Manejo completo contra pragas do café fortalece a produtividade e qualidade da cultura; estratégias integradas são essenciais. Descubra o caminho certo.
O manejo fitossanitário do café exige uma compreensão profunda da relação entre o clima, a fenologia da planta e o ciclo de vida dos insetos-praga. A presença de pragas como o ácaro-vermelho e a cochonilha-da-roseta exige um monitoramento rigoroso, pois os danos muitas vezes começam de forma silenciosa e se expandem rapidamente sob condições favoráveis.
A transição para uma cafeicultura de alta performance depende da substituição de aplicações pontuais baseadas em calendário por decisões baseadas em níveis de controle e amostragem.
A seguir, saiba como identificar as principais pragas do café, danos causados e melhores práticas de controle para uma lavoura produtiva.
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1. Ácaro-da-leprose (Brevipalpus phoenicis)
O ácaro-da-leprose é uma das pragas mais preocupantes para a cultura do cafeeiro, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade relativa, que favorecem sua multiplicação. Microscópico e de coloração avermelhada, alimenta-se das células epidérmicas de folhas, ramos e frutos, injetando toxinas durante a alimentação.
O principal risco associado a Brevipalpus phoenicis é sua atuação como vetor do vírus da leprose do cafeeiro, doença ainda sem cura. Os sintomas incluem:
- lesões necróticas em frutos verdes;
- manchas irregulares nas folhas;
- seca de ramos.
Esses danos resultam em queda prematura de folhas e frutos, redução da longevidade das plantas e depreciação dos grãos.

Manejo do ácaro-da-leprose
- Monitoramento: inspeções frequentes, com uso de lupa de campo, principalmente no período seco.
- Controle químico: acaricidas registrados, com rotação de mecanismos de ação e aplicação no início da infestação.
- Controle cultural: poda de ramos secos e remoção de frutos mumificados; manutenção do vigor da planta com nutrição equilibrada e irrigação, quando disponível.
2. Ácaro-vermelho (Oligonychus ilicis)
O ácaro-vermelho é favorecido por altas temperaturas e déficit hídrico, sendo comum em lavouras sob estresse. Instala-se principalmente na face superior das folhas, formando colônias protegidas por teias finas.
Ao se alimentar, perfura as células foliares e remove a seiva, provocando bronzeamento, seguido de coloração avermelhada e intensa desfolha. A perda da área fotossintética compromete a produção de fotoassimilados, afetando diretamente o enchimento dos grãos e o vigor das plantas

Manejo do ácaro-vermelho
- Monitoramento: observação de bronzeamento, presença de teias e colônias nas folhas.
- Controle químico: acaricidas específicos, com cobertura eficiente da parte aérea e rotação de ativos.
- Controle cultural: manejo nutricional e hídrico adequado; em áreas pequenas, jatos de água podem auxiliar na redução populacional.
3. Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella)
O bicho-mineiro é uma das pragas mais difundidas na cultura do cafeeiro no Brasil. A fase larval é a mais danosa: as lagartas escavam minas no interior das folhas (mesófilo), consumindo o tecido entre a epiderme.
Os ataques resultam em manchas claras e, em infestações severas, queda prematura das folhas, reduzindo drasticamente a capacidade fotossintética da planta. Climas quentes e secos favorecem surtos populacionais, com impactos mais severos em café arábica.

Manejo do bicho-mineiro
- Monitoramento: avaliação da porcentagem de folhas com minas ativas e presença de lagartas vivas.
- Controle químico: inseticidas sistêmicos via solo ou aplicações foliares estratégicas, com rotação de modos de ação.
- Controle biológico: preservação de parasitoides e predadores naturais.
- Controle cultural: nutrição e irrigação adequadas para estimular o enfolhamento e a recuperação da planta.
4. Broca-do-café (Hypothenemus hampei)
A broca-do-café é a principal praga associada à perda direta de qualidade dos grãos. O besouro perfura frutos ainda verdes e deposita os ovos no interior, onde as larvas se desenvolvem alimentando-se da amêndoa.
Os danos incluem redução de peso, comprometimento da bebida e perda do valor comercial. A praga é favorecida por períodos secos e pela presença de frutos remanescentes no solo após a colheita, que funcionam como fonte de reinfestação.

