A produção de amendoim no Brasil avança com expansão de área, protagonismo de São Paulo e entrada de novas regiões, fortalecendo exportações e rotação de culturas no agro. Continue a leitura!
O amendoim (Arachis hypogaea) deixou de ser uma cultura secundária no Brasil e se consolidou como uma oleaginosa estratégica na matriz agrícola. Impulsionado pela demanda global por alimentos nutritivos e por sua importância na rotação de culturas, o setor tem demonstrado um crescimento notável em termos de área, produtividade e volume de exportação.
Neste artigo, confira um panorama sobre a produção de amendoim no Brasil, detalhando as principais regiões produtoras, os dados recentes de produtividade e os fatores de inovação que sustentam a expansão e a competitividade dessa cultura no mercado internacional.
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Panorama da produção de amendoim no Brasil
O panorama da produção brasileira de amendoim em 2025 revela um dos maiores saltos na história do setor, com o país atingindo uma produção próxima a 1 milhão de toneladas e exportando mais de 180 mil toneladas apenas entre janeiro e agosto. Esse desempenho é impulsionado, principalmente, pela demanda internacional, com destaque para China e Rússia, além de avanços tecnológicos e melhorias nas práticas de manejo agrícola.
No início de 2025, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimava que a safra nacional alcançaria 1,18 milhão de toneladas, refletindo a expansão da área cultivada e da produtividade, especialmente no Estado de São Paulo. Esse ciclo de crescimento coloca o Brasil como sexto maior exportador mundial da oleaginosa.
O mercado de amendoim no Brasil é dinâmico, influenciado por fatores, como o clima, o preço das commodities e a adoção de boas práticas agrícolas (BPA), que garantem a sustentabilidade e a competitividade do setor. O incremento da área cultivada, aliado à busca por maior produtividade, demonstra o vigor da cultura do amendoim no país.
Principais regiões produtoras de amendoim no Brasil
A produção de amendoim no Brasil está concentrada em regiões que, devido a condições climáticas favoráveis, solos adequados e investimentos em tecnologia, se destacam no cenário nacional.
São Paulo como líder nacional na produção de amendoim
O Estado de São Paulo é o maior produtor de amendoim do Brasil, concentrando mais de 90% da produção nacional em algumas safras, de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA) e dados divulgados pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).
Essa liderança é resultado de um conjunto de fatores, incluindo solos de boa qualidade, clima favorável (com chuvas bem distribuídas na estação de crescimento), alta adoção de tecnologia e uma indústria beneficiadora bem estabelecida, que impulsiona a demanda.
Além disso, a sólida base científica e tecnológica desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC-Apta) também é responsável pelo impulsionamento do Estado. O melhoramento genético das principais cultivares utilizadas, incluindo variedades de amendoim com alto teor oleico, aumentam a qualidade e a durabilidade do produto.
As regiões de Tupã, Marília e Jaboticabal são os principais polos produtores, refletindo a excelência em manejo e infraestrutura agrícola.
O modelo de produção paulista serve como referência para outros Estados produtores de amendoim no Brasil, demonstrando como a integração entre agricultura, indústria e pesquisa pode alavancar o potencial de uma cultura.
Expansão da cultura em novas regiões
Embora São Paulo seja o maior produtor de amendoim do Brasil, a cultura do amendoim tem demonstrado um notável movimento de expansão para novas regiões, principalmente para o Centro-Oeste e o Nordeste do país.
Estados, como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás e algumas áreas do Paraná e da Bahia, vêm aumentando gradativamente suas áreas de cultivo, buscando a diversificação das lavouras e o aproveitamento de condições climáticas e de solo favoráveis.
Essa expansão é impulsionada pela busca por maior rentabilidade e pela integração do amendoim em sistemas de rotação de culturas, especialmente com a soja e o milho, que beneficiam o solo através da fixação biológica de nitrogênio (FBN) e quebram ciclos de pragas e doenças.
O estabelecimento de novos Estados produtores de amendoim no Brasil é um indicador da resiliência e adaptabilidade da cultura, bem como do interesse do produtor em explorar alternativas que complementem seus sistemas produtivos.
Essa diversificação geográfica é estratégica para o mercado de amendoim no Brasil, pois mitiga riscos associados a condições climáticas regionalizadas e fortalece a cadeia produtiva em nível nacional.

Perspectivas para o futuro da produção de amendoim no Brasil
Para a safra 2025/26, as perspectivas indicam uma possível redução na área plantada e na produção de amendoim em comparação com a safra recorde de 2024/25. Produtores brasileiros estão revendo suas estratégias de plantio diante do cenário de queda nos preços, que sofreu pressão devido ao volume elevado produzido em 2024/25. Essa retração da área plantada visa ajustar a oferta ao mercado, buscando estabilizar e melhorar os valores pagos aos produtores.
Além disso, as expectativas de produção mais moderada refletem também uma resposta cautelosa às condições climáticas e de mercado, sem comprometer os avanços tecnológicos e a expansão para novas regiões que continuam em curso.
Apesar dessa perspectiva de recuo na safra 2025/26 de amendoim, o Brasil mantém posição de destaque no mercado mundial, apoiado por um sistema produtivo tecnificado, uma base científica sólida e crescimento das exportações, especialmente para a China, a Rússia e a Europa.
Portanto, embora a produção possa ser menor que a anterior, a expectativa é de continuidade no fortalecimento da cadeia produtiva brasileira de amendoim com foco em saúde, qualidade, inovação e sustentabilidade.

O amendoim se consolida como um ativo valioso para a diversificação do agronegócio nacional. A combinação entre a liderança técnica estabelecida e a adoção de práticas sustentáveis demonstra que a cultura está alinhada às demandas globais por eficiência e responsabilidade.
Ao investir em inovação e na otimização do manejo, o setor garante não só a rentabilidade do produtor, mas também a resiliência de toda a cadeia produtiva brasileira.
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