20/10/2026

Mercado e safra

Trigo no Paraná: chuvas pioram lavouras e ameaçam qualidade da safra 

Deral classifica 54% da área ainda por colher entre média e ruim; atualização da produção está prevista para 29 de outubro.

Mercado e safra

Trigo paulista enfrenta chuva na colheita e incerteza sobre qualidade 

Estimativa estadual anterior ao período mais adverso indicava produção próxima à safra passada; resultado dependerá da classificação dos lotes e do avanço das máquinas.
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Clima e trigo: andamento da safra e alertas para o próximo ciclo

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Preço do trigo no Brasil sobe com safra menor e oferta restrita para moagem 

Redução da produção no Paraná, incerteza sobre a qualidade dos novos lotes e maior necessidade de importação sustentam o mercado durante a colheita.

Qualidade do trigo brasileiro pressiona abastecimento e amplia atenção às importações 

Primeiros lotes colhidos no Paraná e em São Paulo apresentam menor aptidão para panificação, enquanto chuvas atrasam a entrada das máquinas no Rio Grande do Sul.

Semeadura do trigo no Brasil avança com clima favorável e atinge 41,1% da área prevista 

Boas condições de umidade do solo impulsionam germinação uniforme das sementes, com o Paraná liderando o ritmo e operações já concluídas em São Paulo e Mato Grosso do Sul, segundo dados da Conab. ...

A semeadura do trigo no Brasil ganhou impulso nas últimas semanas, favorecida por um cenário climático adequado em boa parte das regiões produtoras. Segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), as boas condições de umidade do solo têm contribuído para uma germinação uniforme das sementes, fator que tende a refletir positivamente no estande inicial das lavouras e, mais adiante, no potencial produtivo da safra. 

De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 1º de junho, o plantio já alcançava 41,1% da área destinada à cultura em todo o território nacional. Em alguns estados, as atividades foram inclusive finalizadas, sinalizando um ritmo mais acelerado do que o registrado em períodos anteriores marcados por estiagens ou excesso de chuvas. 

Panorama da semeadura do trigo no Brasil por estado 

O desempenho da operação varia conforme o calendário regional e as condições edafoclimáticas de cada produtor. O recorte mais recente mostra um cenário heterogêneo, embora predominantemente positivo: 

  • São Paulo: semeadura finalizada, com lavouras já em desenvolvimento vegetativo. 
  • Mato Grosso do Sul: plantio igualmente concluído, encerrando o ciclo de implantação. 
  • Paraná: segundo a Seab/Deral, 67% da área prevista havia sido semeada até 1º de junho, com diversas regiões reportando trabalhos finalizados. 
  • Rio Grande do Sul: avanço mais lento, com 9% da área plantada até 29 de maio, conforme a Conab. 

Esse contraste reflete as particularidades de cada região. Enquanto São Paulo, Mato Grosso do Sul e Paraná concentram um calendário mais precoce, o Rio Grande do Sul tradicionalmente realiza o plantio em janelas mais tardias, dependendo de forma direta das condições de umidade no solo para garantir a emergência adequada das plantas. 

Paraná mantém protagonismo na produção nacional 

O Paraná segue como uma das principais referências da triticultura brasileira, tanto em volume quanto em ritmo de execução. A informação da Seab/Deral indica que dois terços da área estadual já estavam cobertos por sementes no início de junho, com regiões importantes encerrando as atividades de campo. 

Esse avanço consistente reforça a posição do estado como peça-chave da oferta brasileira de trigo, em um momento em que o país busca reduzir sua dependência das importações, principalmente da Argentina, e fortalecer o abastecimento doméstico do cereal. 

Rio Grande do Sul depende da janela climática 

No extremo sul, a Emater/RS aponta que a semeadura avança de forma gradual, condicionada pela disponibilidade hídrica do solo. O estado responde por parcela relevante da produção brasileira, e o desenrolar das próximas semanas será determinante para definir o tamanho real da safra gaúcha. 

Especialistas observam que, embora o atraso relativo não seja, em si, um sinal de alerta, eventuais oscilações climáticas nos próximos dias poderão influenciar tanto a velocidade do plantio quanto a uniformidade das lavouras já estabelecidas. O acompanhamento dos boletins regionais será essencial para ajustar as projeções de produtividade. 

Expectativas para a próxima safra 

Com um início de ciclo marcado por condições favoráveis, a expectativa do setor é de que o Brasil mantenha o ritmo de expansão da cultura observado nos últimos anos. A combinação de boa umidade, calendário em dia nas principais praças produtoras e clima alinhado às necessidades fisiológicas do trigo cria um ambiente promissor para a safra que se desenha. 

Resta agora monitorar o comportamento do tempo durante as fases críticas de desenvolvimento, em especial perfilhamento, florescimento e enchimento de grãos, etapas decisivas para a confirmação do potencial produtivo das lavouras brasileiras de trigo neste ciclo. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.   

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