O aumento na incidência de ataques de lagartas no milho safrinha, em especial do complexo Spodoptera, acende um alerta para produtores, que estão para iniciar a safra de soja dentro de poucas semanas. 

Essas pragas são conhecidas por causar desfolha intensa da soja, assim como seccionar a haste das plântulas em emergência. Quando esses danos são associados também a outras pragas iniciais da soja, como corós e vaquinhas, o estabelecimento inicial da soja é muito prejudicado.

Falhas nos estandes, plantas com vigor reduzido e mais vulneráveis a doenças e estresses abióticos estão dentre os principais problemas causados, tendo um impacto direto no potencial produtivo da soja.

Isso faz com que produtores busquem por soluções para proteger a lavoura desde o início. Nesse cenário, o tratamento de sementes assume um papel estratégico, sendo a primeira linha de defesa da lavoura.

Leia, a seguir, sobre os impactos das lagartas e pragas iniciais na soja, a importância que o tratamento de sementes assume para a proteção inicial da lavoura e como soluções, como  FORTENZA®, são essenciais para que o estande esteja firme e forte desde o início.

Lagartas e pragas iniciais ameaçam o arranque inicial da soja

Os primeiros dias da lavoura de soja são decisivos para o sucesso da safra. É nesse período, logo após a semeadura e durante a emergência das plântulas, que a cultura está mais vulnerável ao ataque de pragas iniciais, como lagartas, vaquinhas e corós. 

Dentre as lagartas, diversas espécies colocam em risco a fase inicial da cultura. A lagarta-elasmo (Elasmopalpus lignosellus) destaca-se por atacar o colo das plantas, penetrando na haste principal.

Simultaneamente, espécies, como a lagarta-rosca (Agrotis ipsilon) e a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) embora sejam mais conhecidas pelos danos foliares, também atuam como cortadoras, seccionando plantas recém-emergidas ao nível do solo.

Além disso, tanto a lagarta-rosca quanto a lagarta-do-cartucho são particularmente problemáticas em condições de estiagem, podendo causar reduções severas no estande.

Já a vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa), é um besouro desfolhador que se apresenta como ameaça para soja tanto em sua fase adulta quanto larval. 

Os adultos se alimentam das folhas da soja, causando perfurações que reduzem a área fotossintética da planta jovem. Já as larvas, também conhecidas como larvas-alfinete, alimentam-se das raízes da soja, comprometendo a fixação biológica de nitrogênio e afetando o desenvolvimento inicial das plantas.

Fase adulta da vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa).
Fase adulta da vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa). Fonte: Embrapa
Fase larval da vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa).
Fase larval da vaquinha-verde-amarela (Diabrotica speciosa), também conhecida como larva-alfinete. Fonte: Embrapa

Além da vaquinha, os corós (larvas de besouros da superfamília Scarabaeoidea) são outro tipo de praga inicial da soja de grande importância. Eles atacam as raízes das plântulas, comprometendo o desenvolvimento inicial da lavoura, especialmente em áreas com histórico de infestação.

O ataque dos corós é caracterizado pela presença de plantas amareladas, murchas e com sistema radicular comprometido pela ação das larvas. Em infestações severas, os corós podem causar a morte das plantas, especialmente pelo consumo das raízes secundárias.

O coró está dentre as principais pragas iniciais da soja.

Diante dessas ameaças, a implementação de estratégias de manejo e controle torna-se imperativa para assegurar o adequado estabelecimento da soja. Nesse contexto, o tratamento de sementes surge como uma das principais ferramentas do manejo integrado de pragas para proteção inicial da soja.

A importância do tratamento de sementes para a proteção inicial da soja

O tratamento de sementes (TS) surge como estratégia fundamental no manejo integrado de pragas da soja. Essa prática oferece uma barreira protetora desde os estágios mais precoces do desenvolvimento da cultura, assegurando condições ideais para o arranque inicial da soja.

O primeiro e mais direto benefício reside no controle efetivo das pragas iniciais. Através da utilização de inseticidas específicos no tratamento, é possível proteger as plantas recém-emergidas contra o ataque de lagartas, corós e outras pragas que comprometem o estande. 

Essa proteção inicial não apenas evita danos imediatos, mas também interrompe o ciclo de desenvolvimento das pragas, reduzindo sua população nas fases subsequentes do cultivo.

Como consequência positiva dessa proteção inicial, pode-se observar uma significativa melhora no arranque da lavoura. As plantas, livres da pressão de pragas nos estádios iniciais, desenvolvem-se com maior vigor vegetativo, estabelecendo um sistema radicular mais robusto e uma arquitetura foliar adequada

Além disso, ao reduzir o estresse causado por pragas nas fases iniciais, as plantas se desenvolvem com maior potencial fisiológico, o que as torna mais preparadas para enfrentar estresses abióticos futuros.

Estabelecimento inicial da soja com plantas vigorosas e sadias.

Do ponto de vista econômico, o tratamento de sementes também representa um investimento estratégico que protege o capital investido na lavoura. Estabelecer um estande adequado e uniforme desde o início potencializa a produtividade da lavoura, trazendo mais rentabilidade para o produtor ao final da safra.

A integração desses benefícios cria um efeito sinérgico: plantas bem estabelecidas e saudáveis tornam-se mais tolerantes a estresses, demandam menos intervenções corretivas e expressam melhor seu potencial produtivo, tornando o tratamento de sementes um dos primeiros e mais importantes passos para o sucesso da safra.

FORTENZA®: o tratamento de sementes que protege a sua lavoura

Lavoura de soja destacando o inseticida para tratamentos de sementes de soja, FORTENZA®.

Para enfrentar os desafios das pragas iniciais na cultura da soja, a Syngenta desenvolveu FORTENZA®, um inseticida desenvolvido para o tratamento de sementes que oferece proteção superior desde os estágios mais precoces do desenvolvimento da cultura. 

A eficácia de FORTENZA® está fundamentada em sua formulação inovadora com ciantraniliprole, um ingrediente ativo que atua de forma tripla: sistêmica, por contato e por ingestão

Além disso, o prolongado efeito residual de FORTENZA® protege a lavoura durante as fases mais críticas do desenvolvimento: desde a germinação até o completo estabelecimento da cultura. 

Sua proteção abrange um amplo espectro de pragas iniciais da soja, incluindo lagarta-do-cartucho, lagarta-rosca, lagarta-elasmo, corós, tripes e Helicoverpa.

Essa abrangência permite ao produtor enfrentar múltiplas ameaças com uma única solução, simplificando o manejo inicial da lavoura.

Modo de ação de FORTENZA®, um inseticida para o tratamento de sementes de soja.

A compatibilidade é outro benefício de destaque de FORTENZA®, um produto para tratamento “on farm” que se adapta às diferentes tecnologias de tratamentos de semente disponíveis no mercado. 

Essa flexibilidade permite sua integração nos mais diversos sistemas de produção, desde os convencionais até os mais tecnificados, sempre mantendo alta seletividade e performance.

Com FORTENZA®, o produtor conta com uma solução completa para o tratamento de sementes de soja, que entrega um estande firme e forte desde o início. É a força de que a lavoura precisa para expressar todo o seu potencial produtivo!

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável.

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