Carga elevada aumenta a predisposição à doença

O volume constante de chuvas nas áreas de café arábica tem acendido um alerta fitossanitário importante nas principais regiões produtoras. Em especial neste verão, a combinação entre alta umidade, cargas pendentes elevadas e dificuldade operacional no campo cria o ambiente ideal para o avanço da ferrugem e da phoma no café. O cenário atual reúne fatores clássicos de favorecimento dessas doenças.

Umidade e operação limitada: combinação de alto risco

De acordo com o especialista, a ferrugem é uma doença diretamente dependente de água livre para que o esporo germine e infecte a folha.

“A Ferrugem é favorecida pela umidade. Ela precisa de água livre para o esporo germinar e infectar a planta.”, explica Felipe Borges, Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta. 

Além disso, o elevado volume de chuvas registrado em janeiro trouxe outro impacto relevante: a dificuldade de entrada nas áreas para aplicação de fungicidas. Como consequência, janelas de manejo podem ter sido perdidas, o que favorece a colonização desses fungos.

Ou seja, enquanto o ambiente se torna altamente propício à infecção, a operação no campo fica comprometida.

Entendendo a ferrugem: o esporo não é o começo, é o fim

Outro ponto técnico importante é compreender o ciclo da doença. “Muitas vezes, o produtor só percebe a ferrugem quando os esporos já estão visíveis na folha. No entanto, nesse estágio, o fungo já colonizou o tecido vegetal”, pontua. 

A ferrugem é um fungo biotrófico obrigatório. Isso significa que ela depende de tecido vivo para se desenvolver. Durante esse processo, há intensa retirada de energia da planta, inclusive com alta absorção de potássio, o que pode comprometer o enchimento de grãos. Portanto, mesmo antes da esporulação visível, perdas produtivas podem estar em curso.

Carga elevada aumenta a predisposição à doença

Além do clima, outro fator merece atenção: as lavouras estão carregadas.

Quanto maior a carga pendente, maior tende a ser a pressão de ferrugem. Isso ocorre porque a planta entra em maior esgotamento fisiológico ao longo do ciclo, especialmente a partir de abril e maio, período tradicional de explosão da doença.

“Nesse contexto, se o manejo não estiver ajustado, a reta final da safra pode concentrar alta severidade de ferrugem”, explica Felipe. 

Manejo da ferrugem no café: o timing define eficiência

O controle da ferrugem pode ocorrer em três momentos distintos:

  • Aplicação preventiva: antes da infecção
  • Após infecção, mas antes da esporulação – aplicação curativa
  • Depois da formação de esporos -aplicação erradicante

Entretanto, a aplicação preventiva é a mais eficiente. Em seguida, vem a curativa. A erradicante, por sua vez, apresenta menor eficiência.

“Muitos produtores aplicam o fungicida já em fase erradicante, porém posicionam o produto como se fosse preventivo. Esse erro reduz significativamente o controle”, alerta Felipe.  Diante do cenário atual, o monitoramento constante torna-se indispensável.

E a phoma? Atenção redobrada em períodos chuvosos

Além da ferrugem, a phoma também ganha relevância em ambientes com alta umidade e variações térmicas.

Portanto, em situações onde ferrugem e phoma coexistem, o manejo deve ser ajustado estrategicamente.

Entre as soluções disponíveis no portfólio Syngenta, destacam-se:

  • Priori Xtra
  • Alto 400
  • Miravis Duo (especialmente para phoma)
  • Tilt

“Em áreas com pressão simultânea de ferrugem e phoma, associações como Miravis Duo + Alto 400 podem ser estratégias eficientes, sempre com orientação técnica adequada”, afirma Felipe. 

Safra carregada exige manejo reforçado

Mesmo produtores que estavam com o manejo em dia precisam redobrar o monitoramento. Isso porque o padrão histórico de aplicação pode não ser suficiente em um ano com alta carga pendente, elevado volume de chuvas, dificuldade operacional e ambiente favorável à infecção. 

“Portanto, ajustes finos de dose, posicionamento e momento de aplicação são decisivos para proteger o potencial produtivo da safra 2026”, diz Felipe. 

Monitoramento agora evita perdas na reta final

Embora visualmente muitas lavouras ainda apresentem bom aspecto, a ferrugem pode já estar em fase de colonização silenciosa.

Diante disso, o monitoramento técnico e o posicionamento correto de fungicidas tornam-se determinantes. O cenário climático exige estratégia, e a prevenção continua sendo a ferramenta mais eficiente.

Para ampliar ainda mais o seu monitoramento, entre em contato com um atendimento Syngenta da sua região e saiba mais. 

A Syngenta apoia o produtor rural em todos os momentos, oferecendo soluções inovadoras e sustentáveis. 

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