colheita de milho no Brasil entra em uma fase crítica nesta segunda quinzena de julho, pressionada por temporais previstos para o Sul e por uma onda de calor que deve atingir o Centro-Oeste. 

De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), cerca de 50% das áreas já foram colhidas, mas o ritmo dos trabalhos está 5,7% abaixo do observado no mesmo período de 2025, o que aumenta a preocupação dos produtores com a janela climática dos próximos dias. 

Centro-Oeste enfrenta chuvas volumosas e calor de até 39°C 

No Brasil central, a previsão aponta acumulados de 50 a 70 mm de chuva nas principais regiões produtoras, combinados com máximas próximas de 39°C. No Mato Grosso, principal estado produtor, a colheita segue avançando, com destaque para lavouras semeadas fora da janela ideal, que vêm apresentando produtividade acima do esperado. Ainda assim, o cenário exige atenção redobrada no manejo pós-colheita, na secagem dos grãos e na programação das frentes de máquinas. 

Sul do país em alerta para temporais severos 

Já para a região Sul, a previsão climática entende que os episódios mais severos de precipitação devem ocorrer nos próximos dias, com riscos que vão além da lavoura, podendo trazer episódios como: 

  • Alagamentos em áreas de baixa altitude; 
  • Deslizamentos de terra em regiões de relevo acidentado; 
  • Rajadas de vento acima de 100 km/h, capazes de danificar estruturas rurais. 

Além do comprometimento do trabalho no campo, o quadro temporal pode impactar também a logística, a armazenagem e até o escoamento da safra até os portos. 

O que esperar para as próximas semanas 

Na última semana de julho, o tempo deve se firmar em regiões como Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e MATOPIBA, criando uma janela favorável para acelerar os trabalhos em campo e recuperar parte do atraso. A partir da primeira semana de agosto, porém, a previsão indica retorno das chuvas, principalmente em São Paulo e no Paraná, o que pode voltar a comprometer o ritmo da operação. 

Recomendações para os produtores na colheita de milho 

Diante da instabilidade climática, algumas medidas ajudam a reduzir riscos e proteger a produtividade, a saber: 

  • Acompanhar diariamente as previsões em sites oficiais antes de definir a operação do dia; 
  • Priorizar a colheita nas janelas de tempo firme; 
  • Revisar secadores, silos e estruturas de armazenagem antes do próximo ciclo de chuvas; 
  • Reforçar a hidratação das equipes e evitar exposição ao sol nos horários de pico de calor. 

Com a variabilidade climática ganhando força na reta final da safrinha, o monitoramento constante das condições de tempo pode ser determinante para preservar a produtividade, reduzir perdas e proteger a rentabilidade do produtor rural. 

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