Manejo da broca-do-café
- Monitoramento: armadilhas etanólicas ou com feromônios e inspeção visual dos frutos.
- Controle químico: aplicações direcionadas quando a infestação atinge níveis críticos (geralmente 3 a 5%).
- Controle cultural: colheita bem executada, repasse e varrição rigorosa; secagem rápida e armazenamento adequado dos grãos.
5. Cigarra-do-cafeeiro (Quesada gigas)
A cigarra-do-cafeeiro é uma praga de solo cuja fase ninfal pode permanecer até dois anos sugando seiva das raízes. Esse ataque compromete a absorção de água e nutrientes.
Os sintomas na parte aérea incluem perda de vigor, clorose, desfolha e superbrotamento, geralmente em reboleiras. Quando visíveis, os danos radiculares já estão avançados, podendo resultar em queda acentuada de produtividade e até morte das plantas.

Manejo da cigarra-do-cafeeiro
- Monitoramento: identificação de reboleiras e busca por ninfas ou exúvias no solo.
- Controle químico: inseticidas sistêmicos via solo, especialmente em áreas com histórico da praga.
- Controle cultural: uso de mudas sadias e manejo do solo que favoreça inimigos naturais.
6. Cochonilha-da-raiz (Dysmicoccus texensis)
As cochonilhas são insetos sugadores que formam colônias em botões florais, ramos jovens e frutos. Alimentam-se continuamente da seiva, causando amarelecimento, deformações e queda prematura de estruturas reprodutivas.
Além dos danos diretos, excretam honeydew (secreção açucarada), favorecendo a fumagina, que reduz a fotossíntese e a qualidade do produto. Estiagens prolongadas favorecem sua disseminação.

