Imagine estar no campo diante de uma lavoura de soja em que o controle de plantas daninhas parece cada vez mais complexo: espécies agressivas, como caruru, competindo diretamente por água, luz e nutrientes, ameaçando não só a produtividade, mas a viabilidade econômica da safra. 

O impacto dessa matocompetição resulta em perdas significativas de produtividade, aumento dos custos operacionais devido a reentradas não planejadas e dificuldades na colheita. 

Diante desse desafio, como o produtor pode conter o avanço de espécies de difícil controle e proteger a produção da safra? A resposta está no programa Manejo Limpo

Confira a seguir como essa abordagem integrada no manejo de daninhas está ajudando produtores a retomarem o controle sobre o caruru e outras daninhas no sistema soja-milho

Por que o caruru desafia o manejos convencional? 

A dificuldade em controlar espécies, como o caruru (Amaranthus spp.) não é um acaso, mas consequência da evolução do sistema produtivo. Durante décadas, a dependência quase exclusiva do glifosato pressionou a seleção de biótipos que sobreviveram a esse mecanismo de ação. 

Além disso, o caruru apresenta características biológicas que dificultam o controle: é uma planta C4, assim como a cultura do milho, de crescimento explosivo e com altíssima capacidade de produção de sementes

Isso significa que falhas no controle permitem uma reinfestação severa e rápida, alimentando o banco de sementes no solo e perpetuando o problema para as safras seguintes. 

Planta de caruru (Amaranthus spp.) jovem nascendo em meio à palhada.

Com base nesse cenário, insistir em aplicações isoladas ou repetir sempre os mesmos princípios ativos tornou-se uma estratégia insustentável. 

O que é o manejo limpo e por que ele foi criado? 

Para superar desafios como o caruru, a Syngenta desenvolveu o Manejo Limpo. Mais do que programa de aplicação de herbicidas, ele tem como foco o Manejo Integrado de Plantas Daninhas (MIPD)

O programa Manejo Limpo propõe uma mudança de mentalidade: adotar um processo contínuo e planejado, que combina práticas químicas, culturais e preventivas ao longo de todo o ciclo da soja e do milho para o controle de plantas daninhas. 

É uma estratégia técnica e sistêmica baseada em três fundamentos essenciais

  1. Rotação de mecanismos de ação: alternar grupos químicos diferentes para reduzir a pressão de seleção e manter a eficácia dos herbicidas por mais tempo.
  1. Entrada antecipada: iniciar o controle ainda na entressafra, antes do plantio, e manter o sistema limpo com ações na pré-emergência e na pós-emergência. 
  1. Adaptação ao sistema produtivo: ajustar as combinações de produtos e práticas à realidade de cada área, levando em conta histórico de infestação, solo, clima e janela de plantio. 
Soja em sistema de plantio direto (SPD). Fonte: Embrapa

As 3 etapas do Manejo Limpo para o controle do caruru na soja e no milho 

Dentro dessa lógica sistêmica, o programa estabelece uma sequência de etapas,em que cada etapa prepara o sucesso da anterior. 

1. Manejo antecipado 

A estratégia: o primeiro passo começa antes mesmo da semeadura. O manejo antecipado, realizado cerca de 45 dias antes do plantio da soja, tem como objetivo reduzir o banco de sementes e eliminar as primeiras daninhas que emergem na entressafra, reduzindo a pressão inicial de infestação. 

A solução: CALARIS® é a ferramenta chave para essa etapa. Sua formulação moderna combina atrazina e mesotriona, proporcionando uma eficiência superior contra daninhas de difícil controle. 

2. Herbicidas pré-emergentes 

A estratégia: essa etapa ocorre logo após a semeadura. O objetivo é impedir que as sementes de daninhas germinem e comprometam o desenvolvimento inicial da cultura, como também visando controlar novos fluxos de emergência. É fundamental para proteger a fase mais sensível da soja, reduzindo a matocompetição e oferecendo residual prolongado para manter a área limpa por mais tempo. 

