Nos últimos anos, o manejo de bipolaris no milho tem se tornado um dos maiores desafios para os produtores desse grão no Brasil. Antes considerada uma ameaça secundária, essa doença ganhou relevância devido ao aumento da sua severidade e incidência, impactando diretamente a produtividade das lavouras. 

A pergunta que surge é: como os produtores podem enfrentar esse problema com eficiência e evitar prejuízos expressivos? A resposta está no manejo antecipado, que inclui monitoramento constante da lavoura, identificação correta dos sintomas e, principalmente, o uso de fungicidas de alta performance aplicados mais cedo no ciclo da cultura.  

Estratégias tradicionais, como aplicações somente nos estádios V8 e pré-pendoamento, já não são suficientes para frear o avanço da bipolaris. Atualmente, especialistas recomendam a antecipação das aplicações, visando proteger a planta desde cedo, reduzir a carga inicial de patógenos e garantir um ciclo produtivo mais rentável.  

Mas afinal, por que a mancha-de-bipolaris tem avançado nas lavouras? E qual o momento ideal para iniciar as aplicações? Neste artigo, exploramos a importância dessa abordagem e como ela pode transformar o controle da bipolaris no milho. Confira! 

A ascensão da bipolaris no milho: qual o motivo por trás do avanço da doença nas lavouras brasileiras? 

Antes vista como uma doença secundária, restrita a algumas regiões e condições específicas, a mancha-de-bipolaris tem ganhado espaço por fatores como, o aumento da representatividade de híbridos com alta suscetibilidade à doença, condições climáticas favoráveis no início do estabelecimento da cultura e restos culturais de milho (colmo) durante longo período em função do sistema plantio diretoo que favorece a sobrevivência e a disseminação do patógeno. 

Com condições climáticas favoráveis, especialmente temperaturas entre 20 °C e 30 °C e alta umidade, os patógenos Bipolaris maydis Bipolaris zeicola têm encontrado um ambiente propício para se disseminarem rapidamente.   

Outro grande desafio enfrentado pelos produtores é a semelhança da bipolaris com outras doenças foliares, como cercosporiose e helmintosporiose. Os sintomas visuais podem se confundir, dificultando o diagnóstico correto e levando a erros no manejo. 

Para ajudar na diferenciação, confira o infográfico abaixo: 

 Infográfico comparativo da Syngenta das principais doenças do milho:  Mancha-de-Bipolaris: Lesões alongadas, com bordas irregulares e coloração marrom-avermelhadas.  Cercosporiose: Lesões retangulares, delimitadas pelas nervuras da folhas.  Helmintosporiose: Lesões maiores, elípticas e marrom-escuras.

Além disso, trata-se de uma doença policíclica, ou seja, tem a capacidade de completar múltiplos ciclos de infecção dentro da mesma safra, aumentando sua disseminação de forma exponencial. Isso significa que medidas corretivas tomadas tardiamente nem sempre são suficientes para conter os danos. 

Quando há atraso na aplicação de fungicidas eficazes, a doença pode se estabelecer rapidamente, reduzindo a eficácia das medidas de controle. Por isso, o reconhecimento preciso dos sintomas e a adoção de estratégias preventivas, como aplicações antecipadas de fungicidas premium à base de carboxamida, são fundamentais para minimizar os impactos da bipolaris no milho e assegurar o máximo potencial produtivo da lavoura. 

O que um manejo ineficaz de bipolaris no milho pode acarretar para o produtor? 

Quando o controle não é realizado de forma eficiente, os impactos da doença podem ser devastadores. Estudos recentes apontam que a bipolaris no milho pode causar perdas de até 70% na produção, especialmente em regiões onde o monitoramento e o manejo preventivo são deficientes. 

A infecção geralmente começa nas folhas inferiores da planta, formando lesões alongadas de coloração castanho-escura a avermelhada, que avançam para as folhas superiores à medida que a doença progride. Como a fotossíntese é diretamente comprometida, o resultado é uma planta mais fraca, com menos energia disponível para o enchimento de grãos, impactando significativamente a produtividade da lavoura. 

Além disso, a redução da área foliar saudável favorece infecções secundárias, tornando a lavoura ainda mais vulnerável a outros patógenos e estresses ambientais. Em cultivos de alto investimento, onde a expectativa de produtividade é elevada, qualquer falha no controle pode resultar em prejuízos expressivos. 

Aplicação antecipada: afinal, por que iniciar o manejo da bipolaris no milho mais cedo? E quando iniciar? 

O avanço da mancha-de-bipolaris nas lavouras de milho tem desafiado os produtores a repensarem suas estratégias de controle. Muitos ainda realizam aplicações de fungicidas nos estádios V8 e pré-pendoamento, um modelo tradicional que pode funcionar para outras doenças, mas não tem sido suficiente para conter a agressividade da bipolaris no milho

Devido ao comportamento dos patógenos necrotróficos, que sobrevivem na palhada e em restos culturais, essa doença se instala cedo na cultura, atacando primeiro as folhas inferiores, e pode se multiplicar rapidamente se não for controlada a tempo.  

