Nos últimos anos, agricultores brasileiros têm enfrentado infestações crescentes de lagartas do gênero Spodoptera nas lavouras de soja e milho. Essa praga vem se disseminando rapidamente em sistemas intensivos de cultivo (soja-milho, muitas vezes seguido de algodão), impulsionada pelo plantio contínuo, que oferece alimento o ano todo.  

A sucessão frequente dessas culturas cria uma “ponte verde”, ou seja, um ambiente sempre verde e hospitaleiro para as pragas, sem intervalos de entressafra. Como resultado, pragas, como lagartas do gênero Spodoptera, encontram oferta abundante de alimento e registram aumentos populacionais preocupantes nas lavouras brasileiras.  

Em outras palavras, a disponibilidade constante de soja, milho (e até culturas sucessoras como algodão) permite à praga se perpetuar de uma safra à outra, mantendo altas populações e tornando os surtos cada vez mais frequentes. 

Esse cenário é agravado pelas características biológicas da praga. Altamente adaptável e com ciclo reprodutivo acelerado, a Spodoptera completa seu desenvolvimento em poucas semanas sob condições favoráveis, permitindo a ocorrência de múltiplas gerações dentro da mesma safra. 

Com a evolução da dinâmica das pragas do gênero Spodoptera e as mudanças na sensibilidade das lagartas, são necessárias estratégias integradas de manejo de pragas para ter sucesso no controle. 

Diante dessa pressão crescente e da dificuldade de manejo, o produtor precisa contar com soluções que atuem de forma rápida e prolongada, capazes de controlar diferentes estádios da praga e, principalmente, contribuir para a quebra do seu ciclo no sistema de produção. 

Qual o comportamento das Spodopteras no campo hoje? 

Além da disponibilidade de hospedeiros, as características biológicas das Spodopteras agravam o problema. Trata-se de uma lagarta altamente polífaga e adaptável, capaz de atacar diversas culturas. Seu ciclo de vida é acelerado – em condições favoráveis de clima quente, pode completar o desenvolvimento em apenas ~25 dias, chegando a ter múltiplas gerações dentro de uma mesma safra.  

Cada fêmea possui um elevado potencial reprodutivo, ovipositando mais de 1000 ovos ao longo de sua vida. Essas larvas eclodem em massa e rapidamente se dispersam na lavoura.  

Em poucos dias, dobram de tamanho e, se não controladas cedo, tornam-se lagartas grandes que causam danos severos. A Spodoptera frugiperda (lagarta-do-cartucho), principal espécie do complexo, por exemplo, pode devorar de 3 a 5 flores de soja por dia ou de 2 a 3 vagens por dia quando atinge estágios avançados.  

No milho, as lagartas atacam o cartucho e as espigas, perfurando grãos e até causando quebra de espigas, o que leva a perdas significativas. Essa praga não se limita a uma cultura ou parte da planta, busca sempre as estruturas mais nutritivas (meristemas, estruturas reprodutivas) e, quando apresenta hábito de rosca, pode até cortar plântulas rente ao solo em estágio inicial, maximizando o impacto econômico. 

É por isso que controlar Spodoptera tornou-se um grande desafio agronômico 

O uso intensivo de inseticidas tradicionais ao longo dos anos, muitas vezes repetindo os mesmos modos de ação, levou a mudanças na sensibilidade das lagartas

Essa combinação de alta pressão de seleção e das características bioecológicas da Spodoptera (ciclo curto, alta reprodução e presença contínua via ponte verde) formou um cenário propício à mudança da sensibilidade da praga, comprometendo as táticas de controle tradicionais.  

Em resumo, nos sistemas intensivos de soja-milho, enfrenta-se uma praga altamente adaptável, capaz de driblar métodos de controle convencionais. Isso exige estratégias de manejo inovadoras e mais robustas, integrando diferentes táticas e, principalmente, posicionamento correto de ferramentas inseticidas eficientes para proteger as lavouras. 

Uma ferramenta já reconhecida pelos produtores agora ajuda a reforçar o controle de Spodopteras  

Diante desse cenário desafiador, é fundamental contar com ferramentas já testadas e aprovadas no campo, que entreguem resultados consistentes mesmo sob alta pressão de pragas. É o caso de CURYOM®, um aliado de longa data dos produtores brasileiros, que agora assume um papel ainda mais estratégico no manejo de Spodoptera em soja e milho. 

Com desempenho reconhecido por técnicos e agricultores em diferentes regiões, CURYOM® reúne dois ingredientes ativos complementares – profenofós e lufenurom – que atuam de forma precisa e sinérgica sobre a lagarta, atingindo-a em diferentes fases do ciclo. A combinação entre o efeito neurotóxico de choque e a ação reguladora e prolongada de crescimento proporciona a eliminação rápida da praga e também a interrupção do desenvolvimento de novas gerações. 

