Quem cultiva hortifrúti sabe que a rotina no campo é feita de muitos cuidados e grandes desafios. Entre eles, alguns persistentes e preocupantes, como a mosca-branca. Presente em praticamente todas as regiões produtoras do Brasil, essa praga se tornou sinônimo de dor de cabeça para quem trabalha com sistemas de produção intensivos e multiculturas. 

O problema vai além da simples presença do inseto. A mosca-branca se multiplica rapidamente, encontra abrigo em diferentes espécies cultivadas lado a lado e, quando não controlada de forma eficiente, deixa marcas profundas na lavoura e no bolso do produtor. Não por acaso, é comum ouvir relatos de perdas significativas em tomate, feijão, melão, batata, pimentão, couve-flor e tantas outras culturas. 

Para entender a dimensão desse desafio, é preciso olhar além do impacto biológico da praga. No hortifrúti, raramente se cultiva apenas uma espécie; pelo contrário, os sistemas multiculturas são a regra. Isso significa que a mosca-branca encontra sempre um hospedeiro disponível para se manter ativa, migrando de uma cultura para outra ao longo do ano.  

Diante desse cenário, a pergunta do produtor é clara: como seria a solução ideal para um controle, de fato, eficiente da mosca-branca em hortifrúti? É justamente nesse ponto que surgem as inovações mais relevantes para o produtor, permitindo manejar a praga de forma prática, inédita e integrada, fechando brechas para reinfestações. 

Mosca-branca em hortifrúti: histórico e impacto nas lavouras brasileiras 

A mosca-branca (Bemisia tabaci) é uma velha conhecida dos produtores de hortifrúti (HF) no Brasil, figurando entre as principais pragas das regiões tropicais e subtropicais. Altamente polífaga, já foi observada atacando mais de 600 espécies de plantas (abrangendo 84 famílias botânicas), incluindo culturas de grande importância, como tomate, feijão, melão, batata, pimentão, couve-flor, entre muitas outras.  

Ao se alimentar das plantas, esse inseto sugador de seiva causa danos diretos: debilita os cultivos ao remover nutrientes e injetar toxinas, podendo provocar sintomas, como amadurecimento irregular de frutos e prateamento de folhas em hortaliças. Além disso, excreta substâncias açucaradas (honeydew) que favorecem o desenvolvimento de fumagina, uma camada de fungo escuro que recobre as folhas, reduzindo a fotossíntese e o vigor da planta.  

Os prejuízos podem ser severos: infestações de mosca-branca têm potencial de reduzir a produtividade das lavouras de 20% até 100%, dependendo da intensidade do ataque. 

Mais alarmantes ainda são os danos indiretos 

A mosca-branca é vetor de um grande número de viroses de plantas. Durante a alimentação, tanto ninfas quanto adultos podem transmitir vírus que causam doenças devastadoras nos cultivos.  

Não é de se espantar que surtos de mosca-branca e viroses associadas tenham historicamente resultado em prejuízos milionários ao setor hortícola brasileiro. 

Condições ambientais favoráveis contribuem para agravar esse problema 

Climas quentes e secos propiciam explosões populacionais de mosca-branca. Em temperaturas elevadas (entre 28–33 °C) e com baixa umidade relativa, o inseto completa seu ciclo rapidamente e pode alcançar de 11 a 15 gerações por ano.  

Verões longos e períodos de estiagem, comuns em regiões do Centro-Oeste e do Nordeste do Brasil, criam um ambiente ideal para a praga se proliferar. Nessas condições, sem chuvas para derrubar os insetos das folhas e com abundância de hospedeiros, a mosca-branca encontra caminho livre para se disseminar e causar danos extensivos. 

Por que é tão difícil controlar a mosca-branca em sistemas de multicultivo? 

Controlar a mosca-branca em sistemas de multicultivo sempre foi desafiador. Um dos motivos é o próprio comportamento e a biologia dessa praga. Os adultos e as ninfas costumam se concentrar no lado de baixo das folhas (“baixeiro”), onde ficam protegidos do sol e muitas vezes das pulverizações de contato.  

População de mosca-branca na parte inferior de uma folha. Os insetos são pequenos e esbranquiçados, contrastando com a folha verde.

