Na reta final da colheita de café de 2025, o mercado passa por um período de ajustes naturais. Após meses de preços atrativos, a combinação de maior oferta interna, variações cambiais e incertezas internacionais, incluindo as novas tarifas dos Estados Unidos, resultou em um movimento de correção nas cotações do café.
Mesmo com esse cenário, especialistas destacam que a rentabilidade do produtor continua positiva. Por isso, a atenção já se volta ao planejamento da próxima safra.

Mercado se ajusta, mas segue favorável
Segundo Gil Barabach, consultor da Safras & Mercado, a queda era esperada com o avanço da colheita. No entanto, a intensidade surpreendeu.
“O tombo no preço do café assustou o produtor. Era esperado um recuo com a maior disponibilidade, mas a queda foi bem mais forte”, afirma. Apesar disso, ele ressalta que a rentabilidade segue em níveis expressivos. “Mesmo com a queda, a margem segue bastante positiva. O cenário ainda é favorável.”
EUA e tarifas: atenção redobrada
A nova taxação de 50% imposta pela gestão Trump ao café brasileiro, sem isenção para o produto, aumentou a volatilidade do mercado. Segundo Luiz Fernando, superintendente comercial da Cooxupé, a dependência americana é significativa.
“Estamos falando de um país que comprou 33% de todo o seu café do Brasil em 2024. O consumidor americano está acostumado com blends que têm como base o nosso produto. Ou seja, a substituição não é simples.”
Ele enfatiza que não existe volume disponível no mundo capaz de substituir, no curto prazo, a participação brasileira.

Estratégias de comercialização
Diante dos ajustes, o produtor de café, portanto, adota uma postura mais cautelosa. Assim, em vez de acelerar as vendas, ele passa a buscar o momento ideal para negociar e, para isso, considera alternativas como o barter, modalidade em que parte da produção futura é utilizada como pagamento por insumos e serviços. Além disso, essa prática é vista como uma forma inteligente de proteger a rentabilidade, sobretudo frente às oscilações do mercado.

De olho na florada de 2026
Com cerca de 90% da safra colhida nas principais regiões produtoras, segundo dados de mercado, as atenções se voltam para a florada e o clima da próxima temporada. “A safra de 2026 está completamente aberta. O que vem pela frente vai, sem dúvida, direcionar os preços do café”, explica Gil Barabach.
A chegada das chuvas e floradas consistentes serão cruciais para confirmar o potencial produtivo. “Temos um bom potencial produtivo, mas é cedo para falar em números. A florada será determinante”, reforça Luiz Fernando.
Manejos essenciais para pré e pós-florada
Alguns cuidados adotados no período de pré e pós-florada são fundamentais para garantir o bom desempenho do cafeeiro. Entre eles, destaca-se a atenção redobrada à mancha-de-phoma, doença que, que infecta a floração, os chumbinhos, folhas e ramos. Isso impacta diretamente a produtividade e consequentemente a rentabilidade do produtor.
Assim, devido aos danos expressivos e, além disso, à rápida evolução da doença, que por sua vez é favorecida por condições climáticas adequadas, conclui-se que o controle preventivo deve, portanto, ser priorizado nesses períodos.
Dessa forma, visando oferecer a máxima eficiência no combate à mancha-de-phoma e, além disso, ao complexo de doenças da florada do cafeeiro, a Syngenta disponibiliza em seu portfólio o Miravis Duo®; trata-se de uma solução desenvolvida para, consequentemente, proporcionar proteção duradoura e resultados consistentes.

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