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Chuvas nas áreas cafeeiras ligam alerta para o controle da ferrugem
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Previsão do El Niño 2026/2027: INMET confirma fenômeno forte e alerta produtores
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Agronegócio registra recorde de exportações em junho e no semestre
Setor faturou US$ 16,6 bilhões no mês passado, alta de 14% ante junho de 2025, com soja em grãos liderando o desempenho. Primeiro semestre também bate marca histórica, com US$ 87,1 bilhões
Preço do café arábica sobe 4,38% após chuvas atrasarem colheita em junho
Cotação Cepea/Esalq atingiu R$ 1.474,18 a saca de 60 quilos nesta terça-feira (16/6), impulsionada por precipitações que afetam o ritmo da safra 2026/27 e podem comprometer a qualidade dos grãos.
O papel da Agricultura de Precisão no futuro do agro
O ritmo do agronegócio mudou e quem não acompanhar pode ficar para trás. A agricultura de precisão já é realidade em quase metade das propriedades brasileiras e se consolida como a estratégia mais eficiente para produzir mais, gastar menos e reduzir riscos. Entenda por quê.
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11/09/2024
Seca coloca florada do café em risco
Seca coloca a florada do café em risco, impactando o potencial produtivo. Confira estratégias de manejo e preparação para enfrentar essa adversidade climática. Cafeicultores ligam alerta em relação a próxima safra A cafeicultura brasileira enfrenta um novo temor em relação ao clima: a ausência de chuvas. Em todas as regiões cafeeiras, o déficit hídrico tem […]...
Seca coloca a florada do café em risco, impactando o potencial produtivo. Confira estratégias de manejo e preparação para enfrentar essa adversidade climática.
Cafeicultores ligam alerta em relação a próxima safra
A cafeicultura brasileira enfrenta um novo temor em relação ao clima: a ausência de chuvas. Em todas as regiões cafeeiras, o déficit hídrico tem avançado, e com a expectativa de florada nas próximas semanas, muitos cafeicultores temem pelo pegamento da safra 2024/25.

As previsões climáticas apontam que não há expectativa de chuvas nessa primeira quinzena de setembro nas áreas cafeeiras, apenas alguns volumes irregulares na última semana do mês. No entanto, nenhum volume que seja suficiente para a florada principal do café. O cenário se repete em todas as regiões cafeeiras do país: Minas Gerais, Rondônia, São Paulo e Espírito Santo.
“Deveremos ter chuvas na última semana de setembro e, mesmo assim, de forma irregular e com volumes muito baixos, que não devem ultrapassar 50 mm”, explica o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos.
Como a ausência de chuvas pode prejudicar a próxima safra?
“Se os grãos ficarem muito tempo nessa fase, expostos ao sol, ao calor e com baixo abastecimento de umidade, esses botões queimam”, diz o engenheiro agrônomo José Jorge, ao comentar sobre a importância de boas chuvas durante a florada.

Essa tem sido a grande preocupação dos cafeicultores, já que a florada é uma fase extremamente importante, com a fecundação dos botões florais. A falta de chuvas nesse período pode prejudicar o desenvolvimento dos botões e dificultar o pegamento dos grãos. Esse cenário pode fazer com que esses botões não completem seus órgãos reprodutivos e não se tornem frutos.
Os desafios do déficit hídrico enfrentado pelos cafeicultores
Todas as regiões produtoras de café do país têm enfrentado um forte déficit hídrico, que, somado às altas temperaturas, piora ainda mais o cenário da cafeicultura brasileira.
Dados recentes da Fundação Procafé apontaram que a região da Mogiana Paulista, por exemplo, tem o pior déficit hídrico de todos, que já chega a 250 mm. Naquela região, nem mesmo as lavouras irrigadas estão escapando do castigo climático. No entanto, as áreas de sequeiro devem passar por situação pior.
“Temos casos de lavouras de sequeiro, principalmente as mais novas, que não vão produzir nada, pois nem conseguiram passar pela primeira fase, que é a formação dos botões”, comenta José.

Segundo o engenheiro agrônomo, as plantas estão secas, e o momento demanda uma grande observação e cuidado em relação às previsões para a próxima safra.
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Setembro com temperaturas acima da média
O mês de setembro começou com temperaturas altas, e elas devem persistir até o final do mês. “Temos a previsão de que setembro e outubro mantenham as temperaturas acima da média, porque não há previsões de frentes frias”, explica Marco Antonio.
A estimativa é que as chuvas cheguem a essas regiões somente em novembro, quando deverão se regularizar, porém, impulsionando uma queda nas temperaturas médias. A previsão é que essas temperaturas fiquem abaixo do normal durante a temporada de verão.
Por último, há também uma expectativa para a chegada do fenômeno La Niña, nos meses de outubro, novembro ou dezembro. Vale destacar que setembro será marcado pela fase de neutralidade climática.
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