A solução: EDDUS® é a solução definitiva para “cortar o mal pela raiz”, sendo um herbicida pré-emergente composto pela união de s-metolacloro e fomesafem. Ele oferece um longo período residual e amplo espectro de controle sobre gramíneas e folhas largas resistentes, tudo isso com alta seletividade para proteger o potencial produtivo da soja desde o início. 

Leia também: Manejo pré-emergente de daninhas é preferência de sojicultores 

3. Herbicidas pós-emergentes 

A estratégia: mesmo com estratégias bem aplicadas, é comum que algumas plantas daninhas apresentem novos fluxos de emergência. O manejo pós-emergente foca em eliminar rapidamente essas daninhas e evitar que as daninhas produzam novas sementes, perpetuando o ciclo. 

A solução: FLEXSTAR® GT, combina fomesafem e glifosato em uma formulação prática. Proporciona ação de choque rápida e controle eficiente dos escapes, além de reforçar a rotação de grupos químicos, essencial para a sustentabilidade do sistema. 

Conheça os benefícios das Soluções Syngenta para o manejo de daninhas no sistema soja-milho 

Para operacionalizar essas etapas com eficiência máxima, o Manejo Limpo utiliza soluções da Syngenta desenhadas especificamente para os desafios enfrentados no campo. 

CALARIS® para o manejo antecipado 

Herbicida para soja CALARIS, indicado para o manejo antecipado do caruru.
  • Amplo espectro: oferece alta eficácia no combate a daninhas de difícil controle. 
  • Desempenho superior: conta com uma formulação moderna que potencializa os resultados no campo. 
  • Flexibilidade: permite aplicação tanto no manejo antecipado (soja e milho) quanto no pós-emergente (milho). 

EDDUS® como herbicida pré-emergente 

Herbicida pré-emergente para soja EDDUS, indicado para o manejo do caruru
  • Amplo espectro e alta performance: atua sobre gramíneas e folhas largas, combatendo as principais ervas resistentes ao glifosato, como capim-amargoso, pé-de-galinha e caruru. 
  • Manejo da resistência: possui dois ingredientes ativos com mecanismos de ação diferentes e complementares, essenciais para a rotação de ativos. 
  • Tecnologia e seletividade: é altamente seletivo para a cultura da soja e possui formulação de alta tecnologia, conferindo estabilidade mesmo em condições adversas. 
  • Acelera a dessecação: proporciona efeito pós-emergente sobre as plantas daninhas. 

FLEXSTAR® GT como herbicida pós-emergente 

Herbicida pós-emergente para soja FLEXSTAR GT, indicado para o manejo do caruru
  • Alta eficácia: reconhecido por sua alta eficácia especificamente contra as folhas largas. 
  • Conveniência: oferece conveniência operacional aliada a uma maior seletividade para a cultura.
  • Eficiente: atua de forma decisiva no manejo de resistência dentro do sistema produtivo. 

Manejo limpo: sistema soja-milho livre de daninhas 

Para transformar essa visão em resultados no campo, a execução do Manejo Limpo exige rigor técnico e atenção aos detalhes incluindo, sempre, as boas práticas agrícolas na hora de aplicar os herbicidas. 

Respeitar as janelas de aplicação, escolher herbicidas priorizando a rotação de aticos aplicar sob condições de umidade do solo adequadas e observar rigorosamente as condições climáticas ideais para aplicação dos herbicidas estão dentre as práticas recomendadas. 

Ao integrar essas boas práticas com outras estratégias do MIPD, o produtor colhe muito mais do que grãos. Ele conquista eficiência operacional, reduz custos com reentradas e assegura a sustentabilidade agronômica do sistema, protegendo sua rentabilidade

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

Confira a central de conteúdos Mais Agro para ficar por dentro de tudo o que está acontecendo no campo. 

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