A safra de verão do Paraná encerrou o ciclo 2025/26 com produção recorde de 26,3 milhões de toneladas de grãos, volume 6% superior às 24,7 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. Os números foram consolidados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), no boletim de junho de 2026. Apesar do resultado histórico, o clima frio do inverno já acende sinal amarelo no milho safrinha, com geadas registradas nas regiões Sul e Oeste do estado.
O que puxou o recorde da safra de verão do Paraná
O desempenho foi sustentado por dois fatores principais: a estabilidade da soja e a forte retomada do milho de primeira safra. Segundo Hugo Godinho, engenheiro agrônomo e analista do Deral, o resultado representa um passo importante para renovar o recorde anual do estado, que em 2025 chegou a 47,3 milhões de toneladas.
Os destaques da safra 2025/26:
- Soja: 21,8 milhões de toneladas consolidadas, principal motor do ciclo.
- Milho de verão: salto de 3,1 milhões para 4,1 milhões de toneladas.
- Área plantada de milho verão: 30% acima do ciclo anterior, impulsionando a retomada da cultura.
- Alta total do ciclo: 6% de crescimento em relação a 2024/25.
Milho safrinha entra em fase crítica com geadas
A atenção dos produtores paranaenses agora se volta para a segunda safra 2025/26, com previsão de 17,6 milhões de toneladas de milho em uma área cultivada de 2,91 milhões de hectares. A colheita já começou, mas atinge apenas cerca de 3% da área total, deixando a maior parte da lavoura exposta ao risco climático do inverno.
Segundo o Deral, foram registradas geadas pontuais de intensidade fraca a moderada nas regiões Sul e Oeste. Os técnicos avaliam que, neste momento, os danos não devem alterar significativamente os números finais de produção, mas o alerta permanece, sobretudo ao longo de julho, período historicamente mais crítico para geada, chuva e seca no estado.
O que esperar para as próximas semanas
A expectativa é de aceleração da colheita, especialmente no Oeste, com a previsão de dias mais secos e ensolarados. Edmar Gervasio, também analista do Deral, projeta um volume expressivo de colheita nos próximos dias, o que ajudaria a reduzir a exposição da lavoura ao risco climático.
Pontos que o produtor deve monitorar:
- Intensidade e frequência das geadas em julho, principal janela de risco.
- Ritmo da colheita nas regiões ainda pouco avançadas, sobretudo o Oeste.
- Comportamento do clima (frio, chuva e seca) até o fechamento do ciclo.
Se a segunda safra confirmar as projeções, o Paraná deve renovar o recorde anual de produção agrícola em 2026, consolidando o estado como um dos motores da produção nacional de grãos.
Meta-descrição: A safra de verão do Paraná fechou 2025/26 em 26,3 milhões de toneladas, novo recorde histórico. Geadas colocam o milho safrinha em alerta.


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