O avanço silencioso do biótipo Q da mosca-branca nas lavouras de tomate exige uma mudança urgente na estratégia de manejo do produtor. 

Embora a tomaticultura brasileira mostre força — com uma safra de 4,7 milhões de toneladas em 2024 e crescimento de 19,2% — a rentabilidade do setor enfrenta uma ameaça biológica crescente. 

evolução de  biótipos da mosca-branca para variantes mais resistentes no Brasil transformou o controle de pragas no tomate em uma batalha na qual as ferramentas convencionais já não entregam uma proteção completa e eficiente. 

Neste conteúdo, explicamos como a história dessa praga mudou no Brasil, os riscos ocultos das viroses e por que a tecnologia de ambimobilidade  surge como a resposta para proteger a planta por inteiro. 

Da introdução à resistência: a história dos biótipos da mosca-branca no Brasil 

A agricultura brasileira conviveu por muito tempo com o domínio do biótipo B da mosca-branca, introduzido no início dos anos 90. 

Esse biótipo causou prejuízos históricos, devido sua alta capacidade de reprodução e agressividade para dominar as lavouras.    

Porém, o cenário mudou drasticamente em 2013. Foi neste ano, no Rio Grande do Sul, que se detectou a entrada do biótipo Q da mosca-branca, originário da região do Mediterrâneo.    

Mosca-branca (Bemisia tabaci) em folha de tomate.

Diferente do seu antecessor, o biótipo Q não se destaca apenas pela velocidade de reprodução, mas também por sua capacidade de sobrevivência

Enquanto o biótipo B é eliminado por inseticidas convencionais, o biótipo Q sobrevive, representando um novo desafio para o manejo de pragas do tomate e outras culturas. 

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O biótipo Q da mosca-branca e seus desafios 

A presença do biótipo Q traz um agravante que vai além das desordens fisiológicas e enfraquecimento da planta causadas pela sucção de seiva, que é a transmissão de doenças, especialmente viroses. 

Este biótipo é o vetor primário do vírus do enrolamento da folha amarela do tomateiro (TYLCV – “Tomato yellow leaf curl virus”), uma das viroses mais devastadoras para o tomateiro.  

Essa virose causa amarelamento (clorose), nanismo e deformação das plantas, resultando em frutos pequenos e secos, com grandes perdas produtividade que podem chegar 100% se a infecção ocorrer nos estágios iniciais de desenvolvimento planta. 

Planta de tomate exibindo sintomas do Vírus do Enrolamento da Folha Amarela do Tomateiro (TYLCV)
Planta de tomate exibindo sintomas do Vírus do Enrolamento da Folha Amarela do Tomateiro (TYLCV), transmitido pelo biótipo Q da mosca-branca (Bemisia tabaci). Fonte: Meadows Plant Pathology Lab, NC State Extension Publications. 

Apesar da presença do biótipo Q da mosca-branca ter chegado no Brasil em 2013, foi somente em 2024 que presença do TYLCV foi constatada pela primeira vez no Brasil no Estado do Paraná, município de Faxinal.  Essa doença continua a se expandir por outros municípios da região, levantando uma preocupação crescente entre os produtores de tomate. 

Clima a favor da mosca-branca 

Além das perdas com as viroses transmitidas pelo biótipo Q da mosca-branca, as mudanças climáticas estão impactando diretamente o comportamento dessa praga do tomateiro.  

Com o aumento da temperatura média global e a maior incidência de períodos de seca, as condições se tornam propícias para a proliferação da mosca-branca. 

Em um único ano pode ocorrer até 15 gerações da mosca-branca, pois o ciclo de vida dela dura apenas 15 dias em condições favoráveis. 

clima mais quente acelera ciclo de vida da mosca-branca, reduzindo o tempo entre gerações e aumentando o número de ciclos reprodutivos durante uma única safra, resultando em uma população de pragas muito maior e, consequentemente, uma maior pressão sobre as culturas. 

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Por que o manejo convencional não funciona mais para o controle do biótiopo Q da mosca-branca? 

Se você tem percebido que as pulverizações para o controle da mosca-branca não surtem o mesmo efeito de antes, a culpa pode ser de dois fatores principais

1. Resistência 

O Biótipo Q carrega uma genética de resistência múltipla. 

Populações monitoradas no Brasil já não respondem bem a grupos químicos históricos, como neonicotinoides e reguladores de crescimento (IGRs).    

Aumentar a dose não resolve. Isso apenas encarece o custo de produção e seleciona indivíduos ainda mais fortes.    

2. O refúgio do “ponto cego” 

Existe também uma barreira física. Cerca de 80% das ninfas (fases jovens) escondem-se no baixeiro da planta.  Se a pulverização não atingir o baixeiro, o produto não atinge o alvo.  

Isso permite a sobrevivência das ninfas, que completam o seu desenvolvimento e reinfestam a lavoura, tornando as tentativas de controle em uma batalha perdida. 

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A ambimobilidade como resposta para o controle da mosca-branca 

A resposta para esse cenário complexo exigiu uma inovação na forma como o inseticida se move  dentro da planta.  

Surge então a ambimobilidade,  uma característica exclusiva da TINIVION™ technology desenvolvida pela Syngenta. 

Diferente dos inseticidas convencionais, essa tecnologia permite que o ingrediente ativo se mova em dois sentidos: 

  • Via xilema (sobe): protegendo os brotos novos e as folhas superiores do tomate. 
  • Via floema (desce): distribuindo-se até as folhas do baixeiro. 

Isso permite que o produto alcance as ninfas da mosca-branca onde elas se escondem, oferecendo um controle efetivo da praga. 

Essa tecnologia está presente em ELESTAL® Neo, um inseticida para tomate, de alta performance e eficiência que oferece um controle inédito da mosca-branca, protegendo a planta por inteiro e por mais tempo. 

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ELESTAL® Neo, controle que nunca para 

 Banner publicitário da Syngenta anunciando o Elestal Neo para controle de todas as fases da mosca-branca. A imagem central mostra uma planta com setas amarelas indicando o movimento sistêmico do produto para cima e para baixo, oferecendo máxima proteção, efeito de choque e residual prolongado.

ELESTAL® Neo materializa essa inovação no dia a dia do campo, oferecendo um controle inédito da mosca-branca e de seus biótipos. 

 Gráfico de barras mostrando resultados de ELESTAL Neo no controle dos biótipos da mosca-branca. Enquanto o Pyriproxyfen apresenta baixa eficiência em adultos e ninfas do biótipo Q, Elestal Neo mantém níveis de controle próximos a 100% tanto para adultos quanto para ninfas dos biótipos B e Q.

Após a aplicação foliar no início da infestação da mosca-branca, ele é rapidamente absorvido e translocado via xilema (movimento ascendente, para as folhas do topo) e via floema (movimento descendente, em direção às folhas baixeiras e raízes).   

Essa propriedade única entrega uma proteção da planta por inteiro e por mais tempo, alcançando tecidos novos e partes baixas antes desprotegidas.   

Na prática, isso resolve diretamente o desafio de chegar até onde a mosca-branca se esconde, o que permite que ELESTAL® Neo chegue até o alvo, onde as pulverizações convencionais não chegam. 

Ele combina a ambimobilidade da TINIVION™ technology com um potente efeito de choque (Acetamiprido), para um controle inédito da mosca-branca no tomate. 

Slide técnico com título "Resultados em tomate" comparando Pyriproxyfen, Acetamiprid e Elestal Neo. O gráfico destaca o longo período de controle de Elestal Neo, mantendo alta performance (80-92) enquanto outros produtos declinam.

Os benefícios são claros para quem busca alta produtividade no tomate: 

  • Máxima proteção: move-se para cima e para baixo, protegendo a planta por inteiro, inclusive baixeiro; 
  • Efeito de choque e residual prolongado, ação imediata e por mais tempo. 

ELESTAL® Neo é a resposta para quem busca máxima proteção contra a mosca-branca, ideal para controle de pragas sugadoras nas culturas de frutas e hortaliças. 

A Syngenta está ao lado do produtor rural em todos os momentos, oferecendo as soluções necessárias para construirmos, juntos, um agro cada vez mais inovador, rentável e sustentável. 

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