significativas de produtividade.
Na soja, as lagartas atacam folhas, flores e vagens, reduzindo a capacidade fotossintética e comprometendo diretamente o enchimento de grãos. No milho, atacam o cartucho e as espigas, perfurando grãos e provocando quebras severas. Já nas fases iniciais, podem agir como “lagartas-rosca”, cortando plântulas rente ao solo – um golpe mortal para o estande inicial.
Perda de sensibilidade crescente: desafios do controle convencional
O controle da Spodoptera se tornou um desafio técnico e econômico. O uso intensivo de inseticidas com os mesmos modos de ação gerou mudanças na sensibilidade das lagartas.
Alerta técnico: consultores do Mato Grosso observaram aumento expressivo de ataques de lagartas mesmo em áreas Bt, evidenciando que o controle precoce é essencial para evitar perdas severas.
Esse cenário reforça que o manejo isolado não é mais suficiente. Estratégias de controle químico, biológico e biotecnológico precisam ser integradas e bem posicionadas, visando atingir diferentes fases do ciclo da praga – do ovo ao adulto.
Relatos recentes indicam que lagartas Spodoptera e outras de difícil controle estão cada vez mais adaptadas aos sistemas de cultivo, sobrevivendo a táticas antes eficazes.
Produtores que negligenciaram o manejo dessas lagartas chegaram a perder até 15 sacas de soja/ha, pois as pragas atacaram diretamente espigas, vagens e outras estruturas reprodutivas da planta.
A lição é clara: sem ajuste no manejo, o risco de prejuízos elevados aumenta consideravelmente.
Estratégias eficazes de manejo para as próximas safras de soja: foco no ciclo completo
Diante da pressão crescente de Spodoptera e da dificuldade de controle, os especialistas recomendam um manejo integrado e proativo. Isso inclui monitoramento frequente da lavoura, adoção de medidas culturais (como eliminar plantas voluntárias que servem de hospedeiro na entressafra) e diversificação das táticas de controle.
Um ponto central é garantir o controle em todos os estádios da praga – ou seja, agir nas diferentes fases do ciclo de vida da lagarta. Identificar e combater as lagartas ainda pequenas (nos primeiros ínstares) é crucial para evitar que atinjam estágios avançados, mais difíceis de controlar e já causando danos.
Da mesma forma, é importante considerar métodos que atuem também sobre ovos e lagartas recém-eclodidas, interrompendo o ciclo antes que a infestação se estabeleça plenamente.
Outra frente fundamental é o manejo antirresistência
Para preservar a eficácia de produtos e tecnologias, deve-se rotacionar modos de ação e, quando possível, combinar ferramentas com mecanismos de controle distintos. Assim, mesmo que um indivíduo da praga seja menos sensível a uma determinada estratégia, acabará controlado por outra.
Boas práticas incluem alternar grupos químicos entre aplicações e evitar repetir o mesmo inseticida seguidamente na mesma safra. Além disso, a integração de métodos (químicos, biológicos e biotecnológicos) ajuda a reduzir a pressão de seleção sobre qualquer um isoladamente.
Em síntese, o cenário atual pede um “duplo ataque”: envolver diferentes táticas para assegurar que a Spodoptera não encontre brechas para sobreviver e se multiplicar.
Nesse contexto, o produtor precisa contar com soluções que aliem ação rápida e prolongada, capazes de controlar os diversos estágios da praga e, principalmente, contribuir para quebrar o ciclo de desenvolvimento no sistema de produção.
A seguir, vamos conhecer uma dessas ferramentas estratégicas no combate às Spodopteras.
CURYOM®: choque imediato e residual prolongado no controle de Spodoptera

Entre as ferramentas já testadas e aprovadas em campo, o inseticida CURYOM® destaca-se como solução eficaz com presença de Spodoptera. Esse produto, já conhecido dos sojicultores e cotonicultores, assume um papel estratégico no manejo atual da lagarta, oferecendo controle rápido e duradouro em soja e milho.
Sua fórmula reúne dois ingredientes ativos complementares – profenofós e lufenurom – que atuam de forma precisa e sinérgica sobre a praga, atingindo-a em diferentes fases do ciclo. Em outras palavras, CURYOM® combina um efeito neurotóxico de choque com uma ação reguladora de crescimento prolongada, proporcionando tanto a eliminação rápida das lagartas presentes quanto a interrupção do desenvolvimento de novas gerações.
Em conjunto, esses dois modos de ação se complementam perfeitamente
O profenofós fornece controle imediato das lagartas presentes, enquanto o lufenurom garante um residual prolongado que protege a lavoura contra reinfestações nas semanas seguintes.
Diferente de inseticidas convencionais de efeito rápido, porém curto, CURYOM® deixa uma espécie de “barreira fisiológica” no campo: continua agindo por muitos dias após a pulverização, eliminando lagartas neonatas ao eclodirem dos ovos e impedindo a multiplicação da praga na área tratada. Esse duplo efeito – choque e residual – é exatamente o que os produtores precisavam para retomar o controle da Spodoptera em sistemas intensivos!
E vale ressaltar também que a utilização de dois ativos distintos em um só produto contribui para o manejo de resistência
Ao combinar dois modos de ação (um organofosforado + um regulador de crescimento) no tratamento, reduz-se drasticamente a chance de sobrevivência de indivíduos resistentes a um ou outro mecanismo isoladamente. Essa abordagem integrada de ataque está alinhada às boas práticas de manejo antirresistência, ajudando a preservar a eficácia do produto por mais tempo no controle da Spodoptera.
Em outras palavras, CURYOM® insere-se como peça central de uma estratégia de manejo que busca sustentabilidade e longo prazo, mesmo em um cenário de populações de lagartas mais tolerantes.
Quando CURYOM® vem, a Spodoptera não se dá bem. CURYOM®, elimina no choque, elimina no residual. Esses lemas resumem bem o impacto do produto na lavoura: em um cenário complicado, o produtor volta a ter poder de controle sobre a praga.
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