Vamos entender como cada componente atua e por que essa dupla oferece um controle superior, alinhado às necessidades do produtor diante dos desafios atuais no campo: 

  • Profenofós – é um inseticida de contato e ingestão que atua no sistema nervoso do inseto. Sua principal ação é a inibição da enzima acetilcolinesterase, responsável por degradar o neurotransmissor acetilcolina. Ao se ligar irreversivelmente à acetilcolinesterase, o profenofós causa um acúmulo excessivo de acetilcolina nas sinapses neuronais. Esse desequilíbrio provoca hiperestimulação nervosa, levando a tremores e descoordenação, seguida rapidamente por paralisia muscular e morte do inseto. Em termos práticos, o profenofós confere a CURYOM® um forte efeito de choque: as lagartas presentes na lavoura sofrem paralisia quase imediata, cessando a alimentação poucas horas após a aplicação, e morrem em seguida. Essa ação rápida é crucial para estancar danos rapidamente, principalmente contra lagartas maiores que já podem estar causando desfolha e destruição de flores/vagens. 
  • Lufenurom – é um inseticida regulador de crescimento (IGR) que atua interferindo no desenvolvimento das fases imaturas da praga. Especificamente, o lufenurom inibe a síntese de quitina, componente essencial do exoesqueleto dos insetos. Lagartas que ingerem ou entram em contato com lufenurom não conseguem formar a nova cutícula necessária para mudar de ínstar ou pupar. Assim, quando tentam mudar de exoesqueleto, elas morrem presas na antiga cutícula ou por não desenvolverem a nova. Mesmo as que sobrevivem por um tempo ficam debilitadas e deformadas, incapazes de causar danos significativos. Esse efeito interrompe o ciclo de vida da praga na fase de desenvolvimento, agindo como uma barreira fisiológica: as lagartas jovens expostas ao produto não chegarão a se tornar adultas viáveis. Além disso, o lufenurom apresenta ação ovicida e efeito transovariano marcante. Isso significa que atua também sobre os ovos da lagarta, tanto matando ovos recém-depositados na folhagem, quanto esterilizando fêmeas adultas que tenham contato com o produto. Estudos demonstram que fêmeas de S. frugiperda expostas ao lufenurom produzem postura com viabilidade extremamente baixa (apenas ~5% dos ovos eclodem, contra ~69% de viabilidade em condições normais). Ou seja, mesmo que alguma mariposa adulta proveniente de uma área infestada consiga sobreviver após a aplicação, ela terá seu potencial reprodutivo drasticamente reduzido – seus ovos “murcham” e não vingam. Isso confere a CURYOM® um poder único de quebrar o ciclo reprodutivo da Spodoptera no campo, evitando novas gerações da praga. 

Em conjunto, os dois modos de ação de CURYOM® se complementam perfeitamente.  

O profenofós proporciona o controle imediato das lagartas presentes, enquanto o lufenurom fornece um residual prolongado que protege a lavoura contra reinfestação e surtos subsequentes.  

Diferente de inseticidas convencionais de efeito rápido, porém efêmero, CURYOM® deixa um legado duradouro no campo: uma “barreira fisiológica” que continua agindo por muitos dias após a aplicação, eliminando lagartas neonatas que eclodem dos ovos e até impedindo a multiplicação da praga na área tratada.  

Esse duplo efeito, choque e residual, é exatamente o que os produtores precisavam para retomar o controle de Spodoptera em sistemas intensivos! 

CURYOM® no centro da estratégia contra Spodoptera 

Nesse cenário de pressão crescente, a forma como CURYOM® é posicionado no manejo de Spodoptera faz toda a diferença. O produto mantém a confiança construída no campo, e está sendo recomendado de forma estratégica para garantir o controle mais completo e eficiente possível. 

Essa recomendação busca explorar ao máximo a sinergia entre o profenofós e o lufenurom, garantindo o efeito de choque imediato e o residual prolongado que caracterizam a ferramenta.  

Importância do controle em todos os estádios da praga e em múltiplas culturas 

Vale ressaltar que o uso de dois ingredientes ativos distintos em CURYOM® também contribui para o manejo antirresistência 

Ao combinar modos de ação (um organofosforado + um regulador de crescimento) num só tratamento, reduz-se a probabilidade de sobrevivência de indivíduos sem sensibilidade a um ou outro mecanismo isoladamente. Essa abordagem de “duplo ataque” está alinhada com as boas práticas de manejo de resistência, ajudando a preservar a eficácia do produto e a prolongar sua vida útil no controle da Spodoptera. 

Benefícios estratégicos de CURYOM® no controle de Spodoptera 

A adoção de CURYOM® no programa de manejo de pragas proporciona benefícios claros e imediatos para o sojicultor e o produtor de milho. Abaixo, resumimos seus principais diferenciais comprovados: 

  • Alta performance em Spodoptera: atuação eficaz mesmo sob pressão elevada de lagartas. CURYOM® protege o potencial produtivo das lavouras de soja e milho, entregando controle superior de Spodopteras. Em um cenário de intensificação de cultivo e resistência, ele se mostra capaz de dar conta da praga, o que outros não conseguem. 
  • Choque máximo com residual prolongado: efeito de choque neurotóxico rápido (paralisação imediata das lagartas) combinado a um prolongado efeito residual no campo. Isso resulta em mortalidade rápida das lagartas presentes e proteção duradoura contra reinfestações nas semanas seguintes. Na prática, CURYOM® elimina no choque, elimina no residual, controlando hoje e prevenindo o problema amanhã. 
  • Ação eficaz multipragas: solução de amplo espectro que controla não só as Spodopteras, mas também outras pragas importantes das culturas. CURYOM® apresenta eficácia comprovada contra outras lagartas, diferentes espécies de percevejos, ácaros, tripes e até mesmo o bicudo-do-algodoeiro. Ou seja, oferece um controle amplo ao manejar simultaneamente um leque de pragas distintas.  

Quando CURYOM® vem, a Spodoptera não se dá bem. CURYOM® elimina no choque, elimina no residual. Esses lemas resumem bem o impacto do produto no campo: em um cenário complexo, a situação agora muda de figura para o produtor, que recupera seu poder de controle.  

Em suma, CURYOM® se consolida como a referência técnica para controle de Spodoptera no cenário atual de agricultura intensiva. Com ele, agrônomos e produtores rurais dispõem de uma ferramenta poderosa para retomar a vantagem no manejo dessa praga tão desafiadora. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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