Milho: Dicas, Notícias e Soluções Agrícolas | Mais Agro
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11/06/2026
Exportação de milho do Brasil começa junho com volume diário 70,6% maior que em 2025
Embarques médios saltaram para 31,5 mil toneladas por dia útil nos quatro primeiros dias do mês, segundo a Secex, e sustentaram alta na receita diária mesmo com queda no preço da tonelada...
A exportação de milho do Brasil começou junho de 2026 em ritmo mais acelerado do que no mesmo mês do ano passado. Nos quatro primeiros dias úteis, os embarques somaram 126.061,7 toneladas, volume equivalente a 34% de tudo o que foi exportado em junho de 2025. Os dados constam em relatório divulgado nesta segunda-feira (8) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
Volume médio diário cresce 70,6%
A média diária embarcada saltou de 18.476,7 toneladas, em junho de 2025, para 31.515,4 toneladas neste início de mês, alta de 70,6%. O número considera os quatro primeiros dias úteis de junho de 2026, frente aos 20 dias úteis do mesmo período do ano passado.
Em volume total acumulado, a comparação ainda favorece 2025, justamente pelo número de dias contabilizados:
- Junho de 2025 (20 dias úteis): 369.533,4 toneladas
- Junho de 2026 (4 dias úteis): 126.061,7 toneladas
Mesmo com esse recorte parcial, o ritmo médio sugere um mês potencialmente mais aquecido para os embarques do cereal, caso a tendência se mantenha.
Receita diária da exportação de milho avança 57,9%
O valor médio da tonelada embarcada recuou 7,4% na comparação anual, passando de US$ 252,30 para US$ 233,60. Ainda assim, o avanço no volume mais do que compensou a desvalorização do cereal.
O Brasil faturou US$ 29,451 milhões com os embarques nos quatro primeiros dias de junho. O total ainda é menor que os US$ 93,247 milhões registrados ao longo de todo junho de 2025, mas a comparação se inverte quando se observa a média diária:
- Receita diária em junho de 2025: US$ 4,622 milhões
- Receita diária em junho de 2026: US$ 7,362 milhões
- Variação: alta de 57,9%
Em outras palavras, a maior intensidade dos embarques está gerando mais dólares por dia útil para o agronegócio brasileiro, mesmo em um cenário de preços internacionais menos favoráveis ao produtor.
Demanda externa firme aquece os portos
A combinação de volume diário mais alto e receita média superior indica que a demanda internacional pelo milho brasileiro segue firme no início do segundo semestre comercial. O movimento coincide com o avanço da colheita da segunda safra, principal frente de oferta para o mercado externo nos próximos meses.
Quando o ritmo de embarque supera o do ano anterior logo nos primeiros dias do mês, costuma ser um sinal de que portos, terminais e operadores logísticos estão absorvendo bem o fluxo da safrinha que chega das áreas produtoras.
O que acompanhar nas próximas semanas
Os dados da Secex são parciais e refletem apenas o início do mês. Ainda assim, apontam alguns pontos de atenção para o produtor e o agente do canal:
- A demanda externa firme tende a sustentar o escoamento da safrinha nas próximas semanas.
- O preço médio em queda reforça a importância da gestão de custos da lavoura e do timing de comercialização.
- O fechamento de junho dependerá do desempenho dos próximos 16 dias úteis e do ritmo de chegada do grão aos portos.
O acompanhamento semanal dos relatórios da Secex segue como ferramenta relevante para que o produtor calibre estratégias de venda e de gestão de estoque ao longo do mês.
A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.
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