Durante o período de entressafra, o produtor deve redobrar a atenção para o manejo de percevejos. É justamente nesse período de transição e de estabelecimento da safrinha que o percevejo-barriga-verde se consolida como uma praga-chave, exigindo estratégias de manejo rigorosas para evitar perdas significativas.
Confira, ao longo deste conteúdo, como acontece a dinâmica do percevejo-de-barriga-verde no sistema soja-milho e quais estratégias de manejo adotar para diminuir a pressão do percevejo-barriga-verde no início da safrinha. Continue a leitura!
Leia também:
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- Pensando além da safra: controle de pragas na sucessão soja-milho
A dinâmica do percevejo-barriga-verde no sistema soja-milho
O percevejo-barriga-verde é uma das pragas mais desafiadoras na sucessão soja-milho.
Na soja, o percevejo-barriga-verde pode estar presente desde o período vegetativo, porém, de maneira geral, à medida que as plantas de soja se desenvolvem, especialmente da fase de formação das vagens (R3) em diante, observa-se um aumento na densidade populacional dos percevejos.

Porém, devido ao seu hábito de utilizar a palhada como abrigo após a colheita da soja, somado a grande variedade de hospedeiros, o percevejo-barriga-verde encontra condições ideais para sobreviver no período de entressafra.
Isso permite que essa praga se mantenha ativa e apto para migrar para as áreas de milho recém-plantadas.
Percevejo-barriga-verde: ameaça ao desenvolvimento do milho safrinha
A sobrevivência do percevejo-barriga-verde durante a entressafra é um dos principais desafios da safrinha.
No milho, um único percevejo pode afetar de 3 a 6 plantas, representando uma séria ameaça nas fases iniciais de desenvolvimento da cultura, período crítico em que a planta irá determinar o seu potencial produtivo.
Estudos mostram que basta um percevejo por m2 para causar perdas de produção de quase 6% por hectare de milho.
O ataque do percevejo-barriga-verde no milho resulta em murchamento, encharutamento e perfilhamento excessivo. Em infestações maiores, as plântulas podem não se recuperar, à redução do estande e perdas significativas na produtividade.

Por isso, monitorar e agir rapidamente contra essa praga é fundamental para assegurar a proteção da lavoura e do potencial produtivo do milho.
Leia também: Percevejo-barriga-verde: ocorrência no milho, danos e controle.
Monitoramento: a base para o manejo do percevejo-barriga-verde no milho safrinha
Um dos principais desafios no controle do percevejo-barriga-verde no milho safrinha é identificar a sua infestação a tempo.
Os hábitos da praga dificultam o monitoramento e controle: ninfas e adultos preferem ambientes próximos ao solo, alojando-se na palhada para proteção. Além disso, os adultos são mais ativos nos períodos mais frescos do dia (manhã e final da tarde), permanecendo escondidos na palha nos horários de calor intenso.
Esse comportamento, aliado ao fato de que os danos causados por esse inseto só são percebidos após as plântulas já terem sido lesionadas, dificulta o reconhecimento da infestação e atrasa a tomada de decisão para o controle.
Por isso, o produtor deve realizar a vistoria antes mesmo da semeadura e manter a observação rigorosa desde a emergência nos momentos em que a praga está mais ativa.
Como identificar o percevejo-barriga-verde?
Esses insetos sugadores são facilmente identificados pela coloração marrom-acinzentada no dorso e verde-clara na região ventral, característica que deu origem ao nome popular “barriga-verde”.

Quando controlar o percevejo-barriga-verde no milho?
Segundo a Embrapa, o controle do percevejo-barriga-verde no milho deve ser iniciado quando a infestação alcançar a média de um percevejo para cada 10 plantas, até os 20 dias pós-emergência.
Entretanto, vale destacar que o manejo integrado do percevejo-barriga-verde no sistema soja-milho começa bem antes.
A dessecação da soja antes da colheita, assim como o controle de daninhas, desempenha um papel importante no controle da praga.
A aplicação de herbicidas para a dessecação deve ser acompanhada de inspeções regulares na palhada, permitindo detectar possíveis populações remanescentes. Assim, o manejo antecipado reduz a pressão do inseto no plantio subsequente, protegendo o desenvolvimento inicial do milho.
O papel do controle químico no controle do percevejo-barriga-verde no milho
No campo, o controle químico continua sendo a principal ferramenta para o controle do percevejo-barriga-verde no milho. O tratamento de sementes com inseticidas específicos protege as plântulas nos estágios iniciais de desenvolvimento, quando são mais vulneráveis aos danos.
Proteção essa que deve ser complementando com as aplicações foliares de inseticidas. Para isso, é indispensável o uso de inseticidas eficientes e com tecnologia avançada, como ENGEO PLENO® S, uma ferramenta de confiança, com resultados consistentes.
ENGEO PLENO® S: tradição e confiança no controle do percevejo-barriga-verde

Com um histórico de eficácia e confiança, ENGEO PLENO® S é um aliado estratégico para o produtor no manejo do percevejo-barriga-verde no milho.
Composto pelos princípios ativos tiametoxam e lambda-cialotrina, ENGEO PLENO® S é reconhecido há anos pelo seu efeito de choque, forte efeito desalojante e pela ação residual prolongada, controlando os percevejos por duas vias:
- Contaminação tarsal: quando o inseto entra em contato com superfícies tratadas com inseticida por meio de suas patas (tarsos), absorvendo o ingrediente ativo pela cutícula presente nas patas ou transferindo o produto para outras partes do corpo durante o processo de limpeza.
- Ingestão do produto: ocorre quando o inseto suga a seiva da planta tratada e ingere o produto.
Tradição e inovação para controle do percevejo-barriga-verde
Reconhecido por sua tradição e inovação, ENGEO PLENO® S é uma referência no mercado. Sua formulação exclusiva contempla a tecnologia ZEON: um microencapsulamento exclusivo que libera os ingredientes ativos de forma gradual e promovem maior aderência às folhas, além de contar com fotoestabilizadores que protegem o produto da degradação e possibilitam maior tempo de ação.

Por isso, seu desempenho no controle do percevejo-barriga-verde no milho não deixa dúvidas: nunca foi sorte, sempre foi ENGEO PLENO® S.

Nunca foi sorte, sempre foi consistência.
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