05/08/2026

Mercado e safra

Previsão do tempo indica chuvas fortes e atrasos na colheita do milho de 2ª safra 

A previsão do tempo para as lavouras de milho da 2ª safra, que estão em fase de colheita, aponta para desafios significativos nas operações em campo. De acordo com dados da Conab, há um pequeno atraso em relação ao mesmo período do ano passado, mas as atividades estão ocorrendo de forma normal em comparação à média dos […]

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Modelos indicam aquecimento do Pacífico a partir de agosto, e produtores devem antecipar estratégias diante de riscos à produtividade do milho safrinha e da soja de verão 

10/04/2026 • Dia a dia do campo

Syngenta e GETAP: a parceria que vai transformar a produtividade do milho  

Participe do maior concurso de produtividade de milho do país com o apoio tecnológico da Syngenta; inscrições para a Safrinha 2026 estão abertas até 30 de abril.

Mercado e safra

Soja e milho devem enfrentar margens mais apertadas na safra 2025/26

Safra recorde de soja, milho mais exposto ao risco climático e um ambiente de mercado pressionado devem desafiar a rentabilidade do produtor brasileiro na temporada 2025/26.  
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Dia a dia do campo

Milho Safrinha em alerta: seca acumula perdas de até 60% no Sul e Centro-Oeste

Déficit hídrico prolongado desde o fim de fevereiro castiga lavouras do Paraná e Mato Grosso do Sul em pleno período crítico de florescimento; especialistas apontam danos irreversíveis em diversas áreas
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Dia a dia do campo

Clima extremo divide o campo brasileiro e impõe novos desafios à safrinha de milho 

Excesso de chuvas no Centro-Norte contrasta com seca severa no Sul, exigindo manejo mais estratégico diante de um cenário de alta variabilidade climática
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Simepar já projeta novas massas de ar polar com risco de geadas pontuais que podem comprometer trigo, cevada e milho safrinha em enchimento de grãos. 

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Levantamento do Imea aponta avanço de 0,57% da área colhida até 22 de maio, com ritmo 0,26 ponto percentual acima do ciclo anterior; Médio-Norte lidera o desempenho regional. 

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A possível transição de La Niña para El Niño no segundo semestre de 2026 já começa a influenciar o planejamento agrícola no Brasil. Modelos climáticos apontam aquecimento gradual das águas do Pacífico a partir de agosto, sinalizando uma mudança de padrão que pode impactar diretamente o regime de chuvas e temperaturas durante o ciclo da safra 2026/27. 

Esse cenário exige atenção redobrada do produtor, especialmente porque decisões estratégicas, como escolha de cultivares, janela de plantio e manejo nutricional, começam a ser definidas nas próximas semanas. O risco climático deixa de ser uma hipótese distante e passa a ser um fator concreto na gestão da próxima safra. 

Safrinha no centro das preocupações 

milho safrinha, responsável por mais de 70% da produção nacional, segue como o principal ponto de atenção. Nos últimos ciclos, atrasos no plantio e exposição a períodos de déficit hídrico já comprometeram o potencial produtivo em diversas regiões. 

Com a possível chegada do El Niño, o comportamento climático tende a se inverter em algumas áreas, com excesso de chuvas no Sul e irregularidade hídrica no Centro-Oeste e Sudeste, justamente onde se concentra grande parte da segunda safra de milho. 

Esse contexto reforça a importância de estratégias mais robustas de manejo, que consigam reduzir riscos e preservar produtividade, mesmo diante de condições mais desafiadoras. 

O protagonismo do manejo técnico neste contexto 

Diante de um cenário climático mais difícil, o manejo agronômico passa a ser decisivo. Uma combinação de nutrição equilibrada com proteção fitossanitária pode ser o diferencial entre uma safra comprometida e um resultado satisfatório. 

Entre os principais pontos de atenção, destacam-se: 

  • Ajuste da janela de plantio para reduzir exposição ao estresse hídrico. 
  • Fortalecimento do manejo nutricional, com foco em plantas mais tolerantes a adversidades. 
  • Uso estratégico de fungicidas foliares, especialmente para controle de doenças como mancha de bipolaris e ferrugens. 
  • Monitoramento constante da lavoura, permitindo respostas rápidas a mudanças climáticas 

Essas práticas não eliminam o risco climático, mas podem aumentar consideravelmente a resiliência da lavoura. 

Do clima ao mercado: impactos que vão além da lavoura 

Além dos desafios agronômicos, a transição para El Niño também pode influenciar o mercado de grãos. Oscilações na produção brasileira tendem a impactar preços, logística e competitividade no cenário internacional. 

Uma eventual quebra de produtividade pode reduzir a oferta e sustentar preços, mas também eleva os custos por hectare, pressionando as margens do produtor.  

Planejamento antecipado é chave para mitigar riscos 

O momento atual é estratégico: mesmo antes da consolidação do novo padrão climático, o produtor que se antecipa ganha vantagem diante da concorrência. Ele pode, por exemplo, avaliar cenários, investir em tecnologia e adotar um manejo mais técnico para poder enfrentar a volatilidade com mais segurança. 

A transição entre fenômenos climáticos não é novidade, mas seus efeitos têm se tornado cada vez mais intensos e imprevisíveis. Nesse contexto, é altamente necessário contar com informação de qualidade e decisões bem embasadas em dados para promover uma sustentabilidade do negócio agrícola. 

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