Como se trata de uma doença policíclica, novos ciclos de infecção podem ocorrer ao longo da safra, aumentando progressivamente a severidade dos danos. Quando o fungicida entra tarde, a doença já está estabelecida, comprometendo a proteção foliar e reduzindo a eficácia do controle. 

A recomendação atual dos especialistas é antecipar as aplicações para o estágio de V4, protegendo a lavoura no momento certo e evitando que a doença tome conta da planta.  

Em resumo, antecipar as aplicações para bipolaris no milho é essencial, pois: 

1. O patógeno pode já estar presente na área 

A bipolaris sobrevive em restos culturais de safras anteriores e, com a umidade e temperaturas ideais, os esporos do fungo germinam e infectam as folhas do milho já nos primeiros estádios. Se o produtor esperar muito para iniciar as aplicações, o patógeno pode já ter causado danos significativos nas folhas inferiores, reduzindo a área fotossintética da planta. 

2. Você protegerá o terço inferior 

As folhas do terço inferior da planta são as primeiras a serem infectadas pela bipolaris. Essas folhas são fundamentais para o desenvolvimento inicial do milho, pois garantem a energia necessária para o crescimento da planta. Se forem comprometidas, todo o potencial produtivo da lavoura pode ser afetado.  

3. Haverá redução do inóculo inicial  

A bipolaris é uma doença policíclica, ou seja, o fungo produz vários ciclos de infecção durante a safra. Quanto mais cedo o produtor iniciar o controle, menor será a quantidade de esporos disponíveis para infectar outras folhas e plantas. Ao reduzir o inóculo inicial, limita-se a disseminação da doença para as folhas superiores. Isso quebra o ciclo da doença e reduz a pressão sobre a lavoura. 

4. Você construirá a sanidade da lavoura de maneira robusta desde o início 

Quando a doença não é controlada nos estádios iniciais, ela pode se espalhar rapidamente durante a fase reprodutiva do milho, causando danos irreversíveis. Folhas necrosadas reduzem a capacidade da planta de realizar fotossíntese, resultando em grãos menores e de menor qualidade. A antecipação das aplicações evita que a doença chegue a esse nível crítico, pois constrói a sanidade da lavoura com mais proteção e robustez.  

Mas atenção: não é só antecipar, é preciso priorizar os fungicidas premium à base de carboxamida para a bipolaris no milho  

A antecipação da aplicação de fungicidas no milho é uma estratégia essencial para o controle da mancha-de-bipolaris, mas, para que essa abordagem realmente funcione, a escolha do produto certo faz toda a diferença.  

Nem todo fungicida disponível no mercado oferece a eficácia necessária para barrar a progressão dessa doença altamente agressiva. É aqui que entram os fungicidas premium, que entregam controle superior, residual prolongado e proteção mais robusta ao longo do ciclo da cultura. 

Como ressaltamos, a bipolaris no milho pode completar múltiplos ciclos de infecção dentro da mesma safra. Isso significa que um fungicida com ação curta ou baixa eficácia pode não ser suficiente para impedir novos surtos ao longo do desenvolvimento da lavoura.  

Fungicidas premium oferecem um novo patamar de controle, atuando de forma preventiva e interrompendo a reprodução dos patógenos, controlando o início da infecção, possibilitando assim que as plantas permaneçam protegidas desde os primeiros estádios de desenvolvimento até as fases mais críticas da cultura. 

MIRAVIS® Duo: antecipar é preciso, mas a qualidade do produto faz a diferença 

Dentro da categoria de fungicidas premium, MIRAVIS® Duo, da Syngenta, se destaca como uma solução inovadora e altamente eficaz na aplicação antecipada contra a Bipolaris no milho.  

Sua formulação exclusiva combina duas moléculas de alta performance: 

  • ADEPIDYN® technology – uma molécula inovadora de um novo grupo químico (carboxamidas), que oferece maior poder intrínseco de controle, longo residual e amplo espectro de controle. 
  • Difenoconazol – um triazol sistêmico altamente eficiente, que proporciona controle de início de infecção e interrompe a reprodução dos patógenos, agindo contra diversas doenças foliares e reforçando a ação contra o complexo de manchas no milho. 

A sinergia entre essas duas moléculas faz de MIRAVIS® Duo um fungicida simplesmente poderoso.  

Ele protege a lavoura desde cedo, impede a progressão da doença e contribui para lavouras mais saudáveis e produtivas, proporcionando um excelente retorno sobre investimento para o produtor.  

E os resultados comprovam: confira os resultados do uso de MIRAVIS® Duo no manejo de bipolaris no milho 

Para saber mais sobre os resultados de MIRAVIS® Duo no controle da bipolaris, confira nosso artigo anterior: Como os produtores estão lidando com a bipolaris no milho? 

A bipolaris no milho é um desafio que exige atenção e estratégias bem definidas. Começar cedo, com aplicações no estádio V4, e utilizar fungicidas premium como MIRAVIS® Duo são passos essenciais para proteger a lavoura e conquistar uma safra mais rentável!  

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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