Manejo da cochonilha-da-raiz
- Monitoramento: inspeção visual em ramos, botões e frutos.
- Controle químico: inseticidas sistêmicos ou foliares com boa penetração nas colônias.
- Controle biológico: preservação de joaninhas e crisopídeos.
- Controle cultural: poda de focos iniciais de infestação.
7. Lagarta-dos-cafezais (Eacles imperialis)
Praga ocasional, mas potencialmente severa, a lagarta-dos-cafezais causa desfolha intensa e rápida. As lagartas consomem o limbo foliar, deixando apenas as nervuras principais.
Infestações elevadas reduzem drasticamente a área fotossintética e comprometem a produção da safra seguinte.
Manejo da lagarta-dos-cafezais
- Monitoramento: inspeções regulares para identificação precoce.
- Controle biológico: coleta manual em focos iniciais e preservação de inimigos naturais.
- Controle químico: inseticidas seletivos, quando necessário e tecnicamente justificado.
8. Cochonilha-da-roseta (Planococcus sp.)
A cochonilha-da-roseta ataca diretamente as rosetas de frutos, formando colônias protegidas por secreção cerosa. Provoca subdesenvolvimento dos frutos, desfolha e, em casos severos, morte de ramos.
A presença de fumagina é comum, e a disseminação pode ser favorecida por formigas.
Manejo da cochonilha-da-roseta
- Monitoramento: inspeção detalhada de rosetas e ramos jovens.
- Controle químico: inseticidas sistêmicos via solo ou foliares de alta penetração.
- Controle cultural: poda de ramos infestados e controle de formigas.
Como estruturar um manejo completo contra as pragas do café?
O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é a base para um controle eficiente, sustentável e economicamente viável. Ele combina diferentes estratégias para manter as populações abaixo do nível de dano econômico, reduzindo riscos ambientais e seleção de resistência.
No cafezal, os pilares do MIP incluem:
- Monitoramento constante: através de inspeções visuais regulares, uso de armadilhas e decisões baseadas em níveis de controle.
- Controle cultural: com podas sanitárias, nutrição e irrigação adequadas, colheita racional e eliminação de frutos remanescentes, e uso de cultivares tolerantes.
- Controle biológico: com a preservação de inimigos naturais, uso de produtos biológicos e fungos entomopatogênicos.
- Controle químico: incluindo aplicações pontuais e estratégicas, rotação de mecanismos de ação e tecnologias de aplicação adequadas
Proteção completa: portfólio para diversas situações
Ácaros e insetos-praga são responsáveis por danos que prejudicam de maneira significativa o potencial produtivo das lavouras de café, causando quedas de produtividade definitivas nos resultados das safras.
Por isso, a obtenção de altos tetos produtivos na cafeicultura brasileira depende da adoção de estratégias de manejo completas e eficientes contra diversas pragas, usando de maneira racional os recursos e as práticas disponíveis, no sentido de manter as pragas em níveis que não causem danos econômicos, além de diminuir a seleção de indivíduos resistentes.
As formulações inovadoras da Syngenta oferecem toda a proteção necessária para elevar o potencial produtivo dos cafezais, com tecnologias para diferentes situações de praga e modalidades, que atendem às principais necessidades dos cafeicultores.
Café ancorado e controle vigoroso
O manejo preventivo faz parte da estratégia do MIP (Manejo Integrado de Pragas) e é uma ótima opção para proteger as plantas contra o bicho-mineiro, por exemplo, que apresenta alta capacidade de reprodução.
No portfólio da Syngenta, Durivo® é o inseticida ideal para esse tipo de manejo. Sua formulação em Suspensão Concentrada é composta pelos princípios ativos tiametoxam e clorantraniliprole, que aumentam a eficácia do produto contra bicho-mineiro e cigarra, proporcionando ação de contato, sistêmica e de ingestão, além de constituir-se como uma importante ferramenta para o manejo antirresistência.
Durivo® foi desenvolvido para aplicação via solo (drench), podendo ser utilizado desde a implantação da lavoura até em plantações já em produção, protegendo o cultivo contra as pragas e contribuindo para o desenvolvimento de plantas mais sadias e vigorosas, o que se traduz em maiores produtividades.
Os efeitos da aplicação preventiva de Durivo® nas lavouras de café é o controle eficiente das principais pragas, a melhoria no vigor das plantas, o aumento do número de folhas, as raízes mais profundas, um melhor desenvolvimento vegetativo na fase inicial do cultivo e os melhores retornos aos produtores.
Controle preciso de bicho-mineiro e broca-do-café
Pensando no controle das principais pragas da cultura por meio de aplicações foliares, a Syngenta desenvolveu Voliam Targo®. Com a combinação de dois eficientes ingredientes ativos, clorantraniliprole (antranilamida) e abamectina (avermectina), a solução controla com precisão o bicho-mineiro e a broca-do-café, além de outras pragas como o ácaro-vermelho.
Voliam Targo® proporciona um longo efeito residual, controlando as pragas por mais tempo. Sua ação de contato e ingestão atinge a praga de todas as formas, quando se alimenta das folhas ou dos frutos e até mesmo quando entra em contato com o produto.
O inseticida ainda tem a característica de ser absorvido pelas folhas. Por meio da pulverização no cafezal, Voliam Targo® penetra e se movimenta pela ação translaminar, para uma proteção completa.
Assim, os resultados são excelentes quando essa ferramenta é inserida em um programa estruturado de manejo, complementando os efeitos das soluções aplicadas via drench, pois fecha as portas de entrada para o bicho-mineiro na lavoura e controla a broca-do-café com precisão.
Tradição que vale cada grão
Também para aplicação via solo, Verdadero® é a combinação de inseticida e fungicida que oferece mais vigor às plantas no início da brotação. Um produto que já está há algum tempo no mercado e se tornou referência no manejo de bicho-mineiro e ferrugem.
Verdadero® tem tradição ao lado dos cafeicultores, que veem suas plantas crescerem com maior vigor a partir da aplicação do produto. Uma solução que conquistou a confiança dos produtores, com grãos em maior quantidade e mais volumosos de verdade.
Inovação e controle por todo o cafezal
Pensando nas necessidades dos produtores e inovando cada vez mais, a Syngenta ainda apresenta Rebron®, para utilização via drench. Unindo um fungicida e um inseticida, a solução controla de maneira superior a ferrugem e ainda inova com um novo ingrediente ativo para controle do bicho-mineiro.
A nova solução proporciona maior enfolhamento para as plantas, de maneira a proporcionar controle por todo o cafezal. Com longo poder residual, Rebron® é sinônimo de controle por muito mais tempo: uma ferramenta inovadora e de alta tecnologia para uso no solo.
Essa nova ferramenta é resultado de anos de pesquisa e proporciona um novo conceito para os cafeicultores quando o assunto é controle de ferrugem e bicho-mineiro.
Controle de cochonilha e estímulo para o cafezal
A Syngenta ainda tem em seu portfólio Actara®, um inseticida para aplicação via drench, com recomendação para ser aplicado no manejo pré-colheita. Ferramenta importante para o manejo de cochonilhas e que também proporciona plantas mais vigorosas, a partir do estímulo ao desenvolvimento da cultura.
Confira abaixo o posicionamento dos produtos para o manejo completo contras as pragas do café:

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, com o objetivo de impulsionar o agronegócio brasileiro com qualidade e inovações tecnológicas.
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