Ademais, a mosca-branca possui alta capacidade reprodutiva e ciclo curto, o que faz com que suas populações se recuperem rapidamente entre as aplicações. Produtores frequentemente se veem obrigados a repetir pulverizações em intervalos curtos, elevando os custos e ainda assim obtendo controle insuficiente. 

Outro complicador é a variabilidade genética da praga  

Existem diferentes biótipos (espécies crípticas) de B. tabaci, alguns altamente adaptados e resistentes a inseticidas.  

No Brasil, predominou, por décadas, o biótipo B (MEAM1), mas, nos últimos anos, detectou-se também a presença do biótipo Q (Mediterrâneo) em regiões do Sul, do Sudeste e do Centro-Oeste. Esse biótipo é conhecido por desenvolver resistência a diversos princípios ativos, tornando os controles químicos tradicionais menos eficazes.  

Relatos de perda de sensibilidade da mosca-branca a piretroides, organofosforados, neonicotinoides e outros grupos já foram documentados, especialmente quando há uso repetitivo das mesmas moléculas. Ou seja, o manejo químico baseado apenas em inseticidas convencionais tem se tornado cada vez menos eficiente e mais caro, a ponto de, em surtos severos, nem mesmo sequências de pulverizações semanais evitarem perdas consideráveis. 

Nos sistemas de multiculturas (cultivos diversificados coexistindo na mesma propriedade ou região), a dificuldade se amplifica 

Por ser polífaga, a mosca-branca encontra abrigo e alimento em várias culturas cultivadas simultaneamente ou em sucessão, além de plantas daninhas hospedeiras, podendo permanecer o ano todo na área.  

É comum, por exemplo, o inseto migrar de uma cultura já em senescência para outra recém-plantada ao lado, formando um ciclo contínuo de infestação. Essa presença de hospedeiros o ano inteiro, típica de cinturões verdes e propriedades com diversificação de HF, dificulta a interrupção do ciclo da praga.  

Mesmo que o produtor consiga reduzir a infestação em determinada cultura, logo a mosca-branca pode reinvadir vinda de outro cultivo próximo. Além disso, cada cultura exige produtos específicos autorizados em sua bula, o que obrigava o agricultor a manejar um “arsenal” de inseticidas diferentes para cada planta, uma tarefa complexa, arriscada (do ponto de vista de resíduos e fitotoxicidade) e onerosa.  

O que um inseticida eficaz contra a mosca-branca precisa entregar ao produtor? 

Diante desse cenário, como seria o inseticida ideal para o controle da mosca-branca em hortifrúti?  

Em linhas gerais, os produtores buscam uma solução que supra as deficiências dos métodos tradicionais. As principais características desejadas incluem: 

  • Proteção de toda a planta: o produto ideal deveria alcançar inclusive as partes inferiores das folhas e o interior da copa, onde as moscas-brancas se abrigam. Mobilidade completa dentro da planta garantiria cobertura do “baixeiro” e das brotações novas, evitando zonas de escape da praga. 
  • Ação em todas as fases da praga: diferentemente dos inseticidas que atingem apenas os adultos presentes no momento da aplicação, a solução ideal atuaria também sobre ninfas (formas jovens fixas nas folhas) e até mesmo sobre os ovos ou a capacidade reprodutiva das fêmeas. Assim, haveria o controle de todas as fases da mosca-branca, interrompendo seu ciclo de vida e prevenindo reinfestações. 
  • Registro multicultura: devido à diversidade de cultivos HF que podem ser atacados simultaneamente, o produto deve possuir bula abrangente, com registro em múltiplas culturas. Isso traria praticidade, o produtor poderia aplicá-lo em toda a área, cobrindo diferentes hortaliças e frutas ao mesmo tempo, e segurança fitossanitária, respeitando os limites de resíduos e intervalos de segurança em cada cultura. Em suma, um único inseticida versátil que permita o manejo unificado da praga no sistema diversificado. 
  • Praticidade e proteção por mais tempo: o “inseticida ideal para controle de mosca-branca em HF” ainda apresentaria longo residual (protegendo a planta por mais tempo), rapidez de absorção e resistência à chuva, além de seletividade aos inimigos naturais e polinizadores, possibilitando sua inserção em programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) de forma sustentável. 

Felizmente, avanços recentes em P&D no setor agrícola indicam que essa solução está ao alcance dos produtores de HF.  

Após anos de pesquisas, desenvolvemos um novo conceito em mobilidade de inseticidas chamado ambimobilidade, capaz de entregar exatamente essas vantagens inovadoras no controle de pragas.  

E essa tecnologia de última geração foi empregada para desenvolver uma ferramenta que atende diretamente às necessidades do produtor de HF no manejo da mosca-branca em multiculturas. 

ELESTAL® Neo: o inseticida com a inédita ambimobilidade para o controle de todas as fases da mosca-branca em hortifrúti 

Tudo aquilo que um inseticida para mosca-branca em hortifrúti precisa entregar ao produtor, ELESTAL® Neo entrega: um inseticida inovador da Syngenta, com modo de ação inédito e concebido para enfrentar a mosca-branca em sistemas de cultivo diversificados.  

A solução para a praga que se esconde: proteção completa para planta, oferecendo um controle que nunca para 

Composto por uma mistura de dois ingredientes ativos (acetamiprido + spiropidion), ELESTAL® Neo inaugurou uma nova era de controle graças à exclusiva tecnologia TINIVION™, um ativo inédito que confere ambimobilidade ao produto.  

Em outras palavras, esse inseticida apresenta movimentação dupla na planta: após a aplicação foliar, ele é rapidamente absorvido e translocado tanto via xilema (movimento ascendente, para as folhas do topo) quanto via floema (movimento descendente, em direção às folhas baixeiras e raízes).  

Essa propriedade única garante proteção da planta por inteiro e por mais tempo, alcançando tecidos novos em crescimento e partes baixas antes desprotegidas.  

Na prática, isso resolve diretamente o desafio de chegar até onde a mosca-branca se esconde, o que permite que ELESTAL® Neo chegue até o alvo, onde as pulverizações convencionais não chegam. 

A translocação bidirecional permanece ativa conforme a planta se desenvolve, promovendo uma barreira interna constante contra a praga. Como resultado, obtém-se um controle inédito da mosca-branca, um controle que nunca para. 

Dois gráficos ilustrando os resultados da eficiência de controle Acropetal e Basipetal de ELESTAL® Neo, destacando sua característica de ambimobilidade

Interrompendo o ciclo da praga: a ação de ELESTAL® Neo em todas as fases da mosca-branca e seus benefícios para a saúde das plantas 

Outra vantagem central de ELESTAL® Neo é sua efetividade sobre todas as etapas do ciclo de vida da mosca-branca. 

O acetamiprido (neonicotinoide) age rapidamente por contato e ingestão, eliminando os adultos e ninfas expostos. Já o spiropidion (TINIVION™) atua de forma sistêmica e prolongada, inclusive sobre ninfas, impedindo a postura e a eclosão de novos ovos (por afetar a fecundidade das fêmeas).  

Em termos práticos, isso significa máxima eficácia: ninfas existentes morrem ao se alimentarem da seiva tratada, e as gerações seguintes são suprimidas, quebrando o ciclo reprodutivo da praga e impedindo novas reinfestações. 

Eficiência de ELESTAL Neo em todas as etapas do ciclo de vida da mosca-branca

Essa ação que ELESTAL® Neo oferece para o controle de todas as fases da mosca-branca também traz benefícios para a saúde da lavoura.  

Como a mosca-branca é vetor de inúmeras doenças, o seu controle efetivo resulta diretamente na redução da transmissão de vírus e outros fitopatógenos que afetam as culturas de hortifrúti, protegendo a lavoura por completo. 

Alta eficiência no controle dos principais biótipos da mosca-branca 

Além da proteção completa da planta e da quebra do ciclo reprodutivo, um dos diferenciais estratégicos de ELESTAL® Neo é a sua performance superior diante de um dos maiores desafios no manejo da mosca-branca: sua grande variabilidade genética. 

A espécie Bemisia tabaci possui alta plasticidade genética, o que faz com que apresente ampla variedade de biótipos. No Brasil, os biótipos B e Q são considerados os mais nocivos e ELESTAL® Neo oferece um controle eficaz de ambos. 

Alta eficiência de ELESTAL Neo no controle dos principais biótipos da mosca-branca 

Portanto, ELESTAL® Neo se apresenta como uma ferramenta fundamental para o manejo dos principais biótipos de mosca-branca em hortifrúti. 

Simplificando o manejo da mosca-branca com ELESTAL® Neo: praticidade e segurança 

Na prática, todos os benefícios de ELESTAL® Neo se traduzem em uma série de vantagens que simplificam a rotina do produtor, proporcionando mais praticidade e segurança para o manejo. 

  • Maior intervalo entre aplicações: a ação de efeito residual prolongado de ELESTAL® Neo protege a lavoura por períodos críticos do desenvolvimento da cultura. Isso resulta em menos entradas na área, otimizando o uso de maquinário e mão de obra e, consequentemente, reduzindo os custos operacionais. 
  • Flexibilidade na pulverização: graças a sua rápida absorção foliar e persistência na planta, ELESTAL® Neo é um inseticida resistente à chuva. Essa característica dá ao produtor mais tranquilidade e flexibilidade na janela de aplicação. 
  • Manejo integrado e seguro: ELESTAL® Neo é seletivo aos inimigos naturais e não agride polinizadores, como as abelhas. Essa segurança é fundamental para o equilíbrio do ecossistema da lavoura e permite aplicações mais flexíveis, inclusive durante o florescimento e por via aérea, sem prejudicar esses agentes benéficos. 
  • Amplo espectro de controle de pragas: além de sua eficácia superior contra a mosca-branca, ELESTAL® Neo se destaca no controle de pulgões, cochonilhas e ácaros. Esse amplo espectro de controle permite que o produtor faça um manejo mais completo das principais pragas sugadoras do hortifrúti com uma única solução. 

Por fim, uma novidade muito aguardada pelo setor: a expansão de culturas na bula de ELESTAL® Neo 

Diferentemente de inseticidas anteriores que, muitas vezes, tinham registro restrito a uma ou poucas culturas, ELESTAL® Neo chega com uma bula multiculturas, cobrindo uma vasta gama de frutas e hortaliças.  

Isso significa que o produtor de HF poderá utilizá-lo de forma legal e estratégica em praticamente todo o seu portfólio de cultivo.  

A tabela a seguir ilustra algumas das culturas de hortifrúti contempladas na nova bula para controle de mosca-branca

Categoria Exemplos de culturas registradas 
Hortaliças folhosas Acelga, couve, repolho, couve-flor, brócolis, espinafre, chicória, etc. 
Hortaliças de fruto Tomate, pimentão, pimenta, berinjela, pepino, abóbora, abobrinha, quiabo, etc. 
Leguminosas de grão/vagem Feijão, ervilha, grão-de-bico, amendoim, etc. 
Raízes e tubérculos Batata, beterraba, inhame, mandioquinha-salsa, nabo, etc. 
Frutas e culturas diversas Melão, melancia, morango, uva, kiwi, framboesa, etc. 

Com ELESTAL® Neo, o produtor de HF finalmente tem em mãos a solução de que tanto precisava para o controle da mosca-branca em sistemas multiculturas.  

Trata-se de um produto revolucionário que une tecnologia de ponta e conveniência operacional. Com a quebra do ciclo da praga e a proteção abrangente multi-hospedeiros, observa-se uma redução significativa dos danos diretos (menos folhas enfraquecidas e fumagina) e indiretos (menor incidência de viroses) nas lavouras tratadas. Tudo isso sem adicionar complicações ao manejo, pelo contrário, simplificando-o via um registro abrangente e perfil favorável em MIP. 

Em resumo, ELESTAL® Neo responde diretamente às necessidades do produtor em ambientes de cultivo diversificado.  

Ao oferecer controle de todas as fases da mosca-branca e proteção por inteiro e por mais tempo, esse inseticida para mosca-branca em HF eleva o patamar de manejo da praga a um nível nunca antes alcançado. É controle que nunca para.  

Com ELESTAL® Neo, os produtores de hortifrúti passam a contar com uma defesa robusta e duradoura contra essa antiga inimiga, assegurando lavouras mais saudáveis, produtivas e livres das ameaças da mosca-branca e das viroses